ASTROLÁBIO
Para que servia?
O astrolábio era um antigo instrumento para medir a altura dos astros acima do horizonte, utilizado na Idade Média para fins astrológicos e astronômicos. Também era utilizado para resolver problemas geométricos, como calcular a altura de um edifício ou a profundidade de um poço. Era formado por disco de latão graduado na sua borda, num anel de suspensão e numa mediclina (espécie de ponteiro).O astrolábio náutico era uma versão simplificada do tradicional e tinha a possibilidade apenas de medir a altura dos astros para ajudar na localização em alto mar.
Os gregos davam esse nome a qualquer instrumento ou dispositivo circular dotado de um ou mais círculos graduados, com o qual os navegadores marítimos se orientavam em suas viagens observando com eles os astros visíveis no céu. Assegura-se que o astrolábio de uso astronômico foi inventado entre os séculos 3 e 2 a.C., talvez por Hiparco ou Apolônio, mas primitivamente ele era usado na agrimensura para se conhecer a altura de uma montanha, por exemplo, ou a profundidade de um poço
O astrolábio usado pelos navegadores foi desenvolvido pelos árabes a partir desse instrumento primitivo. Divulgado posteriormente na Europa, foi um instrumento muito utilizado principalmente pelos marinheiros portugueses e espanhóis durante o século 15 ao século 18, período das grandes navegações marítimas. Servia-lhes para medir a altura do sol ou de uma estrela e assim poderem determinar a latitude em que sua embarcação se encontrava em determinado momento da viagem.
O manejo do astrolábio exigia a participação de duas pessoas, porque consistia em grande círculo por cujo interior corria uma régua; um homem suspendia o astrolábio na altura dos olhos, alinhando a régua com o sol enquanto outro lia os graus marcados no círculo.
Inicialmente tinha a forma da parte de trás do astrolábio tradicional. No entanto, com a experiência dos pilotos sua forma foi aperfeiçoada. Deixou de ser fabricado em chapa de metal ou madeira e passou a ser feito de cobre para que ficasse mais pesado, cerca de dois quilos e menos sujeito ao balanço do navio. O disco inicial foi parcialmente aberto para diminuir a resistência ao vento. O manejo do astrolábio exigia a participação de duas pessoa; consistia em grande círculo, por cujo interior corria uma régua; um homem suspendia o astrolábio na altura dos olhos, alinhando a régua com o sol enquanto outro lia os graus marcados no círculo.
A primeira aplicação do instrumento para esse fim - o da navegação marítima - se deve aos irmãos Roderick, Joseph e Martim Behaim, de Nuremberg, Alemanha, aos quais o rei João II, de Portugal, solicitara a invenção de alguma coisa que permitisse aos seus navios conservarem o curso exato, em alto-mar. Mas durante o século 18 o astrolábio acabou saindo da lista dos instrumentos astronômicos e náuticos, sendo substituído pelo telescópio, na Astronomia, e pelo sextante, na navegação.
O quadrante era um astrolábio reduzido à quarta parte. Muitos exemplares espalhados pelo mundo foram fabricados em Portugal e têm o nome ou marca de seu fabricante, como Agostinho de Gois Raposo, Francisco Gois e João Dias. Poucos astrolábios náuticos chegaram até os nossos dias, mas com o desenvolvimento da arqueologia subaquática foi possível recuperar mais exemplares. Poucos desses aparelhos chegaram até nossos dias, mas com o desenvolvimento da pesquisa submarina foi possível recuperar mais exemplares. Atualmente existem cerca de 80, registrados no Museu Marítimo de Greenwich. Além de um número de registro são conhecidos por nomes normalmente relacionados com o navio ou o local onde foram encontrados.
Fonte: www.museutec.org.br