A bruxaria existiu desde a mais remota antiguidade, e o fato curioso é que as mulheres entregaram-se muito mais a práticas desta natureza do que os homens. Naqueles tempos, as que exerciam os ofícios de feiticeiras e de bruxas eram chamadas de sibilas pelos gregos e romanos, e é daí que se origina o vocábulo sibilino, com sentido de enigmático, difícil de compreender ou interpretar. Os poetas clássicos atribuem diversas habilidades a estas bruxas mágicas, relacionando seus poderes mágicos com os fenômenos astrológicos e astronômicos e com os acontecimentos funestos ou felizes do curso da vida humana.
A bruxaria foi combatida pelos padres da igreja, que a consideravam uma impostura. Na Idade Média, os tribunais eclesiásticos e civis tomaram conjuntamente as medidas mais severas contra os que exerciam essa atividade, responsabilizando-os pelos malefícios causados tanto a particulares, como à sociedade em geral. A bruxaria, então, era considerada como crime passível de pena capital, e foi por isso que milhares de homens e mulheres morreram queimados nas fogueiras da Inquisição. Porém, com a evolução das Ciências Naturais, muitos fatos que eram atribuídos outrora à influência dos bruxos e bruxas, nos seus contatos com o demônio, passaram a ser explicados de maneira mais simples e racional, e modernamente, só mesmo entre as pessoas de pouca cultura e aquelas bastante supersticiosas é que a bruxaria ainda merece consideração.
No conceito popular, verifica-se que a bruxa recebe dupla significação: a bruxa como ser sobrenatural, e a personificada. A sobrenatural simboliza maldade, malquerença, ódio e raiva contra o que é bom e belo, voando montada num cabo de vassoura; ao redor da fogueira, é figurada, segundo a tradição que vem desde a Idade Média, em determinados dias da semana, em horas apropriadas e agoureiras, assumindo aspecto de assombração ou azarando a vida dos indivíduos. Na mitologia greco-romana ela aparece na forma de ave a que chamavam estrige, que perseguia e comia crianças. Mas é na Idade Média, ao contato com a profunda religiosidade da época, e também sob a influência do espírito místico dos povos do Norte, que o mito adquiriu o caráter com que hoje se nos afigura.
O povo lhe atribui os acontecimentos nefastos cuja causa desconhece. A bruxa personificada é hoje conhecida como feiticeira. É a mulher que se imiscui nos destinos dos indivíduos, fazendo fórmulas e simpatias para influenciar as pessoas, geralmente para o mal. As leis de hoje não as perseguem, tomando conhecimento apenas de algum caso mais notório e prejudicial aos interesses coletivos. O povo lhe atribui males como o quebranto, o enguiço, o feitiço, e outros mais, e procura livrar-se deles com ensalmos, rezas e benzeduras.
Em texto publicado no Jornal do Commércio, de Recife, edição de 23.11.2001, a jornalista Carol Almeida diz que (sic) “Durante séculos de estudos, a bruxaria conseguiu criar uma tradição e uma sabedoria tão extensa quanto a história e princípios de qualquer religião. Porém, a eficácia de seus feitiços nunca foi capaz de desfazer o poder de seu maior inimigo: o preconceito. A magia hoje é de uma maneira fundamental vista sob duas perspectivas: ou como uma ornamentação, servindo de tema para motivos decorativos; ou como algo maléfico, perverso até. Em ambos os casos, a bruxaria é quase sempre esteriotipada. Nesta página, você poderá encontrar alguns dos objetos mais destacados da bruxaria moderna. Alguns deles, como as velas, podem ser usados independentemente de ser, ou não ser, um bruxo ou curioso da magia. Alguns, como o athame e a taça, por exemplo, são recomendados para as pessoas que já sabem manusear esses elementos. Em sua maioria, podem ser achados em casas esotéricas e lojas de umbanda.
No Recife, existe mais de uma dezena de covens (grupos de bruxos) que se reúnem periodicamente, alguns para estudar a história da magia, outros para fazer feitiços. Poucos são sérios, muitos são apenas resultado de uma ‘moda’ que começou quando o cinema e a televisão passaram a mostrar as bruxas de uma maneira mais simpática: jovens, bonitas e independentes. 'Magia não tem cor, tem intenção', diz Adriana (nome fictício), 25, em referência ao que muita gente associa como magia branca ou magia negra. A jovem bruxa, aliás, não quis se identificar pois, provavelmente, não a iriam levar a sério no trabalho. Segundo ela, o preconceito ainda é muito grande e poucas são as pessoas que acreditam. Boa parte desses bruxos estuda e se guia na tradição hoje mais popular da bruxaria moderna: a Wicca. Resumidamente, sua filosofia é baseada na celebração da natureza (e harmonia com ela) e no culto aos seus dois maiores deuses: a deusa Mãe e o deus Conífero, que em absolutamente nada tem a ver com a imagem do diabo que os cristãos pregaram na época da Inquisição".
Ao tratar em seu site (www.magianegra.com.pt) dos trabalhos de proféticos e de feitiçaria, Jorge Reinard revela que (sic) “Nos Estados Unidos, os índios foram barbaramente massacrados e votados ao ostracismo, desprovidos das suas terras, encarcerados em humilhantes reservas federais. Não se pense contudo que tudo isso ficou sem resposta. O troco foi dado por um feiticeiro índio de nome Tengstunatowa, que fazendo um poderoso trabalho de feitiçaria, acabou lançando 20 pedras a uma fogueira. As 20 pedras místicas do bruxedo, significavam que de 20 em 20 anos morreria tragicamente um presidente dos Estados Unidos da América. O feiticeiro índio escreveu ao presidente William H. Harrison informando-o da maldição que havia sido lançada sobre os presidentes dos homens brancos. Não sabemos se o presidente levou a sério esta carta, mas o fato é que ele morreu pouco depois. E o fato é que, de 20 em 20 anos morreu um presidente norte-americano, sempre em estranhas circunstancias, seja de acidentes, seja de envenenamento, seja de tiros, etc. A maldição durou 140 anos, nos quais 7 presidentes morreram conforme a bruxaria do velho feiticeiro. A feitiçaria só foi quebrada por Ronald Reagan, ou melhor, pela sua esposa Nancy, que consultando uma famosa astróloga, médium e mestre de artes esotéricas, conseguiu afastar do presidente o destino que fatalmente o aguardava. Assim, de fato o presidente foi baleado, mas não morreu".
A conferir...