CACHOEIRA DA FUMAÇA
Bahia
A Chapada Diamantina está situada no centro do estado brasileiro da Bahia, a uma altitude média de 1.000 metros. Ela se estende por 38 mil quilômetros quadrados em uma região montanhosa onde afloram em seus altos as águas formadoras das bacias dos rios Paraguaçu, Jacuipe e Contas.
Essas águas correm em regatos que despencam montanha abaixo em inúmeras cachoeiras, como a do Degrau, a do Pulo, da Prainha, das Andorinhas e outras mais. A da Fumaça, com 340 metros de altura, é uma delas. Considerada por algum tempo como a maior do Brasil, foi depois superada pelos 365 metros da Cachoeira de Araçá (ou Eldorado), no município de Barcelos, Amazonas.
Mas ela não deve ser confundida com outras cachoeiras que têm o mesmo nome, como a de Paranapiacaba, Juquitiba e Piedade, no estado de São Paulo; a de Santa Leopoldina, no Espírito Santo, além de algumas mais.
A Cachoeira da Fumaça é uma das atrações do Vale do Capão, no Parque Nacional da Chapada Diamantina, município de Palmeiras. Seu nome advém do fato de que parte da água que por ali cai em longa descida é pulverizada pelo vento forte que sopra no local, assemelhando-se, então, a uma multicolorida cortina de fumaça. Isso proporciona um espetáculo de cores e formas que recompensa em muito o esforço físico dos que, desejando apreciá-lo, se dispõem a enfrentar variadas dificuldades ao longo do caminho que os leva a esse cenário natural tão belo.
Para isso, empresas de turismo orientam seus clientes e interessados sobre uma trilha que saindo da cidade de Lençóis leva o turista ao poço formado pela queda d’água, ou ao seu topo, prosseguindo para o Vale do Capão, um vilarejo pertencente ao município de Palmeiras. Mas alertam que percorrê-la sem o acompanhamento de um guia não é aconselhável.
O Vale do Capão, um dos atrativos da Chapada Diamantina, está situado a 920 metros de altitude. Lá se encontra a vila de Caeté-Açu, distrito de Palmeiras, um pequeno vilarejo com 1.500 habitantes, onde se destacam construções antigas, pequenas e grandes casas coloridas, e um bonito pátio central com coreto e uma capela. Ela é o centro comercial da região, onde estão instalados os mercadinhos, açougue, quitanda, farmácia, lanchonetes, restaurantes, bares e uma feira-livre que anima o dia e movimenta o comércio, nas quintas e domingos.
A vegetação do Parque Nacional da Chapada Diamantina é exuberante. Composta por espécies da caatinga semi-árida e da flora serrana, com destaque para as bromélias, orquídeas e sempre-vivas que encontraram ali um ambiente privilegiado e se adaptaram às diferenças de clima, altitude e solo.
Ele é, segundo os sites que abordam e propagam o turismo nacional, um dos mais fascinantes parques naturais brasileiros, abrigando variedade de ecossistemas diversos, como cerrado, mata atlântica, campos rupestres e caatinga. As montanhas que em determinados pontos chegam a 1700 metros de altura, oferecem sustento e abrigo a jaguatiricas, onças, mocós, veados, teiús e seriemas,
As cidades existentes em seu interior são ricas em prédios de arquitetura colonial, lembranças vivas da riqueza do ciclo do diamante que fez do Brasil o primeiro produtor mundial no início do século vinte. Os principais rios da Bahia, que escondem suas nascentes nas encostas da Chapada, cavaram profundos vales nas serras e planícies, gerando cenários de grande beleza na Cachoeira da Fumaça e em outros pontos.
O Parque Nacional da Chapada Diamantina, criado na década de 1980, atua como órgão protetor de toda a exuberância existente nesse reduto de inúmeras belezas naturais e grande diversidade de fauna e flora.
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