FLÔ DE PUXINANÃ, AS
Paródia de As "Flô de Gerematáia" de Napoleão Menezes
Zé Da Luz
Três muié ou três irmã, / três cachorra da mulesta, / eu vi num dia de festa, / no lugar Puxinanã.
A mais véia, a mais ribusta / era mermo uma tentação! / mimosa flô do sertão / que o povo chamava Ogusta.
A segunda, a Guléimina, / tinha uns ói qui ô, mardição! / Matava quarqué cristão / os oiá dessa minina.
Os ói dela paricia / duas istrêla tremendo, / se apagando e se acendendo / em noite de ventania.
A tercêra, era Maroca. / Cum coipo muito má feito / Mas, porém, tinha nos peito / dois cuscús de mandioca.
Dois cuscús, qui prú capricho, / quando ela passou pru eu, / minhas venta se acendeu / cum o chêro vindo dos bicho.
Eu inté, me atrapaiava, / sem sabê das três irmã / qui eu vi im Puxinanã, / qual era a qui mi agradava.
Inscuiendo a minha cruz / prá sair desse imbaraço, / desejei, morrê nos braços, / da dona dos dois cuscús!