KRILL
Krill (Euphausia superba) é o nome dado a diversas espécies de animais invertebrados semelhantes ao camarão. Eles são Importantes porque servem de alimento a baleias, jamantas e tubarões-baleia, entre outros animais marinhos. Esses crustáceos têm 5 cm de comprimento, mais antena de 2,5 cm, pesam 2 gramas, em média, e são encontrados em todos os oceanos, mas especialmente no Antártico, habitat de sete variedades. Cerca de 10 mil a 30 mil deles podem ocupar cada metro cúbico das águas que habitam.
Dependendo da espécie, eles vivem em profundidades que vão dos 4.000 até acima dos 100 metros, mas geralmente entre os 300 e 600 metros. Os encontrados em latitudes elevadas, próximas às regiões polares, conseguem estender o seu tempo de vida a até mais de 6 anos; já os de latitudes médias, cerca de dois anos; enquanto a longevidade das espécies tropicais e subtropicais é ainda menor, nada mais que seis a oito meses. A maioria das espécies se amontoa em grupos de tamanhos variáveis, o que funciona como mecanismo de defesa coletiva porque fazendo assim eles confundem os predadores menores que preferem selecionar as presas individualmente. Durante todo o verão antártico os krills são tão numerosos que cerca de 150 mil toneladas deles são estimadamente consumidas em alguns meses pelas baleias, certas focas e numerosas espécies de aves marítimas e peixes.
Os krills se alimentam basicamente de plâncton vegetal microscópico que flutua passivamente na superfície das águas salgadas, salobras ou doces dos oceanos, mares internos e lagos. Por isso são peças importantes da cadeia alimentar, já que se alimentam de plâncton e o convertem numa forma que pode ser consumida por muitos animais de maiores dimensões, como as baleias, constituindo a maior parte da dieta destes. A maioria das espécies de krill efetua grandes migrações verticais diárias, alimentando os predadores à superfície, durante a noite, e em águas mais profundas durante o dia. À luz do dia eles são bem parecidos com o camarão comum, mas no escuro emitem uma luz azul esverdeada por meio de cinco pares de órgãos luminosos repartidos da base dos olhos ao abdome. Por isso, como seus agrupamentos são densos, o mar parece tornar-se luminoso onde eles se encontram.
O krill nada normalmente a uma velocidade de alguns centímetros por segundo, usando para isso os pleópodes (os cinco pares de patas nadadoras que camarões e lagostas têm no abdome) como meio de propulsão. As suas migrações maiores estão sujeitas às correntes oceânicas. Quando em perigo deslocam-se para trás através da água de modo relativamente rápido, atingindo velocidades que correspondem de 10 a 27 de seus comprimentos corporais por segundo.
A época da desova começa em novembro, ou seja, no começo do verão antártico. A fecundação dos óvulos ocorre à medida que são eliminados. Desses óvulos saem larvas minúsculas que sofrerão uma espécie de metamorfose, passando em cada fase a viver um pouco mais próximo da superfície. Nascidos a mais de 200 m de profundidade, os krills se tornam adultos nas águas superficiais, dois anos mais tarde.
O krill é um crustáceo cujo exosqueleto quitinoso corresponde a um esqueleto externo (presente em quase todos os animais invertebrados) que funciona como poderosa armadura que lhes serve como alavanca para a ação muscular e diminuição da perda de água por evaporação.
Seu corpo divide-se em cabeça, tórax e abdome, os dois primeiros fundidos em um só, formando o cefalotórax. Em muitas espécies desse animal o exosqueleto é transparente. Apresentam olhos compostos e algumas espécies conseguem adaptar-se a várias condições de luminosidade utilizando pigmentos bloqueadores de luz. O krill pode ser facilmente distinguido de outros crustáceos como os camarões. pelas suas guelras visíveis externamente.
A pesca comercial de krill é feita no Oceano Antártico e nas águas em redor do Japão, e oscila anualmente entre 150 e 200 mil toneladas, sendo a maior parte pescada no Mar de Scotia, extremo sul da Argentina,
Muito desse krill é utilizado como alimento para peixes de aquários, como isca na pesca desportiva ou, ainda, na indústria farmacêutica. No Japão e na Rússia, ele também é usado para o consumo humano, sendo conhecido no Japão como okiami.