EFEMÉRIDA

Esses insetos pertencem à ordem dos Efeméridos, nome originado do grego Ephemeropteras (Ephemero – que significa curta duração + ptera -asas), da qual se conhecem muitas espécies amplamente distribuídas por todos os continentes. Eles possuem um ou dois pares de asas densamente reticuladas, sendo as anteriores grandes e triangulares, e as posteriores, pequenas e arredondadas, mantidas na posição vertical quando o inseto está em repouso.

 

São de cor clara esverdeada, e costumam surgir em abundância nos pontos onde exista muita luz, principalmente nos meses de abril e maio, pico da população adulta. Eles têm o abdome terminado em dois ou três fios multicoloridos, duas ou três vezes maiores que o corpo, raramente maior que um centímetro. O inseto adulto vive apenas algumas horas, quando muito um ou dois dias, enquanto a larva aquática leva de um a três anos para completar todas as mudas da pele, isto é, até atingir a forma adulta. A larva já possui os fios abdominais, embora mais curtos, e respira por meio das guelras abdominais que enfeitam cada segmento como franjas, no lugar dos futuros estigmas (abertura das traquéias ou dos sacos pulmonares).

 

Ao se transformar em ninfa, sua pele fende-se no dorso e, em poucos segundos, surge o inseto que sai voando e pousa sobre qualquer objeto, ai se fixando e saindo do invólucro. O adulto não tem aparelho bucal nem intestino, e por isso não come coisa alguma durante o pouco tempo em que vive, mas quando ainda está na fase de náiade (ninfa aquática) se alimenta de algas e diversas outras plantas aquáticas. O macho distingue-se da fêmea por ter olhos muito grandes.

 

O acasalamento faz-se às pressas, momentos antes da morte. Algumas espécies, em certas ocasiões, desenvolvem-se em tão grande número que formam verdadeiras nuvens. O interessante é que todos nascem no mesmo dia, apesar de ter durado anos a evolução, e voam em bandos compactos.


Freqüentemente emergem em quantidades enormes de lagos e rios, amontoando-se nas suas margens ou mesmo nas ruas mais próximas. Tanto os jovens como os adultos constituem alimento importante para os peixes de água doce, e por isso são usados como modelo para a fabricação de iscas artificiais.

 

Em www.documentários.org, publica-se que “as maiores efeméridas da Europa começaram a surgir em um rio da Hungria. Elas viveram 2 anos embaixo d’água e agora tem de voar para encontrar um parceiro. Os machos surgem primeiro e ainda vão passar por uma última transformação. Suas asas que eram incolores ficam azuis e seus filamentos no final do abdômen ficam maiores. Não tem boca ou estômago e tem de voar usando a energia corporal armazenada, que dá para 30 minutos de vôo. Em pouco tempo ficam sem combustível e não conseguem mais se manter no ar e morrem. As fêmeas ainda continuam a sua jornada e vão subir rio acima para procurar um lugar especial (...). Esses insetos passam muito tempo como larvas sem voar, e por isso o vôo para eles é um episódio curto em suas vidas”. (Na ilustração, foto de Walter Jacinto).

 

Atualmente são conhecidas cerca de 1500 espécies de Ephemerópteros, que receberam algumas designações populares: geralmente são chamados de efêmeros, efemeróideos ou efeméridas, sendo também identificados como siriris, que são os reprodutores de certas famílias de térmites (cupins). 

 

Em certa época do ano, os indivíduos novos e dos dois sexos desses insetos (aos quais o povo dá o nome de aleluias), voam à tarde, depois da chuva, e quando baixam à terra amputam suas longas asas para dar início a um novo ninho. Logo nascem os seus auxiliares, e daí em diante a rainha tem apenas o trabalho de por ovos. A térmite, também chamada cupim, formiga-branca, termes ou térmita, é uma grande destruidora do madeiramento das casas, ou de qualquer outro objeto feito com esse mesmo material.