8) HERMES RODRIGUES DA FONSECA
De 15/11/1910 a 15/11/1914
Vice: Wencesláu Brás Pereira Gomes
Primeiro militar eleito presidente através de pleito nacional, sua eleição expressou o desacordo entre as lideranças paulistas e mineiras, e a emergência no cenário político da aliança do Rio Grande do Sul com os militares, rompendo assim a "política do café com leite". Em seu governo, Hermes da Fonseca utilizou-se das tropas federais para garantir a política de intervenção nos estados, denominada "política das salvações", apoiando os candidatos favoráveis ao governo central.
9) WENCESLAU BRÁS PEREIRA GOMES
De 15/11/1914 a 15/08/1918
Vice: Urbano Santos da Costa Araújo
Assumiu o governo adotando uma política financeira austera. Para enfrentar a drástica redução das exportações brasileiras, devido à desorganização do mercado internacional provocada pela Primeira Guerra Mundial, foram queimadas três milhões de sacas de café estocadas, evitando-se assim a queda dos preços. Essa situação determinou a segunda valorização do café, entre 1917 e 1920. Em 3/04/1917, submarinos alemães torpedearam o navio Paraná próximo à costa francesa, e em represália, o governo confiscou todos os navios alemães ancorados em portos brasileiros. Após o afundamento do navio brasileiro Macau, pelos Venceslau Brás assinou, em 27 de outubro desse ano, a declaração de estado de guerra contra a Alemanha.
FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES
De 15/11/1918 a 15/11/1922
Vice: Delfim Moreira da Costa Ribeiro
O presidente eleito não tomou posse por motivo de saúde, tendo falecido em 16/01/1919, vitimado pela “gripe espanhola”. Foi substituído pelo vice-presidente.
10) DELFIM MOREIRA DA COSTA RIBEIRO
De 15/11/1918 a 28/07/1919
Vice: Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa
Substituiu o presidente Rodrigues Alves, tendo Epitácio Pessoa - indicado em 1919 - como seu substituto. Delfim Moreira governou provisoriamente, pois a constituição previa novas eleições em caso de impedimento do presidente antes de completados dois anos de mandato. Problemas de saúde forçaram-no a se afastar da presidência, e o curto mandato que exerceu ficou conhecido como "regência republicana", uma vez que o ministro da Viação e Obras Públicas que nomeara, Afrânio de Melo Franco, era quem mais se destacava no governo
11) EPITÁCIO LINDOLFO DA SILVA PESSOA
De 28/07/1919 a 15/11/1922
Vice: Delfim Moreira/Bueno de Paiva
A crise política desses anos tinha origem no descontentamento do Exército, na insatisfação da população urbana e nas tensões regionais das elites dominantes. Em 1922, a acirrada disputa dos candidatos à sucessão presidencial turvou ainda mais tenso o ambiente político, tendo a campanha eleitoral de Artur Bernardes contra Nilo Peçanha, que novamente concorria à presidência, sido considerada como uma das mais exacerbadas da República Velha. O episódio de insurreição militar que ficou conhecido como “os 18 de forte”, marcou o início do longo movimento de rebelião que atingiria o país, denominado de tenentismo.
12) ARTUR BERNARDES
De 15/11/1922 a 15/11/1926
Vice: Estácio de Albuquerque Coimbra
O governo de Artur Bernardes sofreu forte instabilidade política gerada pelas revoltas tenentistas contra as oligarquias dominantes e pelo avanço do movimento operário, o que o levou a governar permanentemente em estado de sítio. O presidente ainda enfrentou a Coluna Prestes, formada em 1925, sob o comando do tenente Luís Carlos Prestes, que percorreu o interior do país durante dois anos procurando sublevar as populações contra o seu governo e as oligarquias dominantes.
13) WASHINGTON LUIS
De 15/11/1926 a 24/10/1930
Vice: Fernando de Melo Viana
A vitória do paulista Júlio Prestes, apoiado por Washington Luís, nas eleições presidenciais de 1º de março de 1930, foi contestada por suspeita de fraude. O assassinato de João Pessoa, presidente da Paraíba e candidato a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas à sucessão presidencial, em 26 de julho de 1930, foi um fato decisivo para o agravamento dos movimentos de oposição ao governo de Washington Luís, já desgastado pela crise do café. Reassumindo o governo do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas e outros políticos como Oswaldo Aranha deram início à conspiração política que levou ao movimento de 3 de outubro de 1930, a Revolução de 1930, como ficou conhecido o episódio. O presidente Washington Luís foi deposto em 24 de outubro, pelos chefes das forças armadas, e uma junta provisória de governo assumiu o poder, composta pelos generais Tasso Fragoso e Mena Barreto e pelo almirante Isaías de Noronha Exilado na Europa e Estados Unidos, Washington Luis só retornou ao Brasil em 1947.