SEQUESTRADORA

A loura estava desempregada havia algumas semanas, mas por mais que procurasse não conseguia arranjar o emprego que precisava. Então, quando seu dinheiro acabou de vez, ela decidiu tomar uma atitude extrema para dar fim àquela situação difícil em que se encontrava. Depois de muito pensar sobre o assunto, a loura concluiu que o melhor a fazer seria seqüestrar uma criança de família aparentemente bem de vida e exigir dos seus pais uma grana boa para libertá-la. E tratou, então, de realizar o seu plano.

 

Postando-se próximo ao portão de um colégio, no horário de saída dos alunos, ela observou as crianças que saíam sem ter alguém à sua espera. E quando descobriu o menino que procurava, tratou de segui-lo até uma praça próxima, onde o fez sentar-se ao seu lado em um banco, alegando que precisava mandar um bilhete para a mãe do mesmo. E o escreveu ali mesmo, na hora:

 

“Cara mamãe, estou seqüestrando seu filho. Se você quiser tê-lo de volta, são e salvo, amanhã, ao meio-dia, deixe o resgate de R$ 10.000,00 atrás do pé de ipê aqui desta praça. Assinado: loura seqüestradora”.

 

Isso feito, ela colocou o bilhete no bolso da jaqueta do menino, instruiu-o de que o mesmo deveria ser entregue à sua mamãe, e o deixou ir embora.

 

No dia seguinte, na hora marcada, o dinheiro estava lá. E junto com ele, um papel de carta com a seguinte mensagem:

 

“Está aí o resgate que você exigiu de mim. Nessa história eu só não me conformo com uma coisa: como é que uma loura pode fazer isso com outra...”.