BAPTORNIS ADVENUS
Cretáceo, ou Cretácico, é o período de tempo geológico compreendido entre 145,500 milhões e 65,500 milhões de anos atrás, aproximadamente. Divide-se nas épocas Cretáceo Inferior e Cretáceo Superior, da mais antiga para a mais recente.
O Cretácico Inferior está compreendido entre 145,5 e 99,6 milhões de anos atrás, aproximadamente, e o Cretácico Superior entre 99,6 e 65,5 milhões anos atrás, aproximadamente.
Foi há 83 milhões de anos, final dessa era geológica, que viveu na América do Norte o Baptornis advenus, pertencente à ordem Hesperornitiformes, formada por aves bem adaptadas à vida marinha. Seu nome significa ave de mergulho.
As principais ocorrências de fósseis desse grupo vêm do interior dos Estados Unidos da América, uma região de sua parte central que na época formava um imenso mar relativamente raso. Os hesperornitiformes tinham asas pequenas e atrofiadas que não lhes permitiam voar, tal como acontece com as emas da atualidade.
De corpo alongado, elas tinham um pescoço comprido e cabeça afilada. O tamanho do bico variava conforme a espécie, mas todas possuíam dentes simples e afiados. Nas patas, o fêmur curto, as tíbias longas e os dedos unidos por membranas que aumentavam sua superfície e os transformavam em verdadeiros remos, lhes proporcionavam excelente propulsão.
Mas como essa anatomia das patas lhes tirava a agilidade quando em terra, elas provavelmente viviam dentro d’água a maior parte do tempo, porque nela lhes era mais fácil escapar de outros animais que pretendessem transformá-las em refeição.. Fora do ambiente aquático locomoviam-se vagarosamente e por isso tornavam-se presa fácil de predadores.
Ave carnívora medindo 1 metro de comprimento, 80 centímetros de altura e pesando em torno de 7 quilos, os baptornis advenus alimentavam-se principalmente de peixes, mas também consumiam amonites – moluscos cefalópodes que ocupavam o nicho ecológico das atuais lulas e tinham tamanhos variados -, além de polvos e belemnites, animais marinhos carnívoros e muito semelhantes às lulas atuais, que possuíam um corpo suave ao redor de uma concha interna..
Os primeiros fósseis de Baptornis foram descobertos no Kansas, Estados Unidos, por Othniel Charles Marsh (1831-1899), paleontólogo estadunidense, especialista de dinossauros. Ele e seu compatriota, Edward Drinker Cope (1840-1897), também pesquisador, mantiveram uma rivalidade paleontológica que mereceu a designação de “guerra dos ossos”. Estimulados, cada um deles, pela concorrência direta do adversário, Marsh e Cope descreveram cerca de 120 novas espécies de dinossauro entre si, no final do século 19.