ASSIM CLAUDICA A HUMANIDADE E OUTRAS PARTICULARIDADES DE UM ENGOLIDOR DE CANÇÕES PIROFÁGICAS

PantoMinas na verdade são componentes de uma Língua Pátria de teatro onde os atores, todos egressos de circunstâncias opressoras, carregam um monte de pantufas do equilíbrio precário para facilitar o distanciamento entre a soberba e a modéstia, essas matracas enfezadas, ambas irritantes quando em demasia, presentes tanto nos Egos Fermentados quanto no Público Mesmer inerentes aos atores e seus pequenos vícios de postura e todos, sem execto, moram ou vieram de minas de grãos ou lavouras de ferro, culturas montanheiras que de tão arraigadas num trem-bão inté formam uma só locomotivação, as gera-uais, mas cuidem-se que como há lendas litorais de lindas sereias de areias marinhas que sussurram cantigas de sugar marítimos para os baixios do mar e que por lá, Minas, não há, mas há lá lindas lendas caipiras de morenas meninas de olhos minerais que estrelam ouros de aliciar peões para os altos do ar e que ninguém se sinta desavisado já que os melhores autores, diretores, assistentes e assistidos titulares sabem como tratar os comuns pagantes, ciceroneando-os desde a mais tênue ribalta acesa até os picantes segredos de coxia, entrecortando os entreatos, estuprando back-stages, encantando Diadorins e Tataranas, devassando arquiteturas, explodindo carpintarias cênicas até que a cordilheira ruja e estronde para abafar um piti esquisofrêmito do Santos Dumont  sob os auspícios da Varig,Varig,Varig, e com a especial deferência de poder observar in loco duas risadinhas sarcásticas: uma do Tizumba dizendo que nunca antes nesse Estado conspirou-se de outro mar que não o das Almas, outra do Milton acompanhado pelos Tambores de Minas fazendo o Ponto de Exu para a coreografia do Pederneiras do Corpo  no hasteamento de um falo xanocrata como ícone dos campesinos modernos enquanto o Pedro Paulo Cava com uma xana falocrata agasalhando urbanos do mundo dantanho devassa o Chico Nunes em busca das estripulias de Cordélia Brasil, e, suma glória, na saída é recebida pela trilha d’As Canções que Ouvi na Lua do Eduardo Barcelos, junto com o libreto de “Alterosas Segundo Marcus Vianna”, em 3 atos, um contra, 2 a favor. De bônus um cafezinho de Cerrado e os comentários de Roberto Antônio de Deus, Marcos Saad e Marcel DeBrot que já assistiram a um espetáculo circense com essas proporções e são unânimes em repetir uma advertência: Meninos e meninas, atenção, é coisa pra não esquecer pra nunca mais, mêiiisssmo, com o aval de toda a Paulicéia desvairada que se adere a Minas por uma ponte de Ricota sobre o Rio do Doce de Leite lá pras bandas do Sul Geral.

 

É verdade também que se faz por cá uns bolinhos de fubá com água, ovos, erva-doce e óleo de jenipapo que dá gosto ver as fogo-pagô devorando a tarde no final do dia, produzindo farelos finíssimos, no átrio da Catedral dos conspirados ou no passeio do mercado municipal. Também os ratos do subsolo do palácio das Liberdades subjetivas que, abstratas, insufladas de gás carbônico das siderúrgicas e outras frivolices, trazem sérias implicações federativas posto que todos os deputados que roubam as sobras que as pombinhas e os ratos deixam de comer, no fim do mês, com certeza, dariam para construir uma estrada, Migalhas Railroad, para que o João e a Maria não se percam na floresta da minha desesperança onde por sinal se come um, comem dois, comem três ou mais se a eleita (mineiro adora um pleito) para a curra for a mesma égua baia dos tempos do Alckmin e do Pedro Aleixo crianças, se isso um dia foi possível, lá pra bandas do Fim do Mundo e se a área verde, ah como era doce a minha área verde, for compatível com as novas levas de computadores 3 D, 6 G, e que, principalmente, não distraiam  as novas gerações de Minérios, desses que vêm vindo pela vida adentro e afora  afoitos por demais para salvar isso daquilo ou acudir aquilo disso que acabam por sufocar alguns elementos vitais aos olhos da paisagem erótica sob um montão de arquivos bolorentos do tempo das cabalas barbarizantes do Heliodoro e do Padre Rolim para comer a mulher do Dirceu que era uma Marília de mulher mas que fechou o balaio a pedido do Agenor Gonzaga e depois morreu de desterradura em Moçambique quando ainda nem se sabia de Singapura. Pudera, à época, já afirmara Jack, O Estripador, a vida era toda seccionada em quartos como pode avaliar o Da Silva, aquele Xavier, o Protético.

