EMBALAGEM - O RG do produto

 A origem da palavra embalagem está associada ao verbo embalar, balançar no berço (a criança), ninar, acondicionar (mercadorias ou objetos) em pacotes, fardos, caixas etc., para protegê-los de riscos ou facilitar seu transporte. O embalar, como ato de proteger e carregar alguma coisa com o mesmo cuidado com que se aconchega um bebê, traduz bem as funções primárias da embalagem: proteger e transportar. Sob esse ponto de vista a embalagem tem sua origem antropológica e sociológica nos primórdios da civilização humana, pois deriva da necessidade básica do ser humano alimentar-se, guardando e conservando os alimentos por mais tempo.

 

Com o crescimento das sociedades tribais a atividade nômade deu espaço ao sedentarismo e fixação dos grupos em um dado local. Como explorador, o homem começou a desbravar territórios de adversidade climática onde já não bastava caçar ou colher para alimentar-se imediatamente. Também era preciso transportar e armazenar.. A necessidade da embalagem começou a aparecer na medida em que a vida do homem tornou-se mais complexa. Foi quando lhe amadureceu a consciência de que passara a ser preciso armazenar porque aumentara a distância entre sua moradia permanente ou semipermanente – provavelmente a caverna – e suas fontes de abastecimento; ou quando surgiram as primeiras divisões de trabalho, dentro do próprio núcleo familiar. Há registros arqueológicos de “embalagens” que datam de 2200 a.C. Elas utilizavam exclusivamente materiais naturais disponíveis na época, como o couro, alguns frutos, as entranhas de animais, folhas e outras fibras vegetais.

 

Por volta de 2000 antes de Cristo, os fenícios descobriram o vidro. Por se tratar de uma matéria-prima que fornece condições de conservação das propriedades químicas de determinadas substâncias, ele é amplamente utilizado até hoje em embalagens de alimentos (líquidos e sólidos), perfumes, cosméticos e medicamentos. Durante séculos a fabricação de embalagens foi artesanal, mas com o advento da Revolução Industrial, no século 18, surgiu um novo comportamento produtivo no mercado: a produção seriada e, como conseqüência, o aumento da oferta de produtos.

 

Foi particularmente com a Revolução Industrial, após a invenção da máquina a vapor, que a embalagem adquiriu complexidade. Mais do que as distâncias, foi a velocidade de circulação das mercadorias que mais exigiu proteção e cuidado no transporte e na distribuição de alimentos, tecidos, máquinas e bens de uso. No Brasil, este paralelo iniciou-se um pouco depois, com a vinda da família real e da corte portuguesa, em 1808. Entre as importantes conseqüências econômicas e políticas estão duas decisões tomadas por Dom João VI: a abertura dos portos às nações amigas, que impulsionou a importação e a exportação; e a permissão para o funcionamento de fábricas e manufaturas no Brasil


Até então, o Brasil estava impedido de praticar qualquer atividade produtiva que concorresse com Portugal. Foi neste contexto que surgiram as primeiras indústrias no país. O crescimento do setor foi acelerado, e em 1907 já existiam mais de 3.000 estabelecimentos industriais no território nacional. Mesmo diante desta expansão, nas primeiras décadas do século XX a produção nacional não era diversificada ou sofisticada, havendo, basicamente, quatro tipos de acondicionamento: sacos de estopa ou papel (café torrado e moído, açúcar refinado, algodão), potes ou garrafas de vidro (extrato de tomate, sardinha, embutidos, doces, vinagre e bebidas), latas (manteiga e óleo) e barris de madeira. O comércio era feito em pequenos estabelecimentos e os produtos transportados em barris ou sacos de estopa, sendo pesados depois nas quantidades solicitadas pelos compradores, que os levavam para casa em sacos de papel. Até então, proteger e transportar ainda eram as únicas finalidades da embalagem.

 

 

Com o advento do auto-serviço, representado inicialmente pelos supermercados, nasceu a necessidade de desenvolver e aplicar novas técnicas de comunicação que conseguissem persuadir o consumidor a comprar determinado produto, sem a influência direta de um vendedor. Surgiram, então, empresas visionárias que investiram fortemente na consolidação da sua imagem institucional e na da marca de seus produtos, com o objetivo de se destacarem dos concorrentes. A partir deste momento, a embalagem adquiriu, então, novas funções. Além de proteger e transportar, ela passara a informar, a identificar e promover produtos e marcas. Após a II Grande Guerra os supermercados concentraram-se nos grandes centros urbanos e passaram a exigir adaptações das embalagens, as quais permitam manter os produtos em perfeitas condições de consumo após serem transportados por distâncias maiores e estocados por períodos mais longos. No Brasil, o conceito de auto-serviço surgiu em 24 de agosto de 1953, com a primeira loja Sirva-se, localizada na Avenida da Consolação, em São Paulo. Em meados dos anos 60, já existiam no país cerca de 1.000 lojas de auto-atendimento.


