A Aids é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, ou simplesmente HIV, que por sua vez provém do inglês - Human Immunodeficiency Virus. Também da língua inglesa deriva a sigla AIDS, Acquired Immune Deficiency Syndrome, que em português quer dizer Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. A palavra síndrome identifica o conjunto de sinais ou sintomas que ocorrem em determinado estado mórbido, servindo para caracterizar uma doença. No caso específico da Aids, traduz a inabilidade do sistema de defesa do organismo humano para se proteger contra microorganismos invasores, tais como: vírus, bactérias, protozoários, etc. Ela não é congênita (ou seja, não nasceu com o indivíduo), assim como acontece com outras imunodeficiências, nem é causada espontaneamente, mas sim por um fator externo (a infecção pelo HIV).
O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) destrói os linfócitos (uma variedade de leucócitos, ou glóbulos brancos), que são as células responsáveis pela defesa do nosso organismo, tornando a pessoa vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas, assim chamadas por surgirem nos momentos em que o sistema imunológico do indivíduo está enfraquecido.
Há alguns anos, receber o diagnóstico de Aids era quase uma sentença de morte. Atualmente, porém, a Aids já pode ser considerada uma doença crônica. Isto significa que uma pessoa infectada pelo HIV pode viver com o vírus, por um longo período, sem apresentar nenhum sintoma ou sinal. Isso tem sido possível graças aos avanços tecnológicos e às pesquisas, que propiciam o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais eficazes. Deve-se, também, à experiência obtida ao longo dos anos por profissionais de saúde. Todos estes fatores possibilitam aos portadores do vírus ter uma sobrevida cada vez maior e de melhor qualidade.
O Ministério da Saúde do Brasil, através do seu Portal Informativo, tem procurado esclarecer as dúvidas da população sobre esse sério problema, destacando-se, dentre elas, as seguintes:
1) Atualmente, ainda há a distinção entre grupo de risco e grupo de não risco?
Resposta: Hoje essa distinção não existe mais. No começo da epidemia, pelo fato da Aids atingir, principalmente, os homens homossexuais, os usuários de drogas injetáveis e os hemofílicos, eles eram, à época, considerados grupos de risco. Atualmente, fala-se em comportamento de risco e não mais em grupo de risco, pois o vírus passou a se espalhar de forma geral, não mais se concentrando apenas nesses grupos específicos. Por exemplo, o número de heterossexuais infectados por HIV tem aumentado proporcionalmente com a epidemia nos últimos anos, principalmente entre mulheres.
2) O que se considera um comportamento de risco, que possa vir a ocasionar uma infecção pelo vírus da Aids (HIV)?
Resposta: Relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada, sem o uso de preservativos; compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis; transfusão de sangue contaminado pelo HIV; reutilização de objetos perfuro-cortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.
3) Qual o tempo de sobrevida de um indivíduo portador do HIV?
Resposta: Até o começo da década de 90 a Aids era considerada uma doença que levava à morte em prazo relativamente curto. Porém, com o surgimento do coquetel (combinação de medicamentos responsáveis pelo atual tratamento de pacientes HIV positivo) as pessoas infectadas passaram a viver mais. Esse coquetel é capaz de manter a carga viral do sangue baixa, o que diminui os danos causados pelo HIV no organismo e aumenta o tempo de vida da pessoa infectada. O tempo de sobrevida (ou seja, os anos de vida pós-infecção) é indefinido e varia de indivíduo para indivíduo. Por exemplo, algumas pessoas começaram a usar o coquetel em meados dos anos noventa e ainda hoje gozam de boa saúde. Outras apresentam complicações mais cedo e têm reações adversas aos medicamentos. Há, ainda, casos de pessoas que, mesmo com os remédios, têm infecções oportunistas (infecções que se instalam, aproveitando-se de um momento de fragilidade do sistema de defesa do corpo, o sistema imunológico).
4) Quanto tempo o HIV sobrevive em ambiente externo?
Resposta: O vírus da Aids é bastante sensível ao meio externo. Estima-se que ele possa viver em torno de uma hora fora do organismo humano. Graças a uma variedade de agentes físicos (calor, por exemplo) e químicos (água sanitária,, álcool, água oxigenada) pode tornar-se inativo rapidamente.
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida já levou à morte mais de 30 milhões de pessoas, desde que foi identificada em 1981, tornando-se, assim, umas das mais destrutivas epidemias registradas na história. Apesar dos tratamentos e cuidados ministrados, em muitas regiões do planeta a AIDS liquidou, apenas em 2005, com aproximadamente 3,1 milhões de vidas, dos quais 570 mil eram crianças. Algumas entidades afirmam que os números da AIDS atingiram recordes de contaminação de todos os tempos. Estima-se que 40,3 milhões de pessoas no mundo estejam convivendo com a doença e que cerca de 5 milhões tenham sido infectadas apenas em 2005.
A epidemia não é homogênea, com algumas regiões sendo mais afetadas do que outras. Apesar das campanhas de prevenção, o número de contaminações continua a crescer, sendo a região ao sul do deserto do Saara, com 26,4 milhões de pessoas contaminadas, a que apresenta o maior número delas, ou um milhão a mais do que em 2003. Estima-se que 64% de todos os aidéticos no mundo vivem naquela área, e deles, nada menos que 77% de todas as mulheres afetadas pelo mal nos cinco continentes. Em segundo lugar fica o sul e sudoeste da Ásia, com 15% dos contaminados.
Os dados sobre a origem da AIDS ainda não estão bem claros, particularmente sobre onde e quando a pandemia começou, embora os cientistas imaginem que ela tenha derivado de uma doença que afeta alguns primatas africanos.
Fonte: Ministério da Saúde - Programa Nacional de DST e Aids