Esqueleto - PÉ
No homem, o esqueleto do pé compreende o tarso, o metatarso e as falanges. O tarso e o metatarso formam o pé, propriamente dito, em que os ossos ficam ligados entre si por meio de articulações e de partes moles. Na mesma região ocorrem também os ossos sesamóides (semelhantes ou parecidos com a semente do sésamo), assim chamados porque são curtos e arredondados, ou ovais.
O tarso é constituído de sete ossos articulados entre si e agrupados do seguinte modo: dois na primeira série: astrágalo e calcâneo; um central: escafóide, ou navicular; e quatro na série afastada do centro: primeiro, segundo e terceiro cuneiformes e cubóide. O astrágalo, ou talus, articula-se com os do metatarso, que por sua vez é constituído de cinco ossos, dois dos quais se articulam com o cubóide, e os outros três com cada um dos cuneiformes. Cada dedo possui três falanges, com exceção do polegar, que tem duas.
Em posição normal ereta, o pé coloca-se horizontalmente, em ângulo reto com a perna; a parte superior constitui o dorso, a inferior, a planta ou sola do pé. Os movimentos dos pés são efetuados, além dos músculos da perna, por meio de seus tendões e também por músculos intrínsecos.
Quando acordamos pela manhã, botamos o pé para fora da cama e começamos a dar os primeiros passos do dia, nem pensamos no que estamos fazendo. Caminhar é um ato natural para a maioria das pessoas, como respirar, falar, comer. Entretanto, caminhar é uma das funções mais complexas do corpo humano. Envolve nada mais nada menos que 650 músculos do corpo e cerca de 80% dos 208 ossos que compõem o esqueleto humano. Mas é sobre o pé - uma estrutura perfeita sustentada por 26 ossos diferentes e 27 articulações - que repousa a grande responsabilidade de fazer com que o caminhar seja harmônico, suave e prazeroso.
O pé foi concebido pela natureza para apoiar e equilibrar o corpo sobre o solo, mantendo-o ereto, e também para ser a peça fundamental do processo de locomoção do homem. Sua forma e sua estrutura interna lhe permitem atuar não só como um suporte ou pedestal para o corpo, mas também, e ao mesmo tempo como um sistema de alavancas que o impulsionam durante o ato de caminhar, correr, saltar, e como elemento amortecedor dos impactos que recebe do solo. Mesmo sendo um dos mais negligenciados mecanismos vitais do nosso corpo, ainda assim ele é capaz de cumprir sua tarefa mesmo sob condições adversas e pressões, graças à sua estrutura perfeita. Por isso o calçado que o envolve e protege deve ter características que lhe permitam protegê-lo em qualquer circunstância, sem prejudicá-lo ou causar-lhe qualquer dano.
Dependendo de como foi concebido pelo fabricante, e também escolhido pelo consumidor, o calçado afetará de forma positiva ou negativa a saúde e a performance do pé e de todo o corpo. Sendo curto, ele comprime o pé e não o deixa desempenhar sua função, que é, ao caminhar, distribuir todo peso do corpo por inteiro. Para que isso não aconteça torna-se necessário calçar sapatos com folga suficiente, evitando assim que os dedos fiquem apertados. Por outro lado, muita folga também causa problemas: caso ela seja maior que o necessário, pode provocar bolhas e calos. O correto, pois, é calçar sapatos que envolvam os pés, mas os deixem confortáveis.
Outra situação bastante comum entre as mulheres é a adequação da altura dos saltos nos calçados por elas usados. Cada tipo de salto provoca um tipo de acomodação dos pés, e como isso geralmente é desconsiderado, é sempre bom lembrar que o salto inadequado pode prejudicar até mesmo à coluna vertebral.
- As sapatilhas sem salto provocam pequeno desequilíbrio (43% do peso do corpo sobre o ante-pé e 57% sobre os calcanhares), mas essa disparidade não chega a resultar em desconforto.
- Os saltos de 2 centímetros são os ideais, já que proporcionam conforto, boa marcha, e melhor equilíbrio. Com eles o peso do corpo é distribuído por igual entre as partes traseira e dianteira dos pés.
- Os saltos de 4 centímetros são ótimos para quem tem pés cavados, mas para a maioria das pessoas implicam distribuição de peso inversa à verificada com sapatilhas: 43% sobre o calcanhar e 57% sobre o ante-pé. São toleráveis.
- Os saltos de 6 centímetros prejudicam a funcionalidade dos pés, e quando somados ao bico fino, podem provocar joanetes, calosidades e inflamação no calcanhar. Com eles, cerca de 75% do peso do corpo recai sobre o ante-pé.
- Já os saltos com mais de seis centímetros são um despropósito, uma vez que aumentam as chances de surgimento dos vários problemas já citados. Com plataformas, então, haja equilíbrio!...
Sapatos inadequados são responsáveis por 90% das doenças dos pés. Isso não deve ser deixado de lado na hora de sua compra. Flexibilidade da sola, material macio, bico amplo e salto em torno de três centímetros, são as características básicas de um sapato “saudável”.





