ESTADOS DO SUDESTE BRASILEIRO - Origem dos nomes

ESPÍRITO SANTO - O estado originou-se de uma gleba de terras doada a Vasco Fernandes Coutinho, que chegou à região em 23 de maio de 1535, desembarcando na atual Prainha, em Vila Velha, onde fundou o primeiro povoamento. Como a data era um domingo do Espírito Santo (ou Pentecostes, 50 dias depois da Páscoa), o donatário batizou a capitania com esse nome, em homenagem à terceira pessoa da Santíssima Trindade. Durante a primeira fase de sua colonização, houve um período em que o Espírito Santo foi anexado à Bahia, tendo portanto sua capital sediada em Salvador. Durante muito tempo o Espírito Santo se manteve como uma capitania essencialmente litorânea, situação que se modificou apenas na segunda metade do século 19, graças à expansão da lavoura cafeeira, que penetrando no extremo sul do território, proveniente do Rio de Janeiro, garantiu o povoamento do interior.

 

MINAS GERAIS - No início do período da colonização, caracterizada principalmente pelas incursões dos bandeirantes paulistas em busca das riquezas que se diziam existir no interior brasileiro, foram descobertas na região mineira inúmeras minas de metais preciosos, principalmente ouro e diamantes, sendo aquele tão abundante que sua garimpagem deu início a um ciclo exploratório que durou longo tempo, durante o qual ocorreram diversos episódios de grande destaque histórico. Daí a origem do nome pelo qual o estado ficou sendo conhecido. Sobre essa nomeação, alguns pesquisadores defendem o ponto de vista de que o adjetivo gerais foi acrescentado ao substantivo minas para tornar bem clara a existência, no território, de minas particulares e não particulares, pois entre as primeiras incluíam-se às dos rios das Velhas, das Mortes e dos Caetés.

 

RIO DE JANEIRO - O nome Rio de Janeiro foi um equívoco cometido pelos navegadores portugueses. Em 1º de janeiro de 1502, a primeira expedição da costa leste do Brasil chegou ao que lhes parecia ser a foz de um grande rio, daí o nome dado ao que é, na realidade, a entrada da barra da baía de Guanabara, um nome indígena que significa água escondida. A razão disso é que pelo costume vigorante na época, qualquer embocadura, mesmo não sendo de caráter estritamente fluvial, deveria ser designada como rio, e a esta foi dada a denominação que não mais foi alterada. Com os mesmos objetivos da primeira, a 2ª expedição exploradora comandada por Gonçalo Coelho, em 1503, deteve-se no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, na Praia do Flamengo. Esta expedição também trouxe consigo o experiente Américo Vespúcio, responsável pela fundação da feitoria de Cabo Frio para exploração do pau-brasil, na praia do Cabo da Rama, atual Praia dos Anjos, em Arraial do Cabo, depois abandonada.

 

SÃO PAULO -  O núcleo primitivo do povoamento de São Paulo  foi o estabelecimento de São Vicente, fundada em 1532 por Martim Afonso de Souza. Com a divisão do Brasil em capitanias, o navegador português recebeu a de São Vicente, que se estendia de Macaé (Rio de Janeiro) às lagunas do Sul (Santa Catarina). Em 1552, o padre José de Anchieta planejou estabelecer um colégio no local da atual cidade paulistana, para a educação não só dos portugueses, mas também dos gentios. Conseguindo realizar o seu intento, ele ali celebrou a primeira missa em 25/01/1554, aniversário da conversão de São Paulo ao cristianismo, razão pela qual o estabelecimento recebeu o nome desse santo, o qual também se estenderia à povoação surgida em volta do colégio. Em 1560, Mem de Sá, governador-geral do Brasil, conferiu ao povoado o título de vila, com a denominação de São Paulo de Piratininga, tendo ele se tornado sede da capitania em 1681, e recebido os foros de cidade em 24/07/1711. Em 1815, por ocasião da elevação do Brasil a Reino Unido ao de Portugal, a cidade tornou-se capital da província de São Paulo, continuando a sê-lo após a proclamação da independência, que teve lugar nos seus arredores. Com a proclamação da República, tornou-se capital do Estado do mesmo nome.