PARAÍBA

PARAÍBA

 

Com área de 56.439km2, o estado da Paraíba está situado na região nordestina brasileira, limitando-se ao norte com o Rio Grande do Norte, a leste com o oceano Atlântico, ao sul com Pernambuco, e a oeste com o Ceará. Sua capital é João Pessoa, e outras cidades importantes são Campina Grande, Santa Rita, Guarabira, Patos, Pombal, Sousa, Cajazeiras e Cabedelo. O relevo é modesto, mas não muito baixo, 66% do território esta situado entre  300 e 900 metros de altitude.


Na época do descobrimento, os índios que habitavam o litoral paraibano eram os Cae-tés, da família Tapuia, atrasados e ferozes. Mais tarde, vieram os Potiguares e os Ta-bajaras, que expulsaram os Tapuias para o interior e construíram suas tabas às mar-gens do rio São Domingos, antigamente o rio Paraíba. Não existem dúvidas de que os primeiros desbravadores da região foram os franceses. Desde o descobrimento do Brasil que os franceses andavam por aqui, carregando o pau-brasil.

 

Desmembrada da capitania real de Itamaracá em 1580, a capitania da Paraíba compreendia a faixa de terra situada entre os paralelos que passavam pela baía da Traição e pela foz do rio Popoca. Segundo Aníbal Barreto (em “Fortificações do Brasil”), no contexto da conquista da Paraíba uma expedição foi armada pelo governo da Capitania de Pernambuco. Partindo de Olinda sob o comando de João Tavares (1579), ergueu uma fortificação de campanha em uma ilha na foz do rio Paraíba (Gamboa, mais tarde denominada ilha da Conceição ou da Restinga). Esse fortim, em madeira, serviu-lhe de apoio contra as investidas dos indígenas da região, tendo sido abandonado quando os remanescentes da expedição se retiraram para Pernambuco. Supõe-se que tenha sido destruído por piratas franceses que infestavam a costa.

 

Valendo-se do desentendimento surgido entre as tribos, João Tavares firmou em  05 de agosto de 1585 um pacto de amizade com Piragibe, chefe dos tabajaras. Depois, mandou construir um forte de madeira na margem direita do rio Sanhauá, afluente do rio Paraíba, no local onde hoje se encontra a cidade de João Pessoa. Como era dia de Nossa Senhora da Neves, o lugar foi batizado com o nome da santa, também escolhida como padroeira.  Em homenagem ao rei Felipe da Espanha, a nova cidade passou depois a chamar-se Filipéia de Nossa Senhora das Neves.

 

 No início do século 17  a Paraíba era uma das capitanias mais importantes da colônia, o que a tornou alvo das primeiras investidas holandesas. Em 1625 eles desembarcaram na baía da Traição e a atacaram a Fortaleza de Santa Catarina do Cabedelo, mas foram rechaçados. Entretanto, três anos mais tarde CabeDelo foi vencida.


De 1634 a 1654 (período em que a cidade de João Pessoa recebeu o nome de Frederiskstadt), quando o domínio holandês chegou a seu termo, a Paraíba foi palco de várias revoltas dos colonos portugueses, tendo a mais importante delas ocorrido em 1645, quando voluntários paraibanos derrotaram as tropas holandesas no campo de Inhobim.

 

Entre 1654 e 1799 a Paraíba transformou-se em capitania independente, sendo depois subordinada à de Pernambuco. A partir daí a região sofreu convulsões políticas que anunciavam o fim da dominação colonial e, mais tarde, a proclamação da República, em 1817, instalou-se o governo republicano do Nordeste, que, no entanto, teve vida curta. Em 1824, Campina Grande transformou-se num foco de manifestações antilusitanas, que culminaram com a revolta Armada em Areias e Itabaiana. Em 1874 iniciou-se em Campina Grande o levante Quebra-Quilos, durante o qual os trabalhadores rurais queimaram diversos cartórios e libertaram alguns escravos.

 

Com a proclamação da República, em 1889, formou-se uma junta para governar o Estado; pouco depois a Paraíba ganhou o seu primeiro presidente (como eram chamados os governadores naquela época), Venâncio Augusto da Veiga. Em 1926, a tropa da Coluna Prestes, chefiada por Osvaldo Cordeiro de Farias, combatendo violentamente Aristides Ferreira (o chefe político local) e seus jagunços. Em 1930, a oposição do governador João Pessoa ao candidato oficial à presidência da República causou seu assassínio. A capital do Estado, fundada em 1585 com o nome de Filipeá de Nossa Senhora das Neves (depois Paraíba) passou a chamar-se João Pessoa, em homenagem ao governador morto.

 

A Paraíba tem relevo bastante modesto: 66 por cento de seu território situa-se entre os 300 e 900 metros de altitude; o restante corresponde a regiões de altitudes inferiores. Seu clima é tropical, com variações entre o chuvoso (quente e úmido) e o semi-árido (quente e seco), à medida que se avança de leste para oeste. Os rios paraibanos, em sua maioria, são temporários, ou seja, diminuem bastante de volume ou mesmo secam nos períodos de saca, principalmente no sertão, o que complica a agricultura na região.

As principal bacia hidrográfica é a do rio Piranhas, que nasce na serra do Bongá, fronteira com o Ceará e tem relevante importância para o Estado, uma vez que através da barragem de Mãe D'Água, em Coremas, viabiliza a irrigação de muitas terras. Já o Rio Paraíba, o mais famoso do Estado, nasce na serra de Jabitacá, em Monteiro, no Planalto da Borborema.