SORVETE - Como surgiu?

A palavra sorvete vem do árabe shurba, que por sua vez gerou o sorbetto italiano, o que parece indicar que essa sobremesa deliciosa tem origem oriental. E de fato, cerca de 2.000 anos antes de Cristo alguns povos daquela região do planeta já preparavam diversos produtos gelados, entre os quais uma mistura feita à base de leite e arroz, que depois era congelada na neve.

 

Com o passar do tempo essa guloseima veio sendo consumida em quantidade cada vez maior pelas famílias nobres da época, não só porque eram elas que podiam adquirir o leite, então uma mercadoria que custava muito caro, como também pelo fato de que apenas os endinheirados tinham condições de mandar preparar as câmaras frigoríficas subterrâneas onde a neve era conservada durante os meses quentes do ano.

 

As coisas caminhavam desse jeito até o dia em que o aventureiro italiano Marco Pólo (1254-1324), em viagem de alguns anos que empreendeu pelo Oriente, anotou cuidadosamente e levou para casa diversas receitas de cremes de frutas congelados, publicadas mais tarde no Livro das Maravilhas, de Rusticello, que nele transcreveu as narrativas que lhe fizera o viajante. Apesar disso, as informações sobre o preparo desses sorvetes primitivos permaneceram desconhecidas no Ocidente até meados do século 16, quando o cozinheiro Bernardo Buontalenti, integrante da comitiva de Catarina de Médicis (1519-1589), rainha da França, introduziu a requintada sobremesa na corte francesa. Daí para frente o consumo do produto se expandiu cada vez mais.

 

Em 1660, o florentino Procópio Folteli inaugurou em Paris o Café Procope, que se tornou célebre por ter sido a primeira sorveteria da história. Seus sorvetes atraíram uma clientela tão grande que ganharam de imediato a concorrência de um certo Torboni, fundador do Café Napolitano, e logo depois de outros e mais outros, tanto que depois de passados seis anos, cerca de 250 fabricantes de sorvetes já haviam se instalado na capital francesa, cada um deles oferecendo saborosas novidades na briga pela conquista do mercado.

 

Mas, apesar disso, os italianos da Sicília e Nápoles até hoje são considerados como os melhores fabricantes de sorvetes do mundo, um produto que por conter nutrientes indispensáveis ao ser humano, como proteínas, lipídios, minerais e outros, à exceção de fibras, pode ser considerado como uma guloseima cujo valor alimentar é plenamente satisfatório.

 

Em www.sorvete.com.br, empresa especializada em consultoria nesse ramo de negócios, descobre-se que: "A primeira sorveteria brasileira nasceu em 1835, quando um navio americano aportou no Rio de Janeiro com 270 toneladas de gelo. Dois comerciantes compraram o carregamento e passaram a vender sorvetes de frutas. Na época, não havia como conservar o sorvete gelado, por isso ele tinha que ser consumido logo após o preparo. As sorveterias anunciavam a hora certa de tomá-lo. No Brasil, o sorvete chegou a ser considerado o precursor do movimento de liberação feminina. Para saboreá-lo, a mulher praticou um de seus primeiros atos de rebeldia contra a estrutura social vigente, invadindo bares e confeitarias, lugares ocupados até então quase que exclusivamente pelos homens. Evoluindo a passos curtos, esta guloseima só teve distribuição no país em escala industrial em 1941, quando foi fundada na cidade do Rio de Janeiro a U.S. Harkson do Brasil, nos galpões alugados da falida fábrica de sorvetes Gato Preto. Seu primeiro lançamento, já com o selo Kibon, foi o Eskibon. Desde então, a população foi se tornando cada vez mais adepta: dados recentes apontam que o país consome cerca de 200 mil toneladas de sorvete por ano”.