 

Fato é que esse cara que acaba de morrer é um livro. E dos grandes. Assim, foram enviadas corbelhas de páginas sensórias em timbres cítricos que, assustadas de si, ao se tocarem no espelho das almas aparvalhadas, dançaram malucas quais asas desprendidas de inconformadas libélulas pirracentas zigzagueando no provisório vento de abril que, atonal e dicotômico, soletrava assovios simpáticos pela adutora complacente (como o hímem dos mineiros para novas idéias, vailáá e volta, vailáá e volta, gozando às vezes, virgem sempre) e volumosa de suores, de cachaças, de alfazemas e de assombrações clássicas de pé-de-borralho do noturnismo literário e libertário da mineirada que se imiscui e expande suas retinas bem acostumadas às brumas da desconfiança do anedotário clássico e já em avançado estado de vapor etílico, mas, cônscio das bandeiras eternas de 1968, esclareço, apesar do Judeu Errante Daniel Cohn-Bendit, o Ruivo, do Baden Meinhof e das Brigadas Vermelhas, do Tancredo, do Fernando Brandt e da concordata do mundo como um todo.

 

Todo mundo concorda que umas libações com vinhos vira-latas são, a priori, pré-libados com as energias motrizes dos instintos elementares, enfim, pudores, essencialmente pudores de mercúrio para amalgamar os ouros que são as cornucópias preferenciais das elites bancárias sindicalizadas e contrárias as políticas pródigas em Privês e estrangeirismos, mas Partidárias, Correligionárias, Militantes roxas de Previs, Petros e Ações Entre Amigos, enfim, capitais estatais a torto e à direita porque depois da queda espetaculosa, justo porque pularam a etapa da ambidestralidade compulsória dos hemisférios que nos proporciona cabeça boa e humor melhor ainda, não conseguem mais se apoiar na perna esquerda que ficou manquitola, pesadona de tão muito aparelhada com pinos, parafusos e gazuas confeccionados por torneiros mecânicos desdedados do espólio do ancestral Leon, Leãozinho de Caetano e seus mencheviques de pelúcia, mas podem chamá-lo Trotskisquierda de todos os bolshois de São Petersburgo até os Mariachis do Comandante Zero de Chiapas, inclusos ai o Boris Fausto, nosso Historiador maiúsculo de histórias minúsculas tal petiscos de tira-gosto, papa fina, e na garupa da vida, um fio do bigode do Stanislavisk, nada a ver com o Ponte Preta, e um prego enferrujado no sapato. Na verdade o prego é uma licença poética para o constrangimento de não saber gritar em mexiquês, em assim sendo, capitalizou: HELPPLEH! Espelhado: imagem e semelhança. O fio do bigode é pura emulação do Czar Nicolau, pré-decápito. Desculpe, Pós-decrépito? Talvez fuzilado? Forca? Enfim, um insensato. Afinal, Anastasia está viva? E como! Imensa é Minas.

