VIVA O BRASIL
Os dirigentes
esportivos de um país sul-americano incluíram uma solenidade especial na programação dos festejos comemorativos da independência política de sua terra: a homenagem que prestariam aos melhores jogadores de futebol latino-americanos. Passando do pensamento à ação, eles enviaram primeiramente os respectivos convites, e depois, na data aprazada, mandaram um luxuoso avião especial ao aeroporto aonde os convidados, vindos de diferentes pontos, haviam se reunido, para que nele todos os craques pudessem embarcar, rumo ao local da festa.
O avião decolou sem problemas, o vôo transcorria normalmente, até que em determinado momento alguma coisa aconteceu e a aeronave começou a perder altura. Pelo interfone o comandante informou o que estava acontecendo, avisando, também, que como seria necessário aliviar o peso, parte da carga transportada teria que ser jogada fora. Isso foi feito, mas sem resultado. Então veio a ordem para que fizessem o mesmo com as bagagens, e ela foi atendida prontamente: malas, malinhas e maletas foram atiradas rapidamente pela portinhola. Também não funcionou.
Como último recurso, o comandante avisou que algumas vidas precisariam ser sacrificadas, para que a maioria das outras pudessem ser salvas. Na mesma hora um jogador peruano levantou-se, e gritando “Por amor ao Peru!”, pulou do avião. Depois foi a vez do chileno, que gritou “Por amor ao Chile!”, e se mandou pela abertura; em seguida, o paraguaio fez a mesma coisa: berrou bem alto um “Por amor ao Paraguai!”, e desapareceu no espaço.
Aí foi a vez do Pelé. Com cara séria e compenetrada, ele exclamou “Por amor ao Brasi!”, agarrou o Maradona pelo pescoço e o empurrou para fora do avião.