O prédio que abriga o Museu Nacional - Palácio Imperial da Quinta da Boa Vista, cidade do Rio de Janeiro, tem importância ímpar na história do Brasil. Foi doado pelo rico comerciante português, Elias Antônio Lopes, a D. João VI, quando de sua chegada ao Brasil (1808), para servir-lhe de residência e, posteriormente, aos imperadores D. Pedro I e D. Pedro II. A partir de 1810 várias reformas foram acrescentando e modificando torres, andares e fachadas, até as grandes obras de 1910, que lhe deram seu aspecto atual. - ocasião em que foram retirados o Gabinete Astronômico de D. Pedro II e o portão que o embaixador da Inglaterra havia oferecido a D. João VI, em 1816.
O Paço de São Cristóvão foi tombado em 11 de maio de 1938, pela Secretaria de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O intervalo entre a Proclamação da República (1889) e a instalação do Museu no antigo Paço de São Cristóvão (1892) deveu-se, tanto ao trabalho de desmonte e reorganização das exposições, quanto ao fato de haver o Paço sediado a Primeira Constituinte Republicana (1889-1891).
A intenção de criar no Brasil um Museu de Ciências Naturais surgiu na época do Vice-Rei Luis de Vasconcelos (1779-1790), que idealizou a construção de um grande edifício para abrigar a Casa da História Natural. Devido à lentidão da construção do prédio, na atual Avenida Passos, foi improvisado ao lado, num barracão, um depósito de animais empalhados e alguns vivos, com a predominância de aves. Devido a estas características, o povo chamou o local de “Casa dos Pássaros”. Com o aumento gradativo do acervo, esta casa passou a funcionar independente da construção principal, sob a direção de Francisco Xavier Cardoso Caldeira, conhecido como “Xavier dos Pássaros”. A chegada do Vice-Rei, o Conde de Rezende (1790-1801), pouco interessado pelos assuntos da natureza, desestimulou a Casa da História Natural. Em 1810 foi extinta a Casa dos Pássaros, sendo o acervo transferido para o Arsenal do Exército, hoje Museu Histórico Nacional e, em 1816, ocorreu a mudança das coleções mineralógicas para a Academia Militar. A Princesa Leopoldina, naturalista apaixonada, com especial atenção ao estudo dos insetos, não somente influenciou na construção do museu, como também estimulou o interesse pela pesquisa, trazendo ao Brasil grande número de cientistas, entre os quais Martius, Pohl, Natterer, Spix e o pintor de paisagens Ender.
Por decreto de 06 de junho de 1818, assinado por D. João VI, foi criado o Museu Real, sediado no Campo de Sant'Anna até 1892. O primeiro diretor nomeado por D. João VI foi Frei José da Costa Azevedo (1818-1823), que já exercia o cargo de Diretor do Gabinete Mineralógico e Físico da Academia Militar. Com o advento do Império, o Museu Real passou a denominar-se Museu Imperial, e a partir de 1842, Museu Nacional.
O Museu Nacional do Rio de Janeiro oferece ao visitante uma área de 9.900 metros quadrados de exposições permanentes e temporárias, cursos de pós graduação, eventos, seminários, exibição de vídeos e atividades especiais para menores, inclusive carentes. Seus departamentos são os de Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia & Paleontologia; Invertebrados e Vertebrados. A Sociedade de Amigos do Museu Nacional esclarece que sendo uma instituição de ensino e pesquisa, ele abriga vastas coleções de História Natural e Antropologia como base de suas exposições públicas e de um permanente trabalho de investigação sobre o patrimônio natural e social de nosso planeta. A diversidade biológica e cultural da Terra vem sofrendo uma contínua degradação que empobrece as condições de nossa vida em comum: o conhecimento dessa diversidade é ferramenta fundamental para a manutenção de sua integridade. As coleções científicas constituem uma amostragem da realidade biológica e sócio-cultural que assim passa a ser preservada e serve como fonte primária para estudos sobre a compreensão dessa intrincada teia de conhecimento sobre a Natureza e as Sociedades Humanas.
Em 28.08.2006, o jornal Folha de São Paulo publicou matéria informando que o fóssil de um dinossauro chamado Maxacalissauro topai e que viveu há mais de 80 milhões de anos, fora apresentado naqueles dias por pesquisadores do Museu Nacional do Rio de Janeiro. A notícia esclarecia, ainda, que a reconstrução do esqueleto (ilustração) demorou mais de um ano, desde a descoberta dos ossos em quatro escavações na Rodovia Campina Verde-Prata, no Triângulo Mineiro. O exemplar apresentado, considerado jovem para sua espécie, tem 13 metros de comprimento e pesava cerca de nove toneladas. Apesar de sua envergadura, o Maxacalissauro topai, segundo pesquisadores, era herbívoro e podia alcançar 20 metros de comprimento. Maiores informações podem ser conseguidas em:
Museu Nacional/UFRJ — Quinta da Boa Vista, São Cristóvão
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