 

Acionem os tímbales, soem as trombetas: que ninguém se atreva a interromper, cancelar, contestar ou mesmo substituir a coreografia vigente. Torrou-se mais de vinte anos e um colchão de duras penas, culpas daquela pança entupida de panacéias léxicas a favor de um pan-americanismo sulista (atenção Revisão, S não L), por princípio excludente, ah! Quão duras penas para ensinar um passinho furreca para o candidato e, com isso ele concorda sem fanfarronada, mas em contrapartida não aprende concordância nem que seu jegue de estimação dance um tango Hondurenho num Rendez-vous Boliviano, o cantor até pode ser Equatoriano, mas o Bandoneon, com certeza, é Peronista. É luxinho, birra de pau-de-arara, teimosia de pernambucano, falou Maritza, a Cônjuge. Êta ferro! Faria um mal danado, por certo, aos senhores profissionais da pirografia vernácula e da cenografia oficial, aos meninos do Enen, aos Neo-libertos do Complexo do Alemão, aos neófitos da vivência em geral, público alvo e capital das palestras motivacionais para os futuros eleitores, assistirem a tais Concertos para a Juventude. Que essas promiscuidades e vagabundosias desgastantes fiquem no âmbito das fossas sépticas que são os Srs. Quadrúpedes, sem ofensa aos racionais, integrantes do Baixo es-Clero. Totonho Thatisthequestion, egrégio estudioso das sabedorias dos antigos PSD e UDN, baluartes das políticas Café-com-Leite, observando a cena nacional foi crucial, para não dizer melodramático:- São os tempos, Moçada, são os tempos...

 

Lá no fundão tudo não passa de mais uma garganteada oficial que nos impõe um anel de aço no topo do esôfago e vai descendo rumo ao estômago, constrangendo a fome, numa agonia de ódio e um espasmo no hiato se sobrepõe e se espalha por todo o abdômen e depois, num reverso veloz de asco, sobe inexorável para a caixa do coração que, avexado, já que o treco dói pra caralho, grita alto para as idéias em pânico: Olha o infarto aí, gente! Olha o infarto ai, gente! E o samba entra pela avenida e pela madrugada adentro e deixa todos prostrados pela manhã e a prostração pode até ser um alívio para as incongruências que as situações mais absurdas do dia a dia nos jogam na cara para que possamos filtrar com esses dois pequenos rins que além do sangue de praxe, passam também a moer frustrações e sapos engolidos durante o cumprimento das obrigações diárias junto às autoridades que nós próprios escolhemos através de aclamação pública e, tarde demais, já não podemos controlar e muito menos destituir desses cargos infames que são os de ditadores com Candidíase na Língua e Cirrose na Alma e seus 80% de popularidade. Mais Pop só a Dengue e o Michael. Os avisados com certa antecedência de que iriam receber balas de mel e polpudas frutas frescas pelo apoio nas horas mais esdrúxulas fazem filas para receber suas senhas e, os desavisados, os que se amnesiaram convenientemente nas horas certas, ganharão Bolsa Silêncio, Vale Gás e com alguma pistolagem e, pasmem, até um Ministério, sem verbas, mas sempre um Ministério.

 

Mas humor mesmo, tipo Otto Lara Resende, foi o dito luminar que o mesmo Totonho Thatisthequestion, sociólogo minimalista, doublé de piadista, prócer da comunidade Onde já civil, proferiu para encerrar o expediente dessa tarde calorosa diante do dantesco espetáculo do Hélio Costa, em choque, perplexo, oitavando a voz de crooner de cabaré AM, pedindo a recontagem do fracasso: ASSIM CLAUDICA A HUMANIDADE!  Ironiza o Jay Quest achando tudo muito fácil.  Mas não sem antes eliminar para sempre todas as ruas de mão única do Estado. O Pensamento dual, ambidestro, frente-e-verso e crítico é Dever incluso em todo Cidadão Mineiro. Ab-rogar-se os contrários.