SÃO CRISTOVÃO - 25 DE JULHO

As informações sobre sua vida são confusas, mas inscrições descobertas em uma região antes conhecida como Bitínia, na Ásia Menor, revelam que ali, no ano de 452, uma igreja foi consagrada em sua honra. Entre as versões a respeito dele, uma diz que nasceu em Canaã, onde recebeu o nome de Réprobo, mas que ao adotar a nova fé passou a viver na Lícia, conseguindo por lá muitas conversões. Certo dia, ao ser descoberto pelos soldados do rei Dagno, acabou encarcerado, e ao ser visitado por duas mulheres que pretendiam induzi-lo a abandonar sua crença, convenceu-as a aceitar o cristianismo. Por isso foi levado ao soberano, nas mãos de quem sofreu tormentos, serviu como alvo de flechas e acabou morrendo martirizado.

 

Diversas lendas sobre seu comportamento foram criadas pela fantasia popular, e a mais divulgada conta que Cristóvão era um homem de físico forte, que se colocava a serviço de quem lhe pagasse mais. Certa feita, ao saber que o diabo possuía mais força que seu chefe, passou a servi-lo, mas depois, informado de que Jesus Cristo era ainda mais poderoso que o demônio, entrou a seu serviço, encontrou um eremita que o instruiu na fé cristã e o batizou, e depois foi morar à beira de um rio, na esperança de que o auxílio que dava aos viajantes que pretendiam atravessar o curso d’água, pudesse proporcionar sua aceitação pelo novo senhor.

 

Uma noite apareceu-lhe um menino desejando fazer a travessia. Então, Cristóvão tomou-o nos ombros e iniciou o percurso, mas como a cada passo que dava o pequeno fardo tornava-se mais e mais pesado, ele fez o seguinte comentário: “Parece que estou carregando o mundo inteiro!”. No que a criança respondeu: “Eu sou o Criador do mundo”. A partir desse momento o homem forte abandonou o seu posto no rio, adotou o nome de Cristóvão, que em grego é Cristóforo e significa “aquele que carrega Cristo”, e partiu para a Lícia, dando início ao seu trabalho missionário.

 

Apesar de retirado do calendário litúrgico em 1969, São Cristóvão continua sendo venerado no mundo inteiro como protetor dos viajantes e motoristas, mas por sua figura gigantesca e grande força física que possuía, também é invocado por muitos atletas. Existem no mundo várias igrejas dedicadas a ele, que comemoram sua data em 25 de julho.

 

O Rio de Janeiro tem uma praça famosa batizada com o seu nome: o Campo de São Cristóvão. Em www.sao-cristovao.com, encontra-se a informação de que “Em 1627, os jesuítas, donos da grande sesmaria que ia do Rio Comprido até Inhaúma, construíram no litoral além da Gamboa uma igrejinha dedicada à São Cristóvão. A pequena igreja ficava nas terras da fazenda do mesmo nome, a certa distância da casa grande, que ocupava uma pequena elevação próxima à entrada do chamado Saco de São Diogo, ainda existente no mesmo local. A pequena ermida ficava junto à praia até então somente habitada por uns poucos pescadores, logo passando a ser chamada de praia de São Cristóvão. Próximo à igrejinha passava o Caminho de São Cristóvão o qual, além de servir aos jesuítas, era muito utilizado como via de comunicação da cidade com o interior. A multiplicação dos engenhos e fazendas no interior, bem como a precariedade de acessos por via terrestre para o centro da cidade, incrementaram a circulação na região. Por essa estrada logo começaram a passar os tropeiros e viajantes, aparecendo no seu entorno uma pequena povoação que passou a ser chamada de Campo de São Cristóvão. Durante muitos anos o acesso à igreja era feito pelo mar e, à hora da missa, era às suas portas que os pescadores amarravam suas canoas. O mar, por diversos aterros foi levado para longe, mas a igreja, elevada à matriz em 1865, foi reconstruída e ampliada e hoje se encontra na Praça Padre Seve” (na ilustração, óleo sobre tela 'São Cristóvão-1637', de Jusepe de Ribera, Museu do Prado, Madri).

 

Tem-se como verdadeira a informação de que na Idade Média surgiu uma crença popular segundo a qual quem olhasse a imagem de São Cristóvão teria um dia tranqüilo e sossegado, sem sofrer qualquer tipo de dano. Dizem que foi nessa época que os pintores de temas religiosos reproduziram nas paredes das igrejas a grande maioria das figuras do santo atravessando o rio com o Menino Jesus sentado em seu ombro. 

 

ORAÇÃO

 

Ó, São Cristóvão, que atravessastes a correnteza furiosa de um rio com toda a firmeza e segurança porque carregáveis nos ombros o Menino Jesus, fazei que Deus se sinta sempre bem em meu coração, porque então eu terei sempre firmeza e segurança no guidão do meu carro e enfrentarei corajosamente todas as correntezas que eu tiver de enfrentar, venham elas dos homens ou do espírito infernal. São Cristóvão, rogai por nós.