INSETOS - Quantas espécies?

A palavra Biologia, ciência que estuda os fenômenos da vida e as leis que a regem, foi introduzida por Goofried Reinold Treviranus (1776-1837), um naturalista alemão autor do livro Biologie, Oder Philosophie der Lebenden Natur, sua obra principal. Do ponto de vista da classificação, ela se divide em Vegetal e Animal, incluindo-se no segundo grupo a Zoologia, que estuda a estrutura, funções, história e distribuição dos animais, de conformidade com suas diversas ramificações: Ornitologia (aves), Herpetologia (répteis), Protozoologia (protozoários), e assim por diante. Com relação aos insetos, eles são incluídos na Entomologia (de êntomo, inseto, e logia, estudo, ciência), razão pela qual os biólogos que os estudam são intitulados entomologistas.

 

A Entomologia tornou-se um dos ramos mais estudados da Zoologia mercê da grande importância que os insetos representam para o homem. As primeiras noções precisas sobre eles são encontradas nas obras de Aristóteles (384-322 antes de Cristo), filósofo grego que se interessou pelos animais a partir de um pedido feito por Alexandre, o Grande, da Macedônia, seu discípulo, que colocou à disposição do mestre grande número de caçadores e pescadores capazes de lhe prestar informações preciosas relacionadas com o seu trabalho.

 

Acredita-se que existam no planeta entre 5 a 10 milhões de espécies diferentes de insetos, mas até hoje apenas um milhão delas foi catalogada. Como são altamente adaptáveis, eles conseguem viver em terra firme, águas doces, salgadas ou termais, em regiões polares e desertos, e por isso são encontrados em qualquer lugar do planeta, representando cerca de dois terços das espécies animais existentes. Os insetos pertencem à divisão da qual também fazem parte as aranhas e os crustáceos, constituindo a maior e mais bem sucedida classe (Insecta) do reino animal.

 

Uma de suas classificações conhecidas agrupa esses seres em três grandes subclasses: a dos insetos sem asas, com 8 mil espécies; a dos insetos alados cuja mudança de forma ou estrutura do corpo tem um ciclo incompleto, como baratas, grilos, gafanhotos e cupins, com 132 mil espécies; e a dos insetos alados com um ciclo completo de metamorfose, como moscas, abelhas, borboletas e formigas, com 805 mil espécies. Por sua vez, essas três subclasses ramificam-se em trinta e uma ordens.

 

Se os examinarmos de perto, todo inseto é incrível. Seu mundo em miniatura oferece uma quantidade infinita de fatos surpreendentes para pesquisadores ou simples aficionados. No entanto, algumas cifras e características parecem beirar o limite do inverossímil. Dentre inúmeras particularidades interessantes sobre os insetos, a dos percevejos brasileiros é a de que eles desprendem um cheiro terrível quando são ameaçados. Exemplares de muitas das suas cinco mil espécies anunciam seu cheiro repugnante e mau gosto com cores brilhantes, para que possam ser facilmente identificados pelos predadores e assim não corram o risco de terminarem sendo devorados acidentalmente por eles. Enquanto as ninfas dos percevejos brasileiros se mantêm agrupadas, a mãe permanece sempre por perto, exalando um cheiro desagradável e batendo as asas para protegê-las das vespas parasitas.

 

Outras informações são encontradas no site www.animalplanetabrasil.com, como a do bicho-pau, por exemplo, que não só se parece com um galho, mas suas dimensões também chamam a atenção. O Baculum nematodes , do arquipélago malaio, mede sete centímetros de comprimento por menos de um milímetro e meio de espessura. Ou seja, é finíssimo. Outro bicho-pau, das selvas tropicais de Bornéu, tem mais de meio metro de comprimento, incluindo as patas. Também existem os gordinhos. Apesar de ser capaz de voar, o escaravelho Goliathus cassicus (de Golias, o gigante bíblico), da África tropical, chega a pesar 100 gramas. Imaginem: dez deles fazem um quilo de escaravelhos! Mas a fama de maior comilona do planeta parece ser da colorida mariposa Polifemo (nome do gigante cíclope que o mítico Aquiles enfrentou na Odisséia), da América do Norte. Suas larvas consomem, em 55 dias, uma quantidade de alimento equivalente a cerca de 85 mil vezes o seu peso”.

 

“Qual é o mais veloz entre os insetos voadores? Não se sabe com precisão, porque existem moscas, borboletas e mutucas que podem voar tranqüilamente a quase 40 km/h. Já a Ischnura saharensis (uma espécie de libélula) ostenta o recorde de 57 km/h. Algumas baratas dos trópicos também estão entre os insetos terrestres mais velozes. Durante experiências, elas superaram os 50 km/h. Mas nem é preciso procurar insetos exóticos para encontrar cifras surpreendentes. Uma simples formiga comum pode levantar até 30 vezes o volume de seu corpo, e até 50 vezes seu peso. E as moscas? Se a descendência de um único casal de moscas sobrevivesse integralmente, seriam cerca de 200 trilhões: um 2 seguido de 20 zeros... é mosca que não acaba mais. “