ANDORINHA, A

Depois de uma temporada passada em outras regiões a andorinha voltou ao ninho antigo. Ao reencontrá-lo, ela piou alegremente para extravasar a felicidade que sentia, o que é perfeitamente compreensível, e foi com esse mesmo sentimento que a pequenina ave cuidou de limpá-lo e arrumá-lo, pois precisava tê-lo em condições satisfatórias quando chegasse a hora de pôr os ovos que garantiriam a continuidade de sua família. Quando isso aconteceu, ela os chocou com carinho, e depois que os filhotes nasceram, iniciou a extenuante tarefa de voar para todos os lados, durante o dia inteiro, em busca do alimento que permititia a sobrevivência dos filhotes.

 

Enquanto isso o seu companheiro voava despreocupado, de manhã à noite, observando de longe a andorinha mãe arrumar a casa, chocar os ovos, alimentar a numerosa prole. Ele, porém, voava tranqüilo, sem qualquer sinal de preocupação ou mesmo de cansaço, e quando, em certa hora, uma outra ave lhe perguntou por que ele ficava sempre voando, sem um minuto de descanso, o papai andorinha respondeu:

 

- O problema é que eu não gosto de trabalhar.

 

Moral da história: Os preguiçosos estão dispostos a fazer qualquer coisa, desde que não seja trabalho.

 

Baseado em uma fábula de Leonardo da Vinci