Curitiba surgiu como arraial de mineração por volta de 1647. Fundada no planalto oriental paranaense a uma altitude de 900 metros, e não muito distante da Serra do Mar, era chamada de Nossa Senhora da Luz do Pinhais, nome que mais tarde foi mudado para Campos Limpos de Coritiba.
Durante dois anos pertenceu à comarca de Paranaguá, e seu progresso foi muito lento porque não se situava na rota das atividades econômicas mais importantes da época: a mineração, restrita pela relativa escassez de ouro, centralizava-se mais em Paranaguá, e a rota de gado, ligando Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, corria pelo planalto central, favorecendo Ponta Grossa.
Somente em 1812 ela se desvinculou da comarca de Paranaguá, e trinta anos depois foi elevada a categoria de cidade, mas seu desenvolvimento começou realmente quando a província do Paraná desmembrou-se de São Paulo (1853), e a localidade, então com 6.000 habitantes, tornou-se sede do novo governo provincial.
Hoje, Curitiba encanta a quantos tenham oportunidade de conhecê-la de perto. Cidade que possui as características de grande metrópole, ela é próspera, organizada, e acima de tudo um modelo em soluções de urbanismo, educação e meio ambiente. Seus inúmeros atrativos turísticos são muito visitados durante o ano todo, incluindo-se entre eles o Teatro Ópera de Arame, inaugurado pelo prefeito Jaime Lerner em 19 de março de 1992, no Parque das Pedreiras, próximo ao Espaço Cultural Paulo Leminski, no lugar onde anteriormente funcionou uma pedreira.
O teatro é parcialmente cercado por um lago, e por isso o acesso às suas dependências é feito por uma passarela sobre as águas. Para a construção da obra foi assumido o compromisso de que ela não deveria modificar ou causar dano à paisagem bastante característica do parque, mas sim integrar-se a ela para fortalecer as potencialidades turísticas ali existentes.
Projetado pelo arquiteto Domingos Bongestaba, o Teatro Ópera de Arame ocupa uma área de 4.000 metros quadrados. Na sua construção foram usados tubos de aço, vidro, estruturas metálicas e placas de policarbonato transparente como cobertura. Concluída a sua montagem, que durou apenas 76 dias, o visual da nova sala de espetáculos passou a lembrar a muitos dos que a vêem pela primeira vez, a fragilidade de uma construção em arame. Daí o nome pelo qual se tornou conhecido.
O teatro possui três níveis, palco de 400 metros quadrados e capacidade para receber cerca de 2.400 pessoas, 1.800 delas instaladas na platéia e 600 nos seus 46 camarotes, mas, segundo consta, a presença de público deverá ser limitada a mil pessoas a fim de preservar a estrutura da construção. Espaço dedicado à apresentação de espetáculos de qualquer natureza, o teatro estreou suas dependências na abertura do 1º Festival de Teatro de Curitiba, em 4 de abril de 1993, com a encenação da peça “Sonhos de uma Noite de Verão”, de William Shakespeare, com o Grupo Ornitorrinco e direção de Cacá Rossel.
Posteriormente, diversas outras representações foram realizadas em suas instalações, como o congresso da Associação Brasileira de Agentes, de Viagem, em 1996; o programa de televisão Altas Horas, da Rede Globo, em 2005, o Festival de Dança de Curitiba, quando quatro mil crianças dançaram o tema Diversidade em Movimento, em 2006; além das apresentações de grandes intérpretes da música brasileira, como Tom Jobim, Chico Buarque, Djavan, Marina Lima, Ivan Lins, Moraes Moreira, Agnaldo Rayol e outros mais, do popular ao clássico.
O cenário externo do Teatro Ópera de Arame - um dos principais cartões postais de Curitiba - também é de beleza singular, pois se encontra cercado de um lago com carpas, vegetação típica da região, paredões de rocha e cascata com alguns metros de altura. Todo essa área é parte integrante do Espaço Cultural Paulo Leminski, que desde 1989 é utilizado como palco para a encenação da Paixão de Cristo e outros grandes eventos, uma vez que é capaz de abrigar ao ar livre cerca de 20.000 pessoas.
Em 2006 o teatro permaneceu fechado durante o tempo necessário para a realização de obras visando a sua manutenção, e também a implantação de melhoramentos relacionados à segurança de seus freqüentadores.