O chupa-cabra é um bicho ou criatura estranha cujo nome se deriva do fato de que suas vítimas têm o sangue totalmente sugado, enquanto o corpo permanece intacto. A presença desse predador vampírino no Brasil foi relatada pela primeira vez em 1966, mas no ano seguinte as denúncias sobre seus ataques a animais domésticos se tornaram mais numerosas, principalmente nas proximidades da cidade paulista de Campinas, razão pela qual a imprensa escrita e falada da região passou a divulgar notícias a esse respeito, algumas delas de cunho alarmante e sensacionalista, provocando com isso um clima de medo nos moradores da zona rural de toda aquela área. Foi o bastante para que os registros sobre o fato se multiplicassem.
No site www.professorapollyana.com.br publicou-se texto esclarecedor sobre o assunto, dizendo que: “Há algum tempo vem-se falando no chupa-cabras, que teria aparecido nas zonas rurais da cidade de Sumaré, Monte Mor, Capivari e Rafard, municípios vizinhos de Campinas, SP, principalmente em 1997. Alguns habitantes dessas regiões afirmam que a morte de bois e ovelhas, cuja causa mortis é desconhecida, se deve a um animal de hábitos noturnos que ninguém viu, mas que a imaginação atribui ao chupa-cabras. As pessoas sérias são mais prudentes, afirmando que provavelmente a morte desses animais domésticos foi causada por algum predador como a onça-parda e o lobo-guará. Outros atribuem a morte a alguma seita satânica”.
O mesmo fez o jornal A Tribuna, de Campinas, SP, publicando em 8 de junho de 1997, texto de Paulo San Martin (Chupa-cabras, agora ele se tornou histeria coletiva), que dizia: "Na verdade, os casos de chupa-cabras registrados no mundo inteiro têm uma estrutura clássica e muito própria. As marcas deixadas por eles não podem ser confundidas com a de nenhum predador conhecido e a maneira como o ataque é realizado também não tem referência na zoologia e na biologia. Praticamente todo o sangue do animal morto é drenado e as feridas são inconfundíveis - como se tivessem sido feitas por garras longas e afiadas, semelhantes a navalhas. Em alguns casos são retirados, com precisão cirúrgica, órgãos e glândulas nobres. Nestes casos suspeita-se de ação humana. Em outros países como Porto Rico, México e interior dos EUA, algumas mortes de animais domésticos mutilados foram atribuídas ao chupa-cabras desde 1995. Tais animais não mostravam vestígios de sangue e alguns tinham seus órgãos internos removidos. Os que afirmam ter visto o chupa-cabras o descrevem como bípede, outros como quadrúpede, grande e peludo, mas de concreto não há nada”.
Diversos outros registros sobre essa estranha criatura estão à disposição de quem se dispuser a pesquisar o assunto, alguns sugerindo, inclusive, a existência de três possíveis explicações para o seu aparecimento: origem extraterrestre, mutação genética natural ou então provocada em laboratório pelo cruzamento de duas espécies. Em vários escritos menciona-se declaração de Osvaldo Mondini e seu irmão Eduardo, apresentados como ufólogos do CEPEX - (Centro de Estudos e Pesquisas Exológicas) de Sumaré, SP, afirmando que as mortes misteriosas começaram após a aparição de um objeto voador não-identificado em Americana, também em SP. De acordo com Osvaldo, foi em Sumaré que o chupa-cabra teria sido visto pela primeira vez, mas depois sua caminhada sem rumo conhecido o teria levado a passar por Hortolândia, Campinas, Capivari e Rafard, aonde teriam sido encontrados os seus últimos vestígios.
Lendas sobre criaturas sanguinárias fazem parte do folclore de todos os povos, sendo a do vampiro a mais conhecida de todas. No caso do chupa-cabra, sabe-se que a primeira informação a seu respeito surgiu nos Estados Unidos, em 1950, mas foi em 1956 que a notícia de um novo aparecimento seu no Arizona provocou a mesma sensação medrosa sentida por brasileiros cerca de meio século mais tarde. A partir dessa informação a fantástica criatura – que ninguém sabe se é homem ou se é bicho – passou a ser vista também em outros estados norte-americanos, como Novo México, Oregon, Michigan, Nova Jersey, e Flórida e também em países sul-americanos, como México, Porto Rico, Chile e finalmente Brasil.
A sua forma e aparência é indefinida. Os que afirmam já o terem visto o descrevem como bípede, quadrúpede; andando com duas pernas, mas se valendo das quatro que possui para correr; e que usa as pernas traseiras para saltar como um canguru. Ou então que o seu modo de caminhar é semelhante ao de um macaco. Para essas testemunhas, sua altura varia entre 1,35 e 1,70m; sua cabeça é oval e os olhos vermelhos e brilhantes; que possui algo semelhante a longos espinhos cobrindo suas costas da nuca às nádegas; quanto à pele, para uns ela é verde, semelhante à de um sapo, e para outros, parecida com a de um lagarto; no que diz respeito ao cheiro, a mesma discrepância: um grupo diz que o chupa-cabra exala um cheiro desagradável semelhante ao do enxofre, e outro garante que ele é inodoro. Seus supostos ataques sempre envolvem bovinos ou caprinos cujos corpos apresentam perfurações no pescoço, atribuídas a dois caninos grandes e voltados para fora do alinhamento normal dos outros dentes, mas as três garras grandes que possui nas patas também deixam sinais evidentes de que são utilizadas para segurar a presa, impedindo-se de se movimentar.
Muitas são também as versões sobre as origens do chupa-cabra. As mais fantasiosas defendem a idéia de que ele foi deixado aqui por extraterrestres, ou então de que se trata do resultado do cruzamento de um alienígena com animal terrestre, promovido por cientistas americanos. Uma terceira hipótese insinua que se trata de um morcego hematófago geneticamente modificado. E por aí vai.
Todas essas histórias ajudam a manter o mistério que cerca a existência do chupa-cabra, porque sempre haverá quem acredite nela. Da mesma forma como ninguém poderá afirmar que ele não existe, já que a própria vida é outro mistério indecifrável.