RÃS E O SOL, AS

A notícia que chegou na Terra foi a de que o Sol pretendia se casar. Muitos bichos não deram importância a essa informação, mas as rãs ficaram preocupadas, tanto que enviaram ao deus dos campos, matas e cursos d’água, uma petição assinada por boa quantidade delas, argumentando que se isso acontecesse de fato, as criaturas da sua espécie sofreriam conseqüências terríveis. E explicaram que se o calor produzido pelo Sol, sozinho, já era suficiente para lhes provocar danos imensos durante o período mais quente do ano, o que poderia acontecer se ao astro luminoso se juntassem esposa e filhos, dardejando incansavelmente sobre nosso planeta os raios luminosos abrasadores que deles emanam?

 

Com toda certeza o mundo será prejudicado - alegavam as rãs - porque o calor intenso provindo dessa família incandescente secará as lagoas, as fontes e as correntes ribeirinhas, e isso acontecendo, não apenas os nossos descendentes, mas também os dos outros animais, simplesmente deixarão de existir, já que a vida não mais será possível na face da Terra. 

 

Júpiter ouviu o apelo das rãs, entendeu que era justo e não permitiu o casamento do Sol, que por isso permanece solteiro até os dias de hoje.     

 

Moral da história: Prevenir-se contra o mal evita os efeitos negativos que sempre o acompanham.

 

 

Baseado em uma fábula de La Fontaine