Os Alossauros foram dinossauros que viveram principalmente nos Estados Unidos, China, África e Austrália, no final do período Jurássico, entre 153 e 135 milhões de anos. Carnívoros e bípedes, tinham até doze metros de comprimento por cinco de altura, pesavam em torno de três toneladas, e provavelmente eram extremamente rápidos, supondo-se que quando corriam podiam alcançar velocidade entre 30 a 55 quilômetros por hora.
Seu nome científico – Alossaurus – que significa lagarto diferente, lhe foi dado porque suas vértebras não são iguais às dos demais dinossauros conhecidos. Com relação à forma do seu corpo, possuía elevações ósseas em cima e na frente dos olhos, pescoço curto e grosso, cauda comprida, enquanto os pés e mãos mostravam três dedos grandes e um de menor tamanho, cada um deles tendo uma garra com 15 cm de comprimento, aproximadamente, recurvada e afiada. O alossauro provavelmente utilizava os membros superiores para segurar as presas de menor porte com que satisfazia seu apetite, ao passo que as patas traseiras, grandes e poderosas, proporcionavam-lhe agilidade e rapidez nos deslocamentos em busca de comida.
O primeiro fóssil desse tipo de dinossauro foi descoberto em 1877 por Othniel Charles Marsh (1831-1899), paleontólogo norte-americano e um dos pioneiros na aplicação da teoria da evolução à interpretação de espécies fósseis. Depois disso, dezenas de ossos pertencentes a espécies dessa família pré-histórica foram encontrados em diferentes lugares, especialmente nos Estados Unidos. Desse grupo pré-histórico faziam parte o Alossaurus fragilis (ilustração), o Alossaurus atrox, o Alossaurus europaeus, o Alossaurus polar, o Alossaurus maximus e o Alossaurus trihedrodon, acreditando-se que pelo menos mais três espécies também tinham parentesco com eles. Assim como os animais carnívoros da atualidade, o alossauro também era oportunista em sua atividade de caçador, pois sempre que possível atacava animais velhos e fracos, ou então roubava o que outros predadores tinham conseguido abater.
Provavelmente ele foi o maior dinossauro carnívoro da sua época. Possuía 70 dentes pontudos e curvos (ao cair, o dente era logo substituído por outro, que crescia depressa), com 20cm de altura, todos eles tendo duas bordas serrilhadas que lhe permitiam cortar profundamente a carne das presas e impedir que escapassem, o que dava a esse terrível predador condição de atacar com extrema ferocidade animais de porte maior que o seu. Como o Apatossauro, também chamado de Brontossauro, dinossauro herbívoro com até 25m de comprimento, 5m de altura e peso em torno de 35 toneladas; os Camarossauros, também herbívoros, com 15 metros de comprimento e 20 toneladas de peso, e outros mais. O tamanho de seu cérebro indica que era um animal dotado de relativa inteligência, o que explica o fato de só atacar em bando. Dessa forma, diante da investida feita ao mesmo tempo por vários alossauros vindos de direções diferentes, suas vítimas praticamente não tinham como se defender com sucesso.
O Dinosaur National Monument, nos Estados Unidos, não é um museu de dinossauros comum. Em vez de exibir esqueletos inteiros e montados, como acontece costumeiramente no mundo inteiro, o local apresenta uma parede de penhasco com ossos fossilizados. Designado monumento nacional em 1915, ele é um dos mais conhecidos depósitos de ossos de dinossauros fossilizados do mundo.
Nos primeiros tempos após a sua descoberta, os penhascos foram escavados e muitos fósseis enviados a museus de várias partes do mundo, onde os esqueletos eram cuidadosamente reconstruídos. Hoje em dia isso já não acontece porque os ossos fósseis que permanecem nesse sítio continuam cravados na pedra, onde é possível ver sua superfície exposta (os ossos são visíveis e foram aleatoriamente reunidos pela força da natureza). Tratando desse assunto, Eric Peterson, escritor que mora em Denver, Estados Unidos, e costuma abordar assuntos pertinentes ao oeste americano, escreveu o texto abaixo, publicado em www.howstuffworks.com, no qual, entre outras informações, esclarece que:
“Há cerca de 145 milhões de anos, essa área - onde os rios Yampa e Green se encontram - era um excelente habitat para dinossauros. Diversos rios e córregos cruzavam a baixa planície. Samambaias, cicadáceas, musgos e arvoredos de altas coníferas cobriam a região, provendo alimento para grandes animais vegetarianos. Espécies como o Apatossauro (mais conhecido como Brontossauro), Diplodocus, Estegossauro e outros animais que se alimentavam de plantas viviam bem no local, assim como o Alossauro e outros carnívoros de dentes afiados.
Como os dinossauros morriam dentro ou próximo de rios, seus corpos eram carregados pela correnteza e, algumas vezes eram depositados próximos a curva de um rio. Ao longo do tempo, os restos dos dinossauros se juntaram aos de tartarugas, crocodilos e outros habitantes dos rios e todos os fósseis foram preservados na areia. Partes flexíveis de corpos, como rabos longos e pescoço, seguiram a correnteza até o leito do rio, indicando a direção do antigo fluxo. Toneladas de areia e cinza vulcânica de 1,6 km de espessura eventualmente cobriram e comprimiram os ossos. Como as Rocky Mountains começaram a crescer a leste, a elevação e a erosão durante milhões de anos expuseram o antigo leito do rio e seus fósseis”.
Segundo o que já foi publicado a respeito, desde 1927 já foram retirados desse lugar milhares de ossos fossilizados, metade dos quais pertenciam a alossauros, o que é considerado incomum porque a relação populacional entre eles seria a de um predador para cada dez herbívoros. Como não foi encontrado nenhum esqueleto inteiro, entende-se que eles foram pisoteados e movidos do local por mudanças ocorridas na crosta terrestre.