CANAL DE CORINTO - Grécia

O istmo de Corinto tem uma largura que varia de 6 a 13 quilômetros, entre a península do Peloponeso e o Departamento da Ática e Beócia, a leste da região central da Grécia. Ele é atravessado por um canal (ilustração) com cerca de 6,3 quilômetros de extensão, construído durante os anos de 1881 a 1893 para permitir a passagem de navios do golfo de Corinto em direção ao golfo Sarônico, no mar Egeu. Planejado por arquitetos húngaros, suas obras foram realizadas durante o reinado de Jorge I (1845-1913), monarca que durante 50 anos - o mais longo período da história da Grécia moderna - teve em suas mãos o poder maior naquele país.

 

A antiga cidade de Corinto, construída a aproximadamente cinco quilômetros da atual, foi fundada provavelmente no século 9 antes de Cristo. Em virtude da localização do istmo ali existente, tornou-se a principal cidade comercial daquela época, dando origem a colônias como Siracusa e Corcira, atual Corfu, (700 antes de Cristo, aproximadamente) e Potidéia (609 a.C.). Destruída em 146 antes de Cristo pelo general romano Múmio, foi fundada novamente como colônia romana, por ordem de César, em 44 antes de Cristo. A primeira tentativa de construir um canal na região aconteceu no ano de 67, em uma tentativa realizada pelo imperador romano Nero, que ordenou a 6 mil escravos que escavassem a região, usando pás. Mas ele morreu no ano seguinte, e Galba, seu sucessor, abandonou o projeto, por considerá-lo caro demais

 

Local de uma das primeiras igrejas erigidas por São Paulo, que lhe dirigiu as espístolas conhecidas como I e II, aos Coríntios, a cidade foi dominada ao longo do tempo por diversos conquistadores, até ser destruída por um terremoto. Fundada novamente em 1858, foi ocupada na II Grande Guerra pelos alemães, em abril de 1941, e libertada pelos ingleses em 10 de abril de 1944.

 

A construção do canal de Corinto praticamente transformou a península do Peloponeso em uma ilha. Ele permite que a passagem de barcos pequenos, de um golfo a outro, seja feita com mais facilidade, rapidez e economia, evitando que eles sejam obrigados a navegar cerca de quatrocentos quilômetros para contornar aquela região peninsular. Porém, por ter apenas 21 metros de largura, o canal é por demais estreito para permitir sua utilização por cargueiros internacionais, e por isso, atualmente, está sendo usado principalmente por barcos turísticos que percorrem a região, sendo de onze mil o número deles que ao longo de um ano navegam por aquela passagem.

 

O nome da península deriva do antigo herói grego Pélope, filho de Tântalo e antepassado dos Atridas, o qual teria dominado toda a região, e da palavra grega nisos que designa ilha, donde teríamos o nome Ilha de Pélops. Algumas cidades importantes das Grécia antiga, como Esparta, Olímpia, Arcádia, Corinto e Micenas estão situadas nessa região, atraindo, durante o ano inteiro, um grande número de turistas interessados em ver de perto o que restou de seu passado histórico.

 

Em www.nomismastike.hpg.ig.com.br encontra-se publicado texto cujo teor diz que “Magníficas ruínas dão testemunho da grandeza da antiga cidade grega de Corinto, rival de Atenas em prosperidade, poder e cultura. Corinto, situada a cerca de oitenta quilômetros a oeste de Atenas, no extremo oriental do golfo de mesmo nome, começou a desenvolver-se no século VIII antes de Cristo. Seu poderio logo lhe permitiu fundar colônias importantes, como Siracusa, na Sicília, e Córcira (hoje Corfu), no mar Jônico. A cidade tinha dois portos, um a ocidente e outro a oriente do istmo de Corinto, e por eles exportava para todo o mundo produtos de olaria e objetos de bronze. Corinto aliou-se a Esparta depois das guerras dos séculos VI e V antes de Cristo, contra os persas, e contribuiu para a derrota dos atenienses na guerra do Peloponeso. Sua decadência, no entanto, iniciou-se no século seguinte. Em 146 antes de Cristo, foi destruída pela invasão romana, mas interessava a Roma manter um encrave na região, situada a curta distância de um istmo de grande importância estratégica. Esse fato determinou a reconstrução da cidade em 44 antes de Cristo, por ordem de Julio César, que a declarou colônia romana e capital do Peloponeso. Voltou então a ser uma esplêndida e rica cidade, orgulhosa de sua cultura, arquitetura e obras de arte. Mais tarde passou a fazer parte do Império Romano do Oriente e continuou a florescer sob o domínio Bizantino, graças a seu ativo comércio. Durante a Idade Média tornou a decair e, no século XV, a conquista da Grécia pelos turcos otomanos a reduziu a uma aldeia”.