O taxímetro é um aparelho de medição usado nas frotas de táxi para registrar quanto o passageiro vai pagar pela utilização de um desses veículos. Ele é programado para identificar quando o táxi está parado ou andando, pois como para cada uma dessas situações existe tarifa diferenciada, o preço final da corrida é proporcional à distância percorrida e o tempo parado no trânsito. O vocábulo taxímetro é resultante de uma mistura de “taxe” (preço), do francês, com “metron” (medida), do grego.
A palavra taxímetro deu origem ao nome “táxi”. A invenção desse instrumento aconteceu em 1891, época em que as carruagens percorriam as ruas das cidades: o engenheiro alemão Wilhelm Bruhn criou um contador para evitar que os cocheiros cobrassem dos cidadãos preço superior ao da tabela em vigor, e o resultado foi que os profissionais da categoria não ficaram muito felizes com aquela geringonça que lhes tirava o poder de negociação - pois até então o valor do transporte era decidido na base do acordo entre passageiro e condutor. O imprevisto no caso foi que a reação desses homens chegou a tal ponto que alguns cocheiros, no auge da indignação, resolveram prestar uma homenagem especial ao engenheiro Bruhn: e o fizeram, realmente, jogando-o dentro do Rio Tâmisa.
Sobre esse tipo de cobrança, sabe-se, também, que há pouco mais de cem anos o Ostasiatische Lloyd, jornal publicado no Extremo-Oriente, provou com desenhos extraídos da célebre coleção de pinturas Tsanthu-hae, que já no século 11 funcionavam na China veículos movidos por tração humana, ou animal, munidos de uma espécie desses medidores que hoje são adaptados aos painéis dos carros de aluguel com a mesma finalidade de antigamente, ou seja, registrar automaticamente a quantia que o passageiro deve pagar pela quilometragem percorrida, ou pelo tempo em que o automóvel foi ocupado por ele.
Atualmente, os modelos mais comuns desses aparelhos funcionam com sensores que possuem um imã instalado na caixa de câmbio dos automóveis, junto ao cabo do pinhão do velocímetro, peça que conta o número de voltas dadas pelas engrenagens da caixa de marchas, um conjunto que regula a transmissão da força motriz ao eixo das rodas por meio da combinação dessas engrenagens, e permite mensurar desde a parada do veículo com o motor em funcionamento, até sua velocidade máxima. O número de giros dados pelo câmbio depende da marca do automóvel.
Hoje, as tarifas cobradas pelos motoristas de taxi são definidas pelos órgãos públicos de transporte de cada cidade, embora outros custos possam ser acrescentados ao valor da corrida. Dessa forma, para o transporte de sua bagagem o passageiro de determinada capital deve pagar determinada importância, que não é, necessariamente, a mesma cobrada em qualquer outra cidade; já nas viagens feitas entre duas localidades, o motorista poderá adicionar 50% ao total da conta. De forma geral, o valor da corrida efetuada pelo taxista depende da distância percorrida e do tempo em que o carro fica parado.
O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo fornece em seu site algumas orientações relacionadas com o taxímetro, não se devendo esquecer, primeiramente, o fato de que as tarifas são determinadas pelas prefeituras municipais, e que algumas delas autorizam o serviço de táxis especiais, como na cidade de São Paulo, onde também existem as categorias luxo e especial cujas tarifas são maiores que as do táxi comum. Via de regra, porém os cuidados a serem observados são os seguintes:
1 - O taxímetro deve sempre ser ligado na presença do passageiro. Os primeiros números que aparecem correspondem ao valor da bandeirada, mas logo em seguida o aparelho passa a marcar o valor correspondente à quilometragem percorrida, ou então ao tempo parado no trânsito, durante o percurso.
2 - O passageiro deve verificar qual a bandeira (se 1 ou 2) que está sendo utilizada, pois as prefeituras municipais estabelecem os dias e horários de operação. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a tarifa 1 é cobrada entre 6h e 20h, enquanto a tarifa 2 é cobrada entre 20h e 6h do dia seguinte, e durante o dia todo, nos domingos e feriados.
3 - O usuário não deve utilizar táxi registrado em outro município (basta conferir a placa do carro), nem tampouco aceitar corridas com valores combinados previamente, isso em municípios onde os taxímetros são utilizados normalmente. Isso porque ele poderá pagar mais caro pelo serviço.
4 - Observar a existência do lacre no taxímetro, pois ele impede o acesso aos locais de regulagem. Sendo assim, instrumento com lacre rompido, ou sem nenhum lacre, pode apresentar uma medição incorreta.
5 - Todo taxímetro verificado mostra a marca oficial do INMETRO.
Tomando como base os parâmetros utilizados pelo taxímetro, é possível calcular, de forma aproximada, quanto vai custar uma corrida de táxi. Por exemplo: no caso de uma corrida que tenha aproximadamente 7 quilômetros, essa quilometragem deve ser multiplicada pelo valor do km rodado, e ao resultado acrescentado o valor da bandeirada: assim será encontrado o valor aproximado da corrida, pois outro parâmetro utilizado no cálculo, pelo taxímetro, é o da hora parada. Portanto, o período que o táxi permanece parado nos semáforos, cruzamentos, ou mesmo no trânsito, é computado e acrescido automaticamente ao valor da corrida.