Outubro - IDOSO, DIA DO - 1° DE OUTUBRO

No dia 27 de janeiro de 1982, o governo do presidente João Batista Figueiredo divulgou um decreto que instituía aquele ano como o Ano Nacional do Idoso, criando também uma comissão para coordenar e apresentar sugestões sobre a questão dos idosos. Dos trabalhos dessa comissão nada se sabe, mas posteriormente a Comissão de Educação do Senado Federal estabeleceu em 27 de setembro de 1999 o Dia Nacional do Idoso, como data de comemoração da terceira idade, que também festeja no dia 1º de outubro o Dia Internacional do Idoso, ou Dia Internacional da 3ª Idade. Em 01/10/2003 foi sancionada a Lei 10.741, que criou o Estatuto do Idoso. A partir de 2006, a data oficial para comemoração do Dia do Idoso no Brasil passou para o dia 1° de outubro, de acordo com a Lei 11.433 de 28/12/2006.

 

Nunca, em toda a história, o número de idosos foi tão grande como agora, a maioria deles concentrada no continente europeu. Seu número, em 1995, já batia na casa dos 578 milhões, e daqui a trinta anos poderá representar cerca de 40% da população de países como a Alemanha, o Japão e a Itália, sendo este último, inclusive, o único a ter mais pessoas com 65 anos do que com menos de 15. Segundo estudos feitos pela Organização Mundial de Saúde, em 2050 a expectativa de vida nos países desenvolvidos será de 87,5 anos para homens e 92,5 para mulheres (contra 70,6 e 78,4, em 1998), enquanto nos países em desenvolvimento essa relação será de 82 e 86, respectivamente, contra 62,1 e 65,2. E esse número tende a aumentar em escala mundial, principalmente como conseqüência da redução observada na taxa de fecundidade, a medicina preventiva e a adoção de programas voltados para a qualidade de vida.  

 

O avanço da medicina e a melhora na qualidade de vida são as principais razões dessa elevação da expectativa de vida em todo o mundo. Apesar disso, ainda há muita desinformação sobre as particularidades do envelhecimento e o que é pior: muito preconceito e desrespeito em relação às pessoas da terceira idade, principalmente nos países pobres ou em desenvolvimento. No Brasil, são muitos os problemas enfrentados pelos idosos em seu dia-a-dia: a perda de contato com a força de trabalho, a desvalorização de aposentadorias e pensões, a depressão, o abandono da família, a falta de projetos e de atividades de lazer, além do difícil acesso a planos de saúde são os principais.

 

No censo realizado em 2000, o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, constatou que no Brasil existiam 30 idosos para 100 crianças, contra 16/100 em 1996. A maioria dos idosos (81%) vivia nas grandes cidades, e as capitais com maior número deles eram o Rio de Janeiro (12,8%) e Porto Alegre (11,8%). A população total de homens e mulheres na faixa etária conhecida como terceira idade, era de 14.536.019 pessoas, com 24.576 delas tendo cem anos de vida, ou mais. O montante de idosos era representado por 44,9% de homens, e 55,1% de mulheres, sendo que 8.964.850 deles tinham sobre os ombros a responsabilidade de manutenção dos seus domicílios. O Brasil, que já foi celebrado como o país dos jovens, tem hoje cerca de 14,5 milhões de idosos, ou 8% de sua população, e dentro de 20 anos será o sexto no mundo com o maior número de pessoas idosas. O dado serve de alerta para que o governo e a sociedade se preparem para essa nova realidade não tão distante.

 

Um grande problema para o idoso da atualidade é sua adaptação ao mundo moderno. Isso se explica em grande parte pela deficiência educacional que apresentam, porque na época de sua juventude, freqüentar escolas era privilégio de poucos. Daí o alto índice de analfabetismo que atinge essa população (5,1 milhões de idosos), concentrada principalmente na região Nordeste, que abrigava 56,1% desse total.

 

Segundo pesquisa do IBGE, no ano de 1999 apenas 26,9% do total de idosos no País possuía algum plano de saúde, sendo que em algumas regiões, como o Nordeste, por exemplo, essa taxa cai para 13%. As mulheres são ainda mais afetadas, porque vivem mais tempo e, em geral, com menos recursos e menos escolaridade. Diante desse quadro, o governo brasileiro precisa elaborar, o mais rápido possível, políticas sociais que preparem a sociedade para essa mudança da pirâmide populacional.

 

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