PAIS, DIA DOS - 2º DOMINGO DE AGOSTO

Os babilônios construíram um império que floresceu entre os rios Tigre e Eufrates, na Ásia, uma região que eles tornaram extremamente fértil graças à riqueza do solo e ao sistema de irrigação que implantaram, feito por meio de canais cujos vestígios ainda hoje podem ser encontrados.

 

Habitada por semitas, um vasto grupo étnico que compreendia os judeus, os assírios, os aramaicos, os fenícios, os árabes e outros, a Babilônia dominou o extenso vale onde seu povo habitava desde 3.755 antes de Cristo, pelo menos (porque essa é a época de que datam os primeiros registros conhecidos a seu respeito), até 539 antes de Cristo, quando foi conquistada pelos persas e depois por outros invasores.

 

Conta a lenda que naquelas terras, há quatro mil anos, um jovem chamado Elmesu, pretendendo homenagear o seu pai, moldou em argila um cartão onde manifestava a ele seus votos de felicidade, saúde e vida longa, realizando assim a primeira comemoração de que se tem notícia sobre uma data festejando os pais.

 

Alguns milhares de anos depois, em 1909, a jovem Sonora Louise Smart Dood, residente em Washington, EUA, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela então iniciou movimento para homenagear seu pai, John Bruce Dood, um veterano da guerra civil, que tendo perdido a esposa em trabalho de parto, havia criado sozinho seus cinco filhos, superando todas as dificuldades que encontrara.

 

Sonora batalhou tenazmente pela concretização da idéia, e tanto fez que no dia 19 de junho de 1910 finalmente foi realizada em Spokane, Washington, a celebração do primeiro Dia dos Pais, festa adotada em tempo relativamente curto por outras cidades americanas. A rosa foi escolhida como a flor oficial do evento, sendo que os pais vivos deviam ser homenageados com flores da cor vermelha, e os falecidos com flores brancas.

 

Em 1924 o presidente americano Calvin Coolidge aprovou a idéia de que ela assumisse caráter nacional, mas isso só foi efetivamente oficializado em 1966, quando o presidente Lyndon Johnson assinou proclamação fixando o terceiro domingo de cada mês de junho como data definitiva para essa comemoração em todo o território americano.

 

O Brasil comemorou pela primeira vez o seu Dia dos Pais em 14 de agosto de 1953, graças ao publicitário Sylvio Bhering, que havia se inspirado na celebração extra-oficial que se fazia nos Estados Unidos. A iniciativa partiu do jornal O Globo, do Rio de Janeiro, que se propôs a incentivar a celebração em família, baseado nos sentimentos e costumes cristãos. Primeiramente, o dia 16 de agosto, dia de São Joaquim, foi o escolhido, mas como o domingo era mais apropriado para as reuniões familiares, a data foi transferida para o segundo domingo de agosto, permanecendo assim até hoje.

 

Já em São Paulo, segundo registros que relatam o fato, “a data foi formalmente comemorada pela primeira vez em 1955, pelo grupo Emissoras Unidas, que reunia Folha de S. Paulo, TV Record, Rádio Pan-americana e a extinta Rádio São Paulo. O grupo organizou um grande show no antigo auditório da TV Record para marcar a data. Lá, foram premiados Natanael Domingos, o pai mais novo, de 16 anos; Silvio Ferrari, de 96 anos, como o pai mais velho; e Inácio da Silva Costa, de 67 anos, como o campeão em número de filhos, um total de 31. As gravadoras lançaram quatro discos em homenagem aos pais. O maior sucesso foi o baião É Sempre Papai, com letra de Miguel Gustavo, interpretada por Jorge Veiga. O Dia dos Pais acabou contagiando todo o território brasileiro e até hoje é comemorado no segundo domingo de agosto”.

 

Dizem que a opinião do filho sobre o seu próprio pai varia com o passar do tempo, e é justamente isso o que a escritora Ann Landers expressa em "Meu pai quando eu tinha..":.

 

4 anos:  Meu pai pode fazer tudo.   

5 anos: Meu pai sabe muitas coisas.

6 anos: Meu pai é mais esperto do que o seu.

8 anos: Meu pai não sabe exatamente tudo.

10 anos: Quando o meu pai foi criado, as coisas eram muito diferentes.

12 anos: Ah, é claro que o papai não sabe nada sobre isso. É muito velho para se lembrar da sua infância.

14 anos: Não ligue para o que meu pai diz. Ele é tão antiquado!

21 anos: Ele? Meu Deus, ele está totalmente desatualizado!

25 anos: Meu pai entende um pouco disso, mas pudera! É tão velho!

30 anos: Talvez devêssemos pedir a opinião do papai. Afinal de contas, ele tem muita experiência.

35 anos: Não vou fazer coisa alguma antes de falar com o papai.

40 anos: Eu me pergunto como o papai teria lidado com isso. Ele tem tanto bom senso, tanta experiência!

50 anos: Eu daria tudo para que o papai estivesse aqui agora e eu pudesse falar com ele sobre isso. É uma pena que eu não tivesse percebido o quanto era inteligente. Teria aprendido muito com ele.