A catalepsia é uma perturbação psicomotora que consiste na cessação dos movimentos voluntários do indivíduo e na manutenção da atitude ou posição em que ele se encontrava no momento do ataque. Durante essa perturbação o doente conserva o uso perfeito da inteligência e percepção, mas não responde às questões que lhe são propostas. Já a narcolepsia é uma neurose caracterizada pela tendência irresistível para o sono, geralmente de duração rápida, mas que se repete em breves intervalos, obrigando o indivíduo a deitar-se.
Por sua vez, o estanho é um elemento metálico empregado na fabricação de ligas como o bronze e a solda, e também na confecção de latas. Objetos feitos com ele foram descobertos nas pirâmides egípcias, demonstrando que os antigos já o conheciam. Seu uso generalizou-se entre os romanos quando eles começaram a explorar as minas de cassiterita da Cornualha, Inglaterra, e iniciaram a fabricação de utensílios domésticos, entre eles os pratos e copos, sempre presentes nas casas das pessoas que tinham mais dinheiro.
Mas os hábitos de higiene naquele tempo eram pouco recomendáveis, não sendo raridade a ocorrência de oxidação nos pratos e copos, e o conseqüente envenenamento de quem os utilizasse depois. Os romanos bebiam cerveja e vinho nos copos estanhados, e essa mistura de álcool e óxido de estanho produzia, às vezes, uma reação inesperada em alguns deles, ocasionando um estado semelhante à narcolepsia. Então o coitado era levado para casa e vigiado pelos familiares durante algum tempo, para que eles pudessem ter certeza de que o homem acordaria ou ficaria dormindo para sempre. Foi daí que surgiu a vigília do morto no caixão.
Outro fato conhecido era o de que na abertura de caixões para a retirada dos ossos, percebia-se que em alguns casos sua tampa estava arranhada, e isso trazia a certeza de que o infeliz cujo corpo fora ali colocado, tinha sido enterrado vivo. Por isso, surgiu na Inglaterra a idéia de amarrar uma corda ao pulso do defunto, passando-a por um buraco feito no ataúde, subindo com ela até a superfície e amarrando-a do lado de fora a um sino, ficando alguém de plantão por alguns dias. Dessa forma, se o morto não estivesse realmente morto e movimentasse o braço, o sino tocaria lá em cima, e então o sepultado poderia ser “salvo pelo gongo”, como diziam os idealizadores do processo.
Segundo o site Portal da Índia, Viacapella, “acredita-se que a origem dos gongos vem de antigos alquimistas e pré-xamãs budistas do Tibete, datando de antes da Idade do Bronze na China, aproximadamente trinta séculos atrás. Quando questionados, os monges tibetanos são evasivos, dizendo que os usam apenas para manter cereais, mas é difícil imaginar um objeto feito artesanalmente, e que pode vibrar em diferentes e simultâneos tons, cada um deles com freqüência única e mantendo a reverberação por longo tempo, sendo usado para guardar grãos. Não existe nenhum documento escrito sobre os gongos em parte alguma das sagradas escrituras orientais, sendo estritamente proibido falar sobre eles nos templos tibetanos. No entanto, sabe-se que são produzidos segundo uma fórmula presumidamente perdida, numa noite em que as estrelas sejam propícias para o trabalho dos alquimistas, quando então os diferentes metais são reunidos na proporção devida, em busca da liga perfeita.
Esses metais representam as diferentes influências planetárias, sendo o ouro, o Sol; a prata, a Lua; o mercúrio, o planeta Mercúrio; o cobre, Vênus; o ferro, Marte; o estanho, Júpiter, e o chumbo, Saturno. Segundo a lenda, alguns desses metais eram retirados de meteoritos encontrados nos cumes da cordilheira do Himalaia, e depois de misturados e corretamente trabalhados, passavam a produzir um som profundo cujos poderes devem ser mantidos em segredo porque representam a mente de Buda”.