Junho - NAMORADOS, DIA DOS - 12 DE JUNHO
Uma versão pouco conhecida sobre essa data comemorativa revela que tudo começou em 249 da nossa era, quando Décio Caio Trajano foi proclamado imperador romano pelos soldados que comandava. Dois anos depois ele morreu em combate e foi substituído por Valentino, que preso pelos persas em 260 deixou o trono para o filho Galieno. Este era um déspota cruel e sanguinário, e por isso foi assassinado por seus oficiais em 268, durante o cerco ao general Aureolo, que havia se colocado como chefão do império. Resolvido o problema da usurpação, os comandantes imediatamente indicaram Marco Aurélio Cláudio Gótico como imperador, e sendo este um estrategista brilhante, contou com a aprovação unânime dos senadores em Roma, que viam nele a chance de eliminar a ameaça iminente da invasão bárbara.
Assim o poder foi entregue a Cláudio II, militar dedicado e consciente de que suas legiões deveriam estar bem preparadas para enfrentar os inimigos que rondavam o império. Daí, por achar que durante a guerra os legionários solteiros seriam mais eficientes que os casados, ele proibiu o casamento durante esse período, mas sua ordem não foi acatada por muitos soldados que recorriam a um padre chamado Valentim para realizar o matrimônio. Preso por causa disso, e condenado à morte, o religioso foi executado em 14 de fevereiro de 270, ou 273, e depois transformado em santo pelos cristãos. A partir do século 17 os franceses e ingleses começaram a comemorar nesta data (14 de fevereiro) o Dia de São Valentim, associando-a depois ao Dia dos Namorados. Foi a partir dessa época, portanto, que surgiu o costume da remessa de cartões ou dos enamorados se presentearem, e por isso o santo acabou se transformando em padroeiro dos apaixonados. Cem anos depois a idéia foi aproveitada pelos americanos, que criaram em seu país o Valentine’s Day.
Uma outra versão conta que na Roma antiga os lobos aproximavam-se perigosamente das casas, e por isso o povo romano pedia aos Lupercus, sacerdotes do deus Pã, que invocassem a divindade para manter os animais distantes. Por essa razão, eles comemoravam as lupercais no dia 15 de fevereiro. Nessas festas, que via de regra acabavam se transformando em verdadeiras orgias, costumava-se escrever os nomes das meninas romanas em pedaços de papel e colocá-los em frascos; depois, cada rapaz escolhia o seu papel, e a menina cujo nome estivesse anotado nele deveria ser sua namorada durante o resto do ano. Quando Roma se converteu ao cristianismo, os padres mudaram o feriado de Lupercália, comemorado no dia 15, para o dia 14 de fevereiro, em homenagem ao padre Valentim.
Para os antigos gregos e romanos, Eros (ou Cupido) era o deus do amor, representado por uma criança sempre armada com seu arco e flechas. Como, aliás, acontece até hoje. Os deuses e homens atingidos pelas setas que o deus arqueiro disparava ficavam completamente apaixonados, mas a lenda diz que um dia ele finalmente provou do próprio veneno, pois acabou se apaixonando pela jovem e bela Psiquê, com a qual acabou se casando. Mas Psiquê, por ser mortal, não podia olhar o rosto do marido, que era um Deus, e essa limitação provocou tantos problemas e desencontros que os outros deuses resolveram torná-la igual a eles, para que o casal pudesse viver eternamente o seu grande amor.
Apesar dos americanos comemorarem o Valentine’s Day em 14 de fevereiro, o Dia dos Namorados é lembrado no Brasil em 12 de junho, desde 1949, porque o publicitário João Dória, ao retornar de viagem que fizera ao exterior, sugeriu aos comerciantes que esse seria um motivo excelente para estimular seus negócios em um mês de vendas reconhecidamente fracas. E eles aceitaram a idéia, escolhendo então, como slogan da campanha, a frase “não é só com beijos que se prova o amor”, e como data para comemoração, a véspera do Dia de Santo Antônio, que é o santo casamenteiro. E assim ficou sendo, até hoje.
Para quem anda sozinho e sem amor, existem algumas simpatias que talvez possam dar uma mãozinha ao destino. Como o Dia dos Namorados é comemorado na véspera do Dia de Santo Antônio, a imagem do santo casamenteiro quase sempre está associada a esses pedidos espirituais de socorro, que se porventura não solucionam o problema do solicitante, por outro lado não causam mal a ninguém. Aqui estão duas delas:
1) - na manhã do dia dos namorados, escrever o nome completo da pessoa amada em uma fita azul. À noite, contar sete estrelas no céu, sem apontá-las, e pedir a ajuda de Santo Antônio para a conquista do coração de quem se ama. No dia seguinte, amarrar a fita nos pés da imagem do santo e deixá-la assim até que o pedido seja concretizado.
2) - para fazer o namorado voltar, amarrar sete fitas coloridas em uma imagem de Santo Antônio. Depois, guardar a estátua de cabeça para baixo. só a desvirando e retirando as fitas quando o namorado voltar.





