MÉDICO VETERINÁRIO, DIA DO - 9 DE SETEMBRO

Medicina Veterinária é a ciência que trata da prevenção, do diagnóstico e do tratamento de doenças em animais domésticos, assim como também do controle de distúrbios que acontecem em outros tipos de animais. Ela surgiu quando o homem começou a domesticar determinadas espécies, em decorrência da necessidade de que seus exemplares fossem objeto de cuidado e atenção para se verem livres dos males que os acometiam.

 

Os registros sobre a História Antiga nos dão conta de que a prática da Medicina Veterinária foi estabelecida na Babilônia desde 2.000 antes de Cristo, mas alguns pesquisadores vão ainda mais longe, sugerindo que ela remonta a 4.000 antes de Cristo. No Código de Hamurabi, um conjunto de leis desenvolvido pelo soberano do mesmo nome durante o período de seu reinado (1728-1686 a.C.), e que hoje se encontra no Museu do Louvre, em Paris, França, são encontradas as seguintes normas sobre atribuições e remuneração dos médicos de animais:

 

- Se o médico dos bois e dos burros trata um boi ou um burro de uma grave ferida e o animal se restabelece, o proprietário deverá dar ao médico, em pagamento, um sexto de siclo.

 

- Se ele trata um boi ou burro de uma grave ferida e o mata, deverá dar um quarto de seu preço ao proprietário.

 

Os gregos antigos tinham uma classe de médicos chamada de doutores de cavalos, aos quais os romanos davam o nome de veterinarius. Os primeiros registros sobre a prática da medicina animal na Grécia datam do século VI antes de Cristo, quando as pessoas que exerciam essa função, os hippiatros (hipiatro, Médico Veterinário que trata dos cavalos), tinham um cargo público. Bem mais adiante, metade do século XVIII, as escolas de Veterinária principiaram a surgir na Áustria, Alemanha, Dinamarca, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Polônia, Rússia, e Suécia. A primeira a ser organizada segundo critérios científicos, a Escola de Medicina Veterinária de Lyon, na França, foi instalada em 1761 graças ao hipólogo francês Claude Bougerlat.

 

Em 1875, quando Dom Pedro II visitou a escola parisiense de Medicina Veterinária de Alfort, que foi a segunda a funcionar no mundo, ficou tão bem impressionado com o que viu que resolveu criar instituição semelhante no Brasil. Mas apesar da sua vontade, as duas primeiras escolas do gênero só apareceram nos primeiros anos do governo republicano: a escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária (1910), e a escola de Veterinária do Exército, as duas no Rio de Janeiro. Com relação a esta, o Tenente-Coronel Médico João Moniz Barreto de Aragão, patrono da Medicina Veterinária militar brasileira, criou inicialmente o Curso Prático de Veterinária do Exército, embrião da Escola de Veterinária do Exército (EsVet). Em funcionamento a partir de 1914, a EsVet diplomou sua primeira turma em 1917, sendo considerada a precursora do ensino veterinário civil no Brasil.

 

No dia 9 de setembro de 1933, através do Decreto nº 23.133, o então Presidente Getúlio Vargas criou uma normatização para a atuação do Médico Veterinário e para o ensino dessa profissão. Em reconhecimento, a data passou a valer como o Dia do Veterinário. Mas escolas de Veterinária já existiam no Brasil, desde 1910. Para o exercício profissional, o registro do diploma passou a ser exigido a partir de 1940, na Superintendência do Ensino Agrícola e Veterinário do Ministério da Agricultura, órgão fiscalizador da profissão. A partir de 1968, com a criação dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária, foi transferida a estes a competência para o registro profissional do Médico Veterinário, e a função de fiscalizar o exercício dessa profissão.

 

A formação em Medicina Veterinária dura, em média, cinco anos, com os dois primeiros anos tratando das disciplinas básicas: anatomia, microbiologia, genética, matemática, estatística, além de nutrição e produção animal. Depois é a vez de estudar as doenças, as técnicas clínicas e cirúrgicas, e então optar por alguma das diversas especializações, que vão desde a clínica e cirurgia de animais, ao acompanhamento da produção de rações, vacinas, medicamentos e outros insumos.