A toupeira é um animal que passa grande parte da vida dentro das galerias subterrâneas que ela e sua família cavam sem parar. Certa vez uma delas caminhava pelo emaranhado de túneis em que vivia, subindo, descendo, indo para frente, para trás, rumando à direita e esquerda, valendo-se do tato e olfato para prosseguir naquele andar sem destino certo porque seus olhos, como o de todas as toupeiras, eram muito pequenos e só conseguiram enxergar pouca coisa.
Até que chegou em um caminho que não conhecia, mas curiosa, seguiu adiante assim mesmo, disposta a ver até onde ele a levaria.
Foi quando uma voz vinda de algum lugar a alertou: “Pare! Essa galeria é perigosa porque termina lá fora, e por isso você não deve continuar indo em frente!”. Mas a toupeira não deu atenção à advertência que lhe era feita e prosseguiu caminhando devagar, até chegar a uma saída para o exterior, quase fechada por um monte de terra.
Ansiosa, ela levantou o focinho, abriu uma passagem e colocou a cabeça para fora do buraco, mas no mesmo instante a luz brilhante de um sol de verão a deixou praticamente cega, e a assustada toupeira tratou então de voltar bem depressa para a segurança da escuridão do seu abrigo.
Moral da história: Quem avisa amigo é.
Baseado em uma fábula de Leonardo da Vinci