Em 1865, início da guerra do Paraguai, quase não havia estradas na região da bacia do rio da Prata, e por isso as comunicações naquela extensa área eram feitas pelos rios. Assim sendo, quem controlasse sua navegação ganharia a guerra, o que certamente explica o fato de todas as fortalezas paraguaias terem sido construídas nas margens do baixo curso do rio Paraguai.
Entretanto, em 11 de junho de 1865 travou-se a batalha naval do Riachuelo, na qual a esquadra comandada pelo chefe-de-divisão Francisco Manuel Barroso da Silva, futuro almirante Barroso, derrotou os navios de guerra paraguaios que a enfrentaram. Apenas quatro deles conseguiram escapar, retornando à fortaleza de Humaitá e limitando-se, dali em diante, a assaltos e abordagens de navios desgarrados da nossa esquadra. O aniquilamento do poderio naval inimigo praticamente decidiu a guerra em favor da Tríplice Aliança, que passou a controlar, a partir de então, os rios da bacia platina até a entrada do Paraguai, tornando impossível a permanência dos soldados de Solano Lopes em território argentino.
Diante desse desastre militar, e ainda sem se dar conta da gravidade que ele representava, o ditador paraguaio concentrou suas esperanças no exército que marchava sobre o Rio Grande, pensando em invadir o território brasileiro por aquela província. Para isso ele ordenou que a divisão se separasse em duas colunas, e que elas seguissem pelas margens do rio Uruguai. A comandada pelo tenente-coronel Antonio de Ia Cruz Estigarribia, atravessou o rio e marchou acompanhando o seu curso pela margem esquerda, ocupando sucessivamente, de junho a agosto, as povoações de São Borja, Itaqui e Uruguaiana. A outra, liderada pelo major Pedro Duarte, desceu pela margem direita. Porém, enquanto as tropas de Estigarríbia avançavam celeremente em direção ao objetivo, valendo-se da indecisão reinante entre as forças aliadas, as do major Duarte eram seguidamente atacadas pelos adversários, sofrendo com isso numerosas baixas.
Até que no dia 17 de agosto de 1865, às margens do arroio Jataí, os paraguaios encontraram fortes contingentes de cavalaria e infantaria brasileira (na ilustração, oficial e soldado brasileiros), uruguaia e argentina, comandados pelo general Venâncio Flores, presidente do Uruguai, e secundados pela esquadra naval brasileira de Floriano, que se encontrava patrulhando as águas do rio Uruguai, travando-se, então, uma encarniçada luta aberta. O combate foi desfavorável aos paraguaios, que apesar de se baterem com extrema valentia, terminaram sendo completamente destroçados, deixando no campo de batalha cerca de 1.700 mortos. As forças aliadas tiveram apenas 83 mortos e não mais que 227 feridos. O major Pedro Duarte foi aprisionado juntamente com mais 1.200 homens, entre soldados e oficiais, além de 300 feridos, aproximadamente.
Enquanto isso acontecia, o tenente-coronel Estigarribia, que havia capturado Uruguaiana, fortificou-se nela com cerca de nove mil homens, esperando pela chegada de reforços. Esse fato provocou grande comoção no Rio de Janeiro, a tal ponto que o próprio imperador, acompanhado de seu genro conde D'Eu, marido da princesa Isabel, partiu para o Rio Grande com o propósito de motivar seus soldados. Contudo, os aliados já haviam sitiado a cidade, impedindo a entrada ou saída de qualquer pessoa, e decorridos trinta dias do cerco, Estigarribia, exausto, decidiu render-se, entregando-se juntamente com mais de seis mil soldados.
A partir desse momento, e até sua derrota final, o Paraguai se viu forçado a recorrer à guerra defensiva.