O fenômeno da condensação de um gás ocorre quando ele se torna mais denso, mais consistente, e é isso que acontece com o vapor d’água no instante em que é submetido a um processo de resfriamento. Essa modificação certamente já foi presenciada pelas pessoas que viajam em um automóvel nos períodos de inverno, porque nessas épocas a temperatura no interior dos carros fica mais quente que a do lado de fora, mas os vidros se mantêm gelados em virtude de permanecerem expostos ao ar externo mais frio.
Dessa forma, quando as gotinhas do vapor d’água que estão em suspensão dentro do automóvel entram em contato com o pára-brisa do veículo, por exemplo, elas imediatamente se condensam, embaçando o vidro. A mesma coisa acontece com os espelhos dos banheiros quando tomamos um banho quente, ou com o ar que expelimos quando falamos com outra pessoa nos dias mais frios.
A ocorrência da neblina pode ser observada com mais freqüência nas regiões de campo porque além dos rios, lagos e a vegetação das matas aumentarem a umidade do ar, a terra geralmente também é mais fria que o concreto ou o asfalto que predominam nos grandes centros urbanos. Por isso mesmo é comum aparecerem nevoeiros noturnos nos mares, oceanos, lagos, lagoas, e ao longo dos cursos d’água, bastando para isso que a temperatura ambiente esfrie um pouco e então, imediatamente a umidade resultante da evaporação das águas correntes e marinhas inicia o processo de resfriamento e condensação, fazendo surgir a névoa.
A natureza tem várias maneiras para formar neblina, e isso depende em grande parte da topografia do terreno e da distância em que se encontram as fontes formadoras de umidade. Assim é comum, por exemplo, que as regiões montanhosas sempre apresentem pela manhã, em determinada época do ano, um quadro de nebulosidade cerrada, porque o vapor oriundo da evaporação em regiões mais baixas avança serra acima e se condensa com o resfriamento provocado pela elevação de altitude. Esse processo também é observado nos rios e lagos cujas águas evaporam durante o dia, mas com o vapor daí emanado permanecendo próximo à superfície. Entretanto, a chegada da noite, ou a presença de frentes frias na região, faz com que o valor d’água se condense, dando origem à neblina.
A neblina é causadora de acidentes sérios e principalmente engavetamentos nas rodovias do mundo inteiro. Existem vários tipos dela, desde a mais fraca, que quase não prejudica a visibilidade, até as mais espessas, que limitam a visão a poucos metros. Nesses casos, os motoristas precisam redobrar sua atenção quando se vêem envolvidos por nevoeiro espesso em trechos da estrada, dirigindo seus carros com maior cuidado e obedecendo às recomendações ditadas por regras de segurança entre as quais podem ser citadas as seguintes:
- Por causa do reflexo causado pelas gotículas d’água, nunca use farol alto em locais com neblina, pois a reflexão da luz vai ofuscá-lo e você enxergará menos.
- Mantenha-se sempre a uma distância segura do carro à frente.
- Nunca use o pisca alerta com o carro em movimento. O motorista de trás pensará que você está parado, tentará se desviar e poderá provocar um acidente.
- Verifique se a ventilação interna está funcionando. Caso contrário, mantenha aberta uma janela de modo a evitar o embaçamento interno dos vidros.
- Use limpador de pára-brisa, desembaçador e lavador de vidros. Não passe a mão no vidro.
- Reduza ou apague as luzes do painel. Elas distraem e diminuem a visão.
- Evite freadas bruscas. O chão poderá estar escorregadio e assim você correrá o risco de colisão traseira.
- Não pare na pista. De preferência, não pare nem no acostamento.
- Se a neblina for muito espessa, procure um local seguro para parar: nos postos de serviço, por exemplo.
- Se precisar parar na rodovia, ligue o pisca de alerta, sinalize 100 metros antes e tire todo mundo do carro, mesmo que esteja fazendo frio ou chovendo.
- Não ultrapasse outros veículos.