Em 1271 o aventureiro Marco Pólo (1254-1324) partiu de Veneza, Itália, com o pai e o tio, pensando em chegar à Ásia. Ao fim de quatro anos de viagem os três finalmente alcançaram a cidade chinesa de Pequim, após terem feito uma primeira escala na Síria e depois atravessado a Armênia, a Pérsia, o Afeganistão e a Ásia Central. O norte da China foi atingido através de Kachgar, Yarkand, Khotan, e os desertos de Lob-Nor e Gobi. De Chang-tu eles partiram para a corte do soberano mongol Kublai Khan, que encarregou Marco Pólo de missões diplomáticas na Ásia. Por seis anos Pólo cumpriu essas funções, cruzando o Tibete, a Conchinchina e a Birmânia, até que em 1291 os três venezianos iniciaram seu regresso à Europa, por via marítima. Partindo de Fu-Tcheu, no estreito de Formosa, fizeram escala em Sumatra, Ceilão e costa de Malabar, desembarcando em Ormuz, na Pérsia, e de lá retomando o caminho por terra.
Dirigindo-se para o norte eles chegaram a Trebizonda, às margens do mar Negro, e lá embarcaram rumo a Veneza, com passagem por Constantinopla. Aprisionado três anos depois pelos genoveses, Marco Pólo conheceu na prisão um indivíduo de nome Rusticello, que transcreveu suas narrativas em um livro, o Livro das Maravilhas, primeiro testemunho de um europeu sobre o Oriente. Apesar de ter sido difundida com relativo sucesso, a obra seria considerada uma coleção de absurdos até o início do século XVI, mas nem por isso deixou de ser lida por navegantes como Colombo e Vasco da Gama, sendo este último o primeiro a comprovar que o relato continha informações geográficas e climáticas precisas, bem como fazia um levantamento correto dos centros de produção e mercados orientais, de grande utilidade para a navegação portuguesa no Índico.
Nessa época Portugal estava em pleno ciclo das grandes navegações, tanto que o rei Dom Manuel I acrescentara ao título de “rei de Portugal e Algarves”, o de “senhor da conquista, navegação e comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia”, lugares aonde seus navios chegavam em busca de mercadorias diversas e especiarias como a pimenta, tão importante durante algum tempo para alguns países europeus, que chegou a constituir moeda. Foi assim que surgiu expressão “negócio da China”, sugerindo não só a origem de mercadorias desejadas até com avidez pelos consumidores da época, como também a lucratividade que se obtinha com a sua compra e venda. E é isso que a frase-feita permanece simbolizando até hoje: um bom negócio.
Até hoje a China continua atraindo a atenção de empresários do mundo inteiro. Com uma área aproximada de 9.600.000 km2, ela é o terceiro maior país do mundo em área territorial, e sua população de 1 bilhão e 313 milhões de habitantes (estimativa para Julho de 2006), a maior do planeta. A economia chinesa se equipara a de países como os Estados Unidos, o Japão e a França, mas sua qualidade de vida, pelo método do PIB per capita, se compara à dos pequenos e pobres países africanos. Enquanto que as grandes metrópoles chinesas não perdem em nada para cidades como Tóquio e Nova Iorque, a população rural, que compõe a maioria absoluta da população, vive praticamente na miséria, sendo que em alguns casos essas condições são idênticas às que existiam há centenas de anos.
Existem na China muitas cidades que se incluem entre as maiores do planeta, como Xangai, com 12.887.000 habitantes na região metropolitana (em 2000); e 9.537.000 na cidade (em 1998); Pequim, com 10.839.000 na região metropolitana (em 2000); e 7.336.000, na cidade (em 1998), Tianjin (9.156.000); Wuhan (5.169.000); Chongqing (4.900.000); Shenyang (4.828.000); Guangzou (Cantão) (3.893.000), além de mais 2.000 aglomerações urbanas, o que mantém o país na condição de mercado mais que atraente para empresários e investidores de países do mundo inteiro.