Período republicano - PRESIDENTES DA REPÚBLICA - De 1889 a 1910
1) MANUEL DEODORO DA FONSECA, Marechal
De 15/11/1889 a 25/02/1891
Vice: Floriano Vieira Peixoto
Ao invés de assinar um termo de posse, como posteriormente se tornaria padrão, o primeiro governo republicano publicou uma ata da proclamação e o Decreto nº 1, estabelecendo as normas governamentais que passariam a vigorar. O Livro de Posse só foi inaugurado em 1891. Enfrentando forte oposição no Congresso, onde não contava com a maioria, Deodoro o dissolveu a 3 de novembro, o que provocou uma revolta da esquadra. Diante disso, o presidente renunciou em 23 de novembro de 1891, passando o cargo a seu substituto legal.
2) FLORIANO VIEIRA PEIXOTO, Marechal
De 23/11/1891 a 15/11/1894
Vice: Não houve
Assumiu a presidência após a renúncia do marechal Manuel Deodoro da Fonseca. Conhecido como Marechal de Ferro, enfrentou duas rebeliões: a Revolta da Armada, no Rio de Janeiro, e a Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul. Esses eventos fizeram com que por diversas vezes, ao longo de seu mandato, fosse decretado o estado de sítio.
3) PRUDENTE JOSÉ DE MORAIS E BARROS
De 15/11/1894 a 15/11/1898
Vice: Manuel Vitorino Pereira
Como primeiro presidente civil da República, sua eleição marcou o término da presença de militares no governo do país, inaugurando a representação dos interesses das oligarquias agrícolas e paulistas, sobretudo as do café. Prudente de Morais licenciou-se do cargo em 10/11/1896, por motivo de doença, agravando uma crise política, que passou a ser enfrentada pelo vice-presidente Manuel Vitorino. Reassumiu a presidência na nova sede do governo, o Palácio do Catete, em 4 de março de 1897.
4) MANOEL FERRAZ DE CAMPOS SALES
De 15/11/1898 a 15/11/1902
Vice: Francisco de Assis Rosa e Silva
A eleição de Campos Sales expressou o triunfo da oligarquia cafeeira paulista, diante do esfacelamento da atividade política dos militares "jacobinos", envolvidos na tentativa de assassinato do presidente Prudente de Morais. Campos Sales concebeu a chamada "política dos governadores", que consistia em apoiar os grupos dominantes aliados ao governo federal em cada estado. Campos Sales criou o Instituto de Manguinhos, voltado, entre outras atribuições, para a fabricação de vacinas contra a peste bubônica. O Brasil contava, em 1900, com 17.318.554 habitantes, dos quais 64% viviam no campo.
5) FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES
De 15/11/1902 a 15/11/1906
Vice: Francisco Silviano de Almeida Brandão/Afonso Augusto Moreira Pena
Rodrigues Alves centrou suas atenções no programa de remodelação urbana e de saneamento da capital da República. O engenheiro Pereira Passos foi nomeado prefeito da cidade do Rio de Janeiro, com plenos poderes para a implementação das reformas de modernização. O porto foi ampliado, os antigos quarteirões com seus cortiços foram demolidos e os moradores transferidos para a periferia, abrindo espaço para o alargamento de ruas e a construção de novas avenidas, entre elas a avenida Central, atual avenida Rio Branco. Francisco Silviano de Almeida Brandão morreu antes de tomar posse, e por isso Afonso Augusto Moreira Pena foi eleito para substituí-lo, assumindo o cargo em 25 de junho de 1903.
6) AFONSO AUGUSTO MOREIRA PENA
De 15/11/1906 a 15/11/1910
Vice: Nilo Peçanha
Afonso Pena deu continuidade ao programa de reaparelhamento das ferrovias e portos, iniciado por seu antecessor; também implementou a reorganização do Exército sob a supervisão do ministro da Guerra, general Hermes da Fonseca; e disponibilizou, em 1907, os recursos necessários para que Cândido Rondon realizasse a ligação do Rio de Janeiro à Amazônia pelo fio telegráfico. Faleceu em 14/06/1909, durante o exercício do mandato, e por isso Nilo Peçanha assumiu o cargo.
7) NILO PEÇANHA
De 14/06/1909 a 15/11/1910
Vice: não houve
Assumiu a presidência após a morte de Afonso Pena. Enfrentou o agravamento dos conflitos entre as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais, decorrentes da campanha civilista, realizando intervenções em alguns estados para garantir a posse dos presidentes aliados ao governo federal. Dentre suas realizações, destacaram-se o impulso ao ensino técnico-profissional, a reorganização do Ministério da Agricultura e a criação do Serviço de Proteção ao Índio, sob a direção do tenente-coronel Cândido Rondon. Em 1910, a população do Brasil era de 23.151.669 habitantes, dos quais cerca de 67% viviam no campo.





