1889 - BANDEIRAS DO BRASIL

A bandeira da República brasileira é a antiga bandeira do Império (desenhada pelo pintor francês Jean Baptiste Debret), na qual se introduziu a seguinte modificação: o escudo no centro do losango, abraçado por dois ramos, um de café e outro de fumo, ligados na base pelo laço nacional, cedeu seu lugar à esfera azul contendo uma faixa branca com a legenda Ordem e Progresso, além da constelação do Cruzeiro. Projetada por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares, ela foi criada pelo decreto nº 4, de 19 de novembro de 1889 (em substituição à que havia sido instituída no dia 15 do mesmo mês), que estabeleceu seguintes normas:

 

A - Vinte módulos de comprimento, que serão calculados tomando-se por base a largura desejada, e dividindo-se esta em quatorze partes iguais (cada uma destas partes constitui um módulo).

 

B - A distância dos vértices do losango amarelo ao quadro externo será de um módulo e sete décimos.

 

C - O círculo azul, no meio do losango amarelo, terá o raio de três módulos e meio.

 

D - O centro dos arcos da faixa branca estará dois módulos à esquerda do ponto de encontro do prolongamento do diâmetro vertical do círculo com a base do quadro externo.


E - O raio do arco inferior da faixa branca será de oito módulos, e o arco superior, de oito módulos e meio.

 

F - A largura da faixa branca será de meio módulo.

 

G - As letras  que formam a legenda ORDEM E PROGRESSO serão escritas em cor verde e colocadas no meio da faixa branca, ficando, para cima e para baixo, um espaço igual em branco; a letra P ficará sobre o diâmetro vertical do círculo; as letras da palavra ORDEM e da palavra PROGRESSO terão um terço de módulo de altura, e sua largura, de três décimos de módulo; a altura da letra da conjunção E será de três décimos de módulo, e sua largura, de um quarto de módulo.

 

H- As estrelas serão de quatro dimensões (de primeira, segunda, terceira e quarta grandezas) e devem ser traçados dentro de círculos cujos diâmetros são os seguintes: de três décimos de módulo para as de primeira grandeza; de um quarto de módulo para as de segunda grandeza; de um quinto de módulo para as de terceira grandeza; de um sétimo de módulo para as de quarta grandeza.


I - As duas faces da bandeira deverão ser exatamente iguais, com a faixa branca inclinada da esquerda para a direita (do observador que olha a faixa de frente), o Escorpião à direita, o Cruzeiro do Sul no meio, e Prócion, Sírius e Canopo à esquerda.

 

No início, a nossa Bandeira possuía 21 estrelas pertencentes a oito constelações, a saber: Cruzeiro do Sul (5), Escorpião (8), Triângulo Austral (3), Cão Menor (1), Cão Maior (1), Argus (1), Virgem (1) e Oitante (1). Atualmente, elas são 27, referentes aos 26 Estados e ao Distrito Federal, e pertencentes a nove constelações assim distribuídas: Cruzeiro do Sul (5), Escorpião (8), Triângulo Austral (3), Oitante (1), Virgem (1), Cão Maior (5), Cão Menor (1), Carina - ex-Argus (1), e Hidra Fêmea (2).

 

(nas ilustrações, de cima para baixo: bandeira do Império, bandeira da República, de 15 a 19/11/1889, e bandeira instituída pelo decreto de 15/11/1889).