O orgasmo é o ponto máximo da sensação de prazer sentida por homens e mulheres durante a prática do ato sexual ou da masturbação. Provocado pela excitação intensa dos órgãos sexuais, o orgasmo masculino é caracterizado pela ejaculação seguida de queda rápida na sensação de prazer; já nas mulheres essa sensação pode ser mais prolongada e mais intensa do que a sentida pelos seus parceiros, e seu decréscimo também é mais lento.
Os resultados encontrados em pesquisas efetuadas há pouco tempo na Inglaterra, revelam a existência de diferenças acentuadas entre homens e mulheres durante a realização do ato sexual, que engloba as carícias preliminares e o seu desfecho, propriamente dito. Por esses trabalhos descobriu-se que nos homens, durante todo o processo da relação carnal, as áreas mais primitivas do cérebro são justamente aquelas que mais trabalham, e é por isso que eles se tornam extremamente impulsivos e agitados; em contrapartida, as que menos funcionam são as áreas ligadas ao medo, ao raciocínio e à atenção, que ficam praticamente desligadas. Com relação às mulheres, as do raciocínio e atenção permanecem vigilantes quanto à possibilidade de existência de qualquer perigo, permitindo assim que o homem, ao se entregar inteiramente ao coito, aumente as chances de que a fecundação seja bem sucedida.
Quando a excitação sexual atinge seu grau máximo, pode ocorrer o orgasmo, um reflexo caracterizado por reações corporais específicas e sensações de prazer (ondas de calor, aperto na garganta, arrepios, tremores, etc.), cuja intensidade varia de indivíduo para indivíduo. Os órgãos genitais masculinos reagem com contrações rítmicas e involuntárias dos músculos da pelve, que provocam a ejaculação, ou expulsão do sêmen, enquanto os femininos sofrem um espasmo seguido por uma série de contrações vaginais, também rítmicas e involuntárias (usualmente 5 a 8 contrações). Entretanto, a imensa maioria das mulheres precisa de estimulação direta ou indireta do clitóris para atingir o orgasmo.
O orgasmo feminino não apresenta o mesmo fenômeno da ejaculação masculina, uma vez que a mulher não elimina nenhum líquido durante a sua ocorrência. Mas ele pode se multiplicar, ou seja, mesmo tendo acabado de atingi-lo, a mulher consegue chegar a outro, e outro, caso seja adequadamente estimulada pelo parceiro. Ao contrário do homem, que depois do gozo passa por um período em que mesmo sendo estimulado, não consegue ter outra ereção nem outra ejaculação, situação que varia de indivíduo para indivíduo, pois sua duração vai de minutos a algumas horas. O momento do orgasmo depende de cada um, e por isso é exteriorizado de formas distintas: em alguns, é tranqüilo e suave; em outros, acompanhado de movimentos agitados; existindo ainda quem goste de falar, gemer ou até mesmo gritar. Nem sempre duas pessoas chegam ao orgasmo ao mesmo tempo, porque ele não é uma obrigação, nem tampouco uma meta que precisa ser alcançada a qualquer custo. Trata-se, apenas, da conseqüência natural de uma atividade sexual praticada de maneira gostosa e relaxada por duas pessoas que se sentem atraídas fisicamente, uma pela outra.
O Dia Internacional do Orgasmo foi criado há seis anos, na Inglaterra, como conseqüência do resultado apresentado por uma pesquisa sobre o relacionamento sexual dos casais daquele país. Descobriu-se, com surpresa, que 80% das mulheres britânicas declararam nunca haver chegado o orgasmo, o que provocou uma série de estudos e avaliações em diversos outros lugares pelo mundo à fora. No Brasil, por exemplo, o Projeto Sexualidade (Prosex), do Hospital das Clínicas, SP, desenvolveu o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, no qual se afirma que conseguir chegar ao orgasmo não é apenas a maior dificuldade da mulher no início de sua vida sexual, mas também a grande preocupação de 58,6% das que têm vida sexual ativa. No que diz respeito aos homens, o obstáculo principal é o do controle da ejaculação.
Em publicação recente, o jornal O Globo afirma que “A maioria dos especialistas concorda que, para se chegar ao orgasmo, o mais importante é se esquecer dele. Ir para a cama com o peso de ter que alcançar esse objetivo só aumenta a ansiedade, dificultando a chegada ao auge do prazer. Em vez de ir com toda sede ao pote, o melhor é investir nas preliminares, que aumentam a intimidade do casal e proporcionam prazer do início ao fim de relação”.
Para terminar, uma perguntinha rápida dirigida a você, que se julga bom nisso: quanto mais demorada a relação sexual, mais forte o orgasmo? A resposta é não, o que mais uma vez serve para comprovar a afirmativa de que tamanho não é documento.