A águia cuidava em seu ninho de meia dúzia de filhotes esfomeados, e como precisava alimentá-los, valeu-se da ausência da raposa e tirou de sua toca as crias que encontrou por lá, com a intenção de levá-las para casa e servi-las como almoço às suas pequenas águias famintas.
Não passou muito tempo e a raposa soube do acontecido, ficou furiosa, e foi depressa à morada da águia para reclamar a devolução dos seus filhos. Mas lá do alto a rapineira, achando-se fora do alcance de qualquer represália que pudesse ser tentada contra ela, zombou dos apelos que lhe eram feitos, o que enraiveceu ainda mais a raposa. Por isso ela juntou bastante palha e gravetos ao redor da árvore onde a raptora morava, e depois lhes ateou fogo, fazendo surgir uma fogueira de onde saía muita fumaça.
No início a águia ficou sufocada pela fumaceira que subia, mas depois também passou a temer que as labaredas tomassem conta da árvore e assassem seus filhos. E considerando essa possibilidade, ela então achou melhor chamar a raposa e devolver a ela as raposinhas que em má hora havia seqüestrado.
Moral da história: A astúcia sempre foi o melhor meio para vencer a força e a prepotência.
Baseado em uma fábula de Esopo.