Girau do Ponciano é um município com área de 500,618km2, localizado na região central do estado de Alagoas e distante 159 quilômetros da capital, Maceió. Situada na microrregião de Arapiraca, no agreste alagoano, tem Campo Grande, Craíbas, Feira Grande, Jaramataia, Lagoa da Canoa e Traipu como municípios vizinhos, e contava em 2010, conforme Censo realizado no mesmo ano, com 30.042 habitantes, sendo 18.165 homens e 18.435 mulheres.
Segundo o IBGE, o povoamento do lugar se deve a um caçador de origem ignorada, de nome Ponciano, que acompanhado de dois companheiros ali instalou um girau (estrado de varas apoiadas em forquilhas fincadas no solo) para guardar o que caçava. Daí a razão do topônimo. Outras fontes sustentam, porém, que anos depois, em data desconhecida, uma mulher de nome Cidade Rodrigues e seus filhos, Manoel e Antônio, chegaram ao mesmo lugar e lá implantaram nova propriedade. Por isso são considerados como sendo os responsáveis pela fundação do núcleo populacional original.
A partir daí o lugar desenvolveu-se rapidamente, impulsionado pela movimentação de pessoas e fertilidade das terras, o que atraía novos moradores. Formou-se, então, uma próspera localidade que recebeu primitivamente o nome de Belo Horizonte, distrito que figurava como pertencente ao município de Traipú nas divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 1937. Somente em 30 de dezembro de 1943, pela lei estadual 2909, seu nome foi mudado para Ponciano, em homenagem ao pioneirismo do primeiro desbravador da região.
E assim ficou sendo por mais quinze anos. Nesse intervalo de tempo, segundo relato publicado em municipiosalagoanos.com.br, o desenvolvimento cada vez maior da vila fez com que alguns líderes iniciassem um movimento em prol da sua emancipação política. “Dentre eles, destacaram-se Filadelfo Firmino de Oliveira, Amaro José Bezerra, Júlio Bispo dos Santos, Pedro Lima de Oliveira, Manoel João Neto, Vicente Ramos da Silva, Luiz de Albuquerque Lima, Luiz Bispo dos Santos e Manoel Firmino de Oliveira. Apesar de Traipu não gostar muito da idéia, pois iria perder um distrito que lhe trazia bons rendimentos, a vila acabou sendo elevada à categoria de município autônomo com o nome de Girau do Ponciano, através da Lei nº 2101, de 15 de julho de 1958”.
O novo município foi devidamente instalado em 01 de janeiro de 1959, e mencionado em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, como constituído unicamente pelo distrito sede.
A exemplo do que ocorre no estado de Alagoas, Girau do Ponciano tem alto índice de analfabetismo. Em 2000, pouco mais de 50% de sua população não tinha nenhum grau de escolaridade. Apesar disso, Girau é uma das poucas cidades alagoanas, se não a única, a ter escola de ensino médio na zona rural, a Escola Estadual Enoque Barros, nome do prefeito da cidade que construiu a unidade escolar. A escola foi, desde sua criação em 1986 até o ano de 2000, gerida pelo município, até que passou para o controle do estado de Alagoas. A Escola Enoque Barros tem servido já há muitos anos a estudantes de outros municípios, como Traipu, Lagoa da Canoa e Craíbas (fonte: Wikipédia)
Dados do ano 2.000, fornecidos pela Confederação Nacional dos Municípios, revelam que 40,67% (76,38% em 1991) das crianças entre 7/14 anos eram analfabetas em Girau do Ponciano; já na faixa etária de 10/14 anos, o percentual era de 27,81% (contra 66,97%); entre 15/17 anos, 50,75% (24,98%), entre 18/24 anos, 34,28% (49,12%); acima de 25 anos, 59,43% (74,24%). (na ilustração ao lado, foto de Claudivan Ferreira de Souza)
Em municipiosalagoanos.com.br também se encontra a informação de que “No tocante ao aspecto religioso, a padroeira da cidade é Nossa Senhora da Conceição, cuja festa é solenemente celebrada dia 8 de dezembro. A primeira capela do antigo povoado foi erigida em 1930 e remodelada em 1976. A comunidade católica festeja ainda São Sebastião (20 de janeiro), Santo Antônio (13 de junho), São João (24 de junho), São Pedro (29 de junho) e Nossa Senhora de Fátima (durante o mês de maio)”.
Observação: segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado como Jirau do Ponciano.