Moluscos - LULA
As lulas são moluscos marinhos que pertencem à classe dos Cefalópodes (pés na cabeça), família que inclui o polvo, o nautilus e o choco. Elas usam a luz, a cor e a forma para comunicar-se entre si e enganar outras criaturas marinhas, usando, para isso, as minúsculas bolsas de pigmento (cromatóforos) que possuem na pele, e que lhes possibilitam exprimir seu humor ou mudança na aparência (mimetismo).
As que vivem em águas profundas podem substituir essas bolsas por minúsculos órgãos geradores de luz (fotóforos), que criam padrões de emissões luminosas. Enquanto caçam, elas emitem reflexos coloridos do corpo, que variam de faixas brancas a manchas amarelas e listras sólidas.
Os cientistas estão convencidos de que tais mudanças refletem as emoções das lulas – medo, alarme, excitação, agressividade – e servem como meio de comunicação entre elas. O espetáculo de luzes e cores também pode ser empregado para enganar a presa incauta, ou como camuflagem ao emboscar uma vítima - ao ficar à espreita ela muda de cores conforme o meio ambiente e torna-se quase invisível. A mudança de forma é outro truque de camuflagem.
São duas as principais diferenças físicas entre polvos e lulas – (1) as lulas têm um corpo alongado em forma de tubo, ao passo que os polvos são mais arredondados; (2) além dos oito braços, que são comuns aos dois moluscos, as lulas ainda têm um par de tentáculos e nadadeiras ao longo do corpo. Por isso são classificadas como decápodes (dez tentáculos), e os polvos como octópodes (oito tentáculos). Quanto ao comportamento, polvos e lulas também são diferentes: os primeiros vivem se arrastando no fundo do mar, mas as lulas nadam bem perto da superfície, onde ficam os pequenos animais que lhes servem de alimento.
Como são carnívoras e grandes caçadoras, as lulas alimentam-se de peixes, camarões, caranguejos, lulas e outros vertebrados que capturam com os braços e matam com o veneno produzido por um par de glândulas. Para ingeri-los, elas cortam e rasgam as presas com duas mandíbulas móveis em forma de bico, e depois trituram pedaços do alimento com sua rádula quitinosa, uma fita membranosa móvel com numerosos dentes dispostos em filas transversais, e produzida com quitina, substância de que é feita a carapaça dos crustáceos. Para movimentar-se em busca de comida, elas expelem para fora do corpo, através de um órgão denominado funil, jatos da água que circula pela sua cavidade respiratória, conseguindo alcançar, dessa forma, a maior velocidade entre os cefalópodes (na ilustração, jovem lula gigante de 7 metros capturada em 2006 nas ilhas Ogasawara, no Japão, pela equipe do cientista Tsunemi Kudodera).
A reprodução das lulas é sexuada, ou seja, o macho transfere o esperma para o corpo da fêmea pelo funil. Na época da reprodução, a fêmea da lula comum armazena o esperma do macho em uma cavidade sob a boca, até os seus ovos estarem prontos para a fecundação. Chegada a hora, ela retira os ovos (em cordões) de dentro do próprio corpo, e para assegurar-se de que sejam fecundados, aperta-os um a um contra o pacote de espermatozóides. Os ovos fertilizados formam uma massa gelatinosa que ela esconde em buracos ou sob pedras. Os filhotes, miniaturas dos pais, nascem entre quatro e oito semanas, e alimentam-se de planton até alcançarem a idade adulta.
Dentre as 300 espécies de lulas, as gigantes são conhecidas cientificamente pelo nome de Architeuthis, dado a elas em 1856 por Johannes Japetus Smith Steenstrup (1813-1897), zoólogo dinamarquês. Desde o começo da navegação marítima no norte da Europa, falava-se do Kraken, monstro de grandes tentáculos que arrastava navios para o fundo do mar. Acreditava-se que essa história fosse fruto da imaginação dos marinheiros, mas tudo se mostrou aparentemente real quando corpos de lulas gigantes começaram a encalhar em algumas praias daquele continente, levados pelas correntes marítimas.
Em Setembro de 2002 encontraram em Carrandi, nas Astúrias, Espanha, um Architeuthis macho, hoje integrando a exposição da Coordenadoria para Estudo e Recuperação das Espécies Marinhas (Cepesma) na localidade de Luarca. O exemplar em questão mede seis metros e pesa 50 quilos. As lulas gigantes dispõem de fotóforos na terminação de seus tentáculos, os maiores órgãos luminescentes da natureza, do tamanho de uma bola de futebol. Ainda não se determinou qual seria a sua utilidade, mas acredita-se que sirvam para comunicação e atração de presas.. Estes órgãos possuem pálpebras com as quais as lulas podem piscar, fazendo um jogo de luzes.
A lula (assim como o polvo e a sépia) tem os olhos mais desenvolvidos de todos os invertebrados. Os de uma lula adulta (que pode chegar aos dezoito metros de comprimento) são do tamanho de uma bola de futebol. Normalmente a lula anda para trás, mas pode mudar instantaneamente o rumo para onde vai alterando a direção de seu funil. As nadadeiras laterais, assim como os estabilizadores de um submarino, ajustam os ângulos da subida e descida.
Com suas reações rápidas, seus enormes olhos semelhantes a lentes fotográficas, e um armamento de dez tentáculos providos de ventosas, a lula é um predador marinho muito bem equipado. Existem as do tamanho de um dedo que são extremamente bem sucedidas, e uma espécie de 15 metros já apareceu em praia da Nova Zelândia. Porém, pedaços de tentáculos encontrados no estômago de baleias sugerem a possibilidade de haver, nos abismos oceânicos, lulas que fariam o espécime neozelandês parecer uma miniatura.






Preciso pr segunda-feira as respostas:\r\n\r\nPr q servem as \"bolinhas\" espalhadas pelo tentáculo da lula?\r\n\r\nQual a função nadadeiras da lula?\r\n