Pré-históricos - DINOSSAUROS - Sua extinção

Durante 160 milhões de anos os dinossauros reinaram no planeta. Ao longo de quase todo o Mesozóico, era que na escala do tempo geológico compreende entre 251 a 65,5 milhões de anos (períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo), esses animais dominaram a Terra, até que no início do Paleoceno (66,5 a 55,8 milhões de anos) eles entraram em acentuada decadência, extinguindo-se rapidamente. Muitas teorias foram apresentadas na tentativa de explicar esse fenômeno considerado como a segunda maior extinção da vida terrestre e marinha, inferior apenas à que aconteceu no Pérmico (299 e 251 milhões de anos), quando 95% da vida na Terra desapareceu no evento conhecido como Extinção Permiana.

 

Na tentativa de explicar o fenômeno alguns pesquisadores sugeriram, por exemplo, que a flora e a conformação do terreno talvez tivessem sido modificadas por erupções vulcânicas ou movimentos da crosta terrestre, impossibilitando a sobrevivência dos dinossauros, mas essa teoria acabou sendo abandonada porque desconsiderava a extinção simultânea dos répteis aquáticos e aéreos, que não poderiam ter sido igualmente afetados por transformações ecológicas ocorridas na superfície e nas zonas pantanosas. Outra idéia atribuía a extinção daqueles animais a uma forte glaciação que teria coberto a Terra de gelo, porém, mais tarde descobriu-se que essa alteração climática só aconteceria 50 milhões de anos depois da morte do último dinossauro, e que, além do mais, as plantas fósseis contemporâneas ao fim dos grandes répteis, indicavam a predominância de um clima temperado ou tropical vigorando no mesmo período.

 

Outros paleontólogos preferiram indicar as radiações e epidemias como causadoras do misterioso desaparecimento, mas essas hipóteses não foram comprovadas e, portanto, deixadas de lado. Daí, a atenção dos estudiosos se concentrou na possibilidade de que mudanças ecológicas ocorridas naquele período de tempo, tal como o surgimento da flora atual, haviam tornado os dinossauros menos adaptados às novas condições de vida, e com isso as espécies de grandes dimensões, necessitadas de alimentação volumosa adequada ao seu peso e tamanho, já não conseguiam satisfazer suas exigências alimentares O resultado foi que essa situação originou uma competição feroz pela sobrevivência, que por sua vez acarretou a decadência dos herbívoros, à qual se seguiu imediatamente a decadência dos carnívoros que deles se alimentavam, processo do qual sobreviveram apenas aqueles que revelaram maior poder de adaptação, entre os quais não se enquadravam os grandes répteis. Algumas dessas espécies sobreviventes iriam, já no Paleoceno, dar origem a uma nova forma de vida: os mamíferos.

 

Outras teorias a respeito subsistiram por algum tempo, como a de que o cérebro diminuto dos dinossauros não lhes teria dado a competência necessária para sobreviver; ou a de que eles teriam atingido o estágio final de sua evolução, e por isso não conseguiram mais se adaptar às mudanças ecológicas e climáticas que ocorriam; ou ainda, a de que certas doenças poderiam ter dizimado os grandes répteis. Mas nenhuma delas resistiu a um exame atencioso, e por isso todas desapareceram da mesma forma como surgiram: rápida e anonimamente. Na ilustração acima, o Brachiosaurus, um dos maiores animais terrestres já aparecidos no planeta. Pesava quase 80 toneladas; ou seja, 20 vezes mais que o maior elefante da atualidade. Sua postura ereta e longas patas dianteiras lhe permitiam alimentar-se de plantas em alturas que nenhum outro dinossauro conseguia alcançar.

 

Apesar de todas essas suposições, a teoria mais difundida no mundo é a de que há 65 milhões de anos um enorme meteoro caiu na Terra. A colisão ocorreu em Chicxulub, península do Iucatan, México, detonou uma explosão com potência absurdamente alta, resultou em uma cratera com 180 quilômetros de diâmetro, e provocou uma série de conseqüências devastadoras, como a morte de milhares de animais em uma área cujo diâmetro avançava por quilômetros; um enorme maremoto que varreu as áreas costeiras do planeta; terremotos e erupções vulcânicas responsáveis pelo lançamento de enormes quantidades de lava (que destruíram extensas áreas do planeta), e gases tóxicos (que se juntaram à poeira levantada pelo impacto e formaram uma espessa camada ao redor do planeta, impedindo a passagem da luz solar durante algum tempo). Sem luz solar, as plantas murcharam e feneceram; sem elas, os dinossauros herbívoros, consumidores de enormes quantidades de vegetais, não tinham como se alimentar e por isso morreram de fome; e com a falta deles, os répteis carnívoros também sucumbiram. O que decretou o fim dos dinossauros.

 

Embora essa versão sobre o desaparecimento dos dinossauros seja a mais conhecida, pesquisas recentes concluíram que o impacto do meteoro em terras mexicanas ocorreu 300 mil anos antes da época em que os grandes répteis desapareceram do planeta, o que deu lugar e vez a novas explicações sobre esse episódio. Uma delas sugere que milhares de anos após a queda do corpo celeste em Chicxulub, um outro teria se chocado com o planeta, dessa vez no oceano, provocando ondas gigantescas que teriam atingido o continente e exterminando os dinossauros e outras espécies. Essa hipótese foi reforçada pela descoberta, em 1987, de uma cratera submarina na Nova Escócia, Canadá, com um diâmetro de 45 quilômetros, conhecida como cratera de Montagnais, e cuja idade é de aproximadamente 65 milhões de anos, o que tem dado motivo para muitos estudiosos afirmarem que, provavelmente, ela tem relação direta com a grande extinção de animais ocorrida naquele mesmo período.

 

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