Manhã de sábado. A loura entrou em uma loja de peças para automóveis e pediu uma tampa modelo 037Q. O balconista que a atendeu ficou indeciso, pois nunca tinha ouvido falar naquilo, e por isso pediu ajuda ao seu gerente, que também não tinha a menor idéia do que a cliente estava querendo. Pelo telefone interno ele chamou o chefe dos mecânicos na oficina da própria empresa, que funcionava no mesmo prédio. Mas o problema continuou sem solução porque o experiente “consertador” de carros foi mais um a confessar que não sabia que raio de peça era aquela que a “dona” estava procurando.
O jeito foi perguntar à freguesa se ela tinha certeza do que estava querendo comprar. A loura insistiu que sim, ora bolas. Afinal de contas, ela não iria sair por aí procurando uma peça que havia desaparecido de seu carro, caso ela não existisse, não era mesmo? E passou a exigi-la dos funcionários que a ouviam, alegando, nervosa, que concessionária de automóvel serve é para isso mesmo. Foi quando um dos atendentes perguntou-lhe se seria possível fazer um desenho do que desejava, só para ajudá-los a ajudá-la, e a loura respondeu que sim, pois além de desenhar muito bem, ela estava com o formato da peça gravado na cabeça.
Pediu papel e lápis e começou a mostrar o que queria. A peça - dizia ela – tem uns oito centímetros de diâmetro, é redonda e com cinco reentrâncias ao longo de sua circunferência. Desse jeitinho que vocês estão vendo. E bem no centro está escrito o seu código, que é justamente o 037Q que já passei para vocês...