O setor de auto-serviço foi o grande responsável pelo desenvolvimento do estilo estrutural e gráfico da embalagem, em decorrência dos desafios que impôs. Cada vez mais se tornou necessário aumentar o tempo de prateleira e validade dos produtos. Hoje, a proteção é importantíssima. Além disto, as empresas devem atender as necessidades e desejos do consumidor sempre mais exigente na compra, e é na prateleira do supermercado que os produtos disputam corpo-a-corpo a sua atenção. Assim, o papel da embalagem ampliou-se e se transformou no vendedor, o chamado vendedor silencioso.

 

A embalagem é a identidade da empresa que representa, e em muitos casos, o único meio de comunicação do produto. Com menos tempo disponível, os consumidores ficaram mais exigentes em relação ao que estão comprando, uma vez que a busca por produtos e, principalmente, por embalagens que alinhem comodidade e praticidade, tornou-se mais marcante. A maioria das empresas que veiculam campanhas ou preparam projetos de comunicação, incluem a embalagem nesse plano. Isso porque ela é utilizada como veículo de comunicação, conduzindo mensagens, anunciando outros produtos e lançamentos da empresa, sendo por isso considerada como uma das formas mais precisas e eficientes de mídia que existem.

 

A embalagem também é um recurso de precisão na comunicação, pois contém a mensagem que certamente estará presente no momento de decisão da compra. Desde que as pessoas começaram a comprar produtos em mercados de pequeno e grande porte, as embalagens tornaram-se o principal meio de comunicação do produto. Sem a presença do vendedor para informar os benefícios e a história do produto, a embalagem é essencial para que isso seja transmitido na hora da venda e possibilite a escolha de seu produto. Enfim, a embalagem se tornou o RG (Carteira de Identidade) do produto.

 

Fontes: 1) Design de Embalagem – do Marketing à Produção, de Celso Negrão e Eleida Camargo / 2) Revista Bebidas do Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com o advento do auto-serviço, inicialmente representado pelos supermercados, houve a necessidade de aplicar e desenvolver novas técnicas de comunicação que conseguissem persuadir o consumidor a comprar determinado produto, agora sem a influência direta de um vendedor. Surgem empresas visionárias que investem fortemente na consolidação da sua imagem institucional e na imagem da marca de seus produtos, com o objetivo claro de se destacarem dos concorrentes. A partir deste momento, a embalagem passa a ter, então, novas funções. Além de proteger e transportar, a embalagem passa a informar, identificar e promover produtos e marcas. Após a II Grande Guerra, os supermercados concentram-se nos grandes centros urbanos e passam a exigir adaptações das embalagens, as quais permitam manter os produtos em perfeitas condições de consumo após serem transportados por distâncias maiores e estocados por períodos mais longos. No Brasil, o conceito de auto-serviço surgiu em 24 de agosto de 1953, com a primeira loja Sirva-se, localizada na Avenida da Consolação, em São Paulo. Em meados dos anos 60, já existiam no país cerca de 1.000 lojas de auto-atendimento.

 

O setor de auto serviço foi o grande responsável pelo desenvolvimento do estilo estrutural e gráfico da embalagem, em decorrência dos desafios que impôs. Cada vez mais, é necessário aumentar o tempo de prateleira e validade dos produtos. A proteção é importantíssima. Além disto, devemos estar atentos às diversas necessidades e desejos do consumidor, que passou a ser mais exigente na compra. É na prateleira do supermercado que os produtos disputam corpo-a-corpo a atenção do consumidor. Assim, o papel da embalagem amplia-se, pois ela se transforma no vendedor, o chamado vendedor silencioso!

 

A embalagem é a identidade da empresa que ela representa e, em muitos casos, é o único meio de comunicação do produto. Com menos tempo disponível, os consumidores ficam cada vez mais exigentes com o que estão comprando, uma vez que a busca por produtos e, principalmente, por embalagens que alinhem comodidade e praticidade é o mais marcante. Quando uma empresa veicula uma campanha ou prepara um projeto de comunicação, em sua maioria, inclui a embalagem nesse plano. A embalagem é utilizada como um veículo de comunicação conduzindo mensagens, anunciando outros produtos e lançamentos da empresa. É considerada uma das formas mais precisas e eficientes de mídia que existem.

 

A embalagem também é um recurso de precisão na comunicação, pois contém a mensagem que certamente estará presente no momento de decisão da compra. Desde que as pessoas começaram a comprar produtos em mercados de pequenos e grandes portes, as embalagens tornaram-se o principal meio de comunicação do produto. Sem a presença do vendedor para informar todos os benefícios e história do produto, a embalagem é essencial para que essas informações sejam transmitidas na hora da venda e possibilite a escolha de seu produto. Enfim, a embalagem se tornou o RG (Carteira de Identidade) do produto.

 

Fontes: 1) Design de Embalagem – do Marketing à Produção, de Celso Negrão e Eleida Camargo / 2) Revista Bebidas do Brasil – Janeiro/2011