PARQUE NACIONAL DA AMAZÔNIA
Pará
A Floresta Amazônica sempre foi um dos grandes patrimônios do Brasil. Sua grandiosidade, representada pela quantidade infindável de espécies animais e vegetais, fez com que fosse conhecida como a região de melhor biodiversidade do planeta. Para preservá-la dos freqüentes crimes ambientais que ali ocorriam, foi criado em fevereiro de 1974, pelo Decreto n° 73.683, o Parque Nacional da Amazônia, como parte do Programa de Integração Nacional (PIN). Transformado em Unidade de Conservação de Proteção Integral, o parque está situado no município de Itaituba, região Sudoeste do estado do Pará, possuindo área de 945.851,00 hectares e perímetro de 508.366,413 metros, sendo administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio.
A história de sua criação pode ser resumida da seguinte forma: em 1971, uma área designada "Polígono Desapropriado de Altamira", com 6 milhões de hectares, fora desapropriada pelo INCRA para implantação dos Projetos Integrados de Colonização (PIC), de Altamira e de Itaituba. O Grupo de Operações da Amazônia (GOA) propôs, então, que um milhão de hectares desse Polígono deveria ser reservado sob a categoria de Parque Nacional. E foi o que aconteceu, pois a área pretendida, localizada o oeste do Pará, às margens do rio Tapajós, hoje faz parte do mosaico de Unidades de Conservação da BR-163. O parque nela instalado tornou-se responsável pela proteção de inúmeras nascentes de contribuintes dos rios Tapajós e Amazonas, além de ser o habitat de várias espécies animais ameaçadas de extinção, como a onça pintada, a anta e a ararajuba, avistadas com certa freqüência no interior da Unidade.
Há previsão de construção de infra-estrutura adequada para oferecer ao turista melhores condições de estada, assim como também está sendo providenciada a sinalização das trilhas. As pessoas que desejarem visitar o parque deverão trazer sua alimentação - existe a possibilidade de cozinhar -, além de repelente de insetos, protetor solar, botas/tênis para caminhada, chapéu para sol e roupas adequadas. A inexistência de algum ponto comercial nas proximidades faz com que o visitante deva adquirir o que lhe for necessário nos supermercados em Itaituba. Inclusive água mineral para beber, já que água potável ali é precária. Maiores e melhores informações a respeito podem ser obtidas através do telefone (93) 3518-4519.
Para visitar o Parque Nacional da Amazônia deve-se tomar um avião até a cidade de Itaituba, que possui as linhas aéreas META e TRIP. O acesso a Itaituba também é possível por meio da Rodovia Transamazônica, BR-230, que atravessa a cidade. De Santarém, pode-se tomar um ônibus ou ir de carro pela BR-163 até Rurópolis e no entroncamento seguir a BR-230 até Itaituba. Optando-se pela via fluvial, pode-se ir de navio ou lancha, que saem diariamente da cidade de Santarém para Itaituba.
A melhor época para visitar o Parque Nacional da Amazônia é entre os meses de julho e dezembro, época em as chuvas diminuem, pois é justamente nesse período que se torna possível observar uma grande diversidade de espécies animais e vegetais. Os próprios habitantes do local constroem ali trilhas no relevo suavemente ondulado, trilhas essas que desembocam em praias, cachoeiras e serras do rio Tapajós (na ilustração abaixo). Durante o passeio fluvial, que inclui aventura entre corredeiras, afloramentos, praias, bancos de areia e igarapés, o turista também passa por outras cidades,
Partindo-se de Itaituba pela Rodovia Transamazônica, no sentido de Jacareacanga chega-se à primeira base do parque, localizada às margens do igarapé Tracoá, a 53 quilômetros do centro da cidade, aproximadamente. A segunda base, próxima ao igarapé Uruá, está a 12 quilômetros da primeira, também pela BR-230. Como a rodovia não é asfaltada, o acesso fica mais difícil nos meses chuvosos - de janeiro a maio. Também se pode chegar à unidade pelo Tapajós, rio que durante o ano inteiro oferece boas condições de navegabilidade, mas devido à necessidade de travessia das corredeiras, para isso deve ser escolhido um piloto experiente e que conheça bem a região..
A cidade de Itaituba oferece uma rede hoteleira razoável, com diárias a preços acessíveis. No parque existem dois alojamentos na base do Uruá. Um dos alojamentos dispõe de banheiro, cozinha com fogão, dois quartos com camas e redes. O outro alojamento dispõe somente de vão amplo, varanda e sanitário, e nele os visitantes devem dormir em redes. Também existe a possibilidade de acampar, embora não exista infraestrutura propícia para tal, com banheiros, lavanderia, mesas etc.
A base do Uruá também dispõe de um mirante com três sanitários, onde as pessoas costumam dormir. Atualmente não são cobrados ingressos aos visitantes, mas com as novas instalações previstas, a cobrança deverá ser feita de acordo com tabela do órgão.
Fonte: ICMBio – Instituto Chico Mendes