INSTRUMENTOS MUSICAIS DE SOPRO

Num instrumento de sopro, o som é produzido pela vibração de uma coluna de ar acionada por pressão. Isso acontece tanto nos instrumentos de sopro em forma de tubo (retos ou curvos), como nos acionados por teclados. Sob a forma de tubos os instrumentos de sopro constituem parte importante numa orquestra sinfônica, cuja classificação é feita segundo o número deles existente em sua formação. Assim sendo, ela será pequena quando formada apenas por um instrumento de sopro, média, quando por dois, grande, por três, e sinfônica moderna, por quatro.

 

Os sons dos instrumentos de sopro podem ser produzidos de diversas maneiras e por isso mesmo há diferentes modos de classificá-los. Sendo assim, existem os chamados de sopro direto, grupo este no qual estão incluídos os de embocadura transversal, como a flauta de amolador; de embocadura lateral, como o flautim; de bisel, que inclui o pífaro; de palheta livre, como o acordeão; de palheta simples, tal como o saxofone, e de palheta dupla, cujo exemplo é o oboé. Já entre os de bocal estão os de tubo natural (trompa de caça, corneta de sinais); de varas (trombone) e de pistões (cornetim, tuba e bugle). De forma geral, principalmente na orquestra sinfônica, os instrumentos de sopro podem ser de madeira (flauta, flautim, oboé, clarineta, fagote), e de metal (trompa, trombone, tuba, pistão) classificação essa que permanece sendo usada embora os instrumentos chamados de madeira sejam quase sempre fabricados em metal.

 

Durante muito tempo a combinação instrumental procurou aproveitar as propriedades de cada um dos instrumentos e atingir equilíbrio na fusão sonora, mas a partir de Beethoven os instrumentos de sopro destacam-se cada vez mais e a orquestra se enriquece com timbres mais definidos. Os compositores vão dando maior atenção aos instrumentos para conhecer todas as suas possibilidades técnicas e com isso criar mudanças na sonoridade geral da orquestra. Essa evolução atingiu seu ponto máximo com Wagner, porque sua instrumentação dava unidade à orquestra e ao mesmo tempo a enriquecia de numerosos matizes, fazendo com que determinados instrumentos se destacassem sem afastar-se do conjunto.

 

Um instrumento de sopro funciona pela vibração de uma coluna de ar. Em alguns dos instrumentos esta coluna é contida em um ou mais tubos que servem para definir a altura do som e também para amplificá-lo. Em geral quando existe um tubo de tamanho fixo, só as notas da série harmônica são executáveis. Para controlar a altura da nota obtida o executante deve:

 

- Variar a intensidade (e às vezes o ângulo) de entrada de ar no instrumento para alternar entre as notas da série harmônica.

 

- Alterar o comprimento efetivo do tubo. Isso pode ser feito por válvulas de movimento linear (pistões) ou rotativas (como nos trompetes e na trompa) ou variando o comprimento do tubo por um mecanismo deslizante (vara), como no trombone.


- Introduzir furos ao longo do tubo, que permitem aumentar ou diminuir o comprimento de onda ou anular certas harmônicas. Este tipo de mecanismo é usado nas madeiras, como as flautas, clarinetes, saxofones, etc.

 

De modo geral, a afinação dos instrumentos de sopro depende do tamanho dos tubos (quando existentes). Quanto maior é o instrumento, mais baixa é a afinação e mais grave é a sonoridade. Em instrumentos que não possuem tubos, como a gaita, o acordeão e outros instrumentos de palheta livre, a afinação depende do tamanho da palheta.

 

O timbre destes instrumentos depende em geral do meio de produção de som (palhetas, lábios, arestas), do formato e do comprimento dos tubos (na ilustração acima, uma trompa).