A a D - ADÃO E EVA
Primeiro homem e primeira mulher, segundo a Bíblia. Diz o livro do Gênesis que Deus criou Adão com o limo da terra, à sua imagem e semelhança, dando-lhe depois uma companheira, Eva. E colocou o casal no Jardim do Éden, onde tinham comida, abrigo e lazer. Só não podiam provar do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Mas a serpente (posteriormente identificada com Satanás) persuadiu a mulher a desobedecer a Deus. Ela comeu o fruto (que uma tradução não-bíblica diz ter sido a maçã) e incitou Adão a imitá-la.
Em conseqüência, seus olhos abriram-se, e pela primeira vez o casal sentiu vergonha de sua nudez, e a cobriu. Descoberta a desobediência, Deus expulsou-os do paraíso para um mundo onde conheceriam a necessidade de trabalho, a dor e a morte. Adão teria morrido aos 930 anos, depois de errar sobre a Terra, e teve como filhos Caim, Abel, Set e várias filhas. Segundo a tradição hebraica, foi enterrado em Hebron, mas uma lenda cristã afirma que isso foi feito no Gólgota, onde Jesus seria crucificado. (Na ilustração acima, o anjo expulsa Adão e Eva do paraíso - Tela de Charles Joseph).
Os rabinos apresentam várias interpretações a respeito da figura de Adão, considerando-o de corpo semelhante ao dos anjos, de grande perfeição de sentidos e de uma sabedoria absoluta; outros pretendem que o primeiro homem e a primeira mulher tenham estado, de início, reunidos em um mesmo organismo. Para os muçulmanos, a tentação do demônio resultou de uma vingança contra Adão, que lhe tomara o lugar no paraíso.
Em www.pt.wikipedia.org lê-se que “A Igreja Católica, assim como muitas outras religiões cristãs, condenam o poligenismo, ou seja, que teriam existido vários casais humanos que deram origem a todo o resto da humanidade. A Igreja não condena, entretanto, a teoria da evolução, pois a forma como teria surgido a matéria corpórea não faz parte do depósito de fé da Igreja. A Igreja deixa aberta esta discussão, segundo a ‘Carta Encíclica Humanis Generis’, desde que o fiel creia que em algum momento Deus concedeu ao homem uma alma, que o diferenciou dos outros animais. Ainda segundo a Carta Encíclica, o poligenismo não está em discussão, visto que esta idéia não se harmoniza com a explicação do pecado original, que foi cometido por apenas um homem. Sendo assim, a Igreja ensina a todos os fiéis que Adão e Eva são verdadeiramente os únicos primeiros pais da humanidade, criados por Deus, a quem Ele concedeu uma alma, e que foram criados em estado de graça, mas que havendo o desejo de tornarem-se como o seu criador, pecaram por desobediência e por isso foram destituídos da graça santificante, fazendo com que toda humanidade ficasse privada da perfeição. Esta graça, segundo o que ensina a Igreja Católica, foi concedida novamente através do batismo estabelecido por Cristo”.
Em www.br.geocities.com, a informação é a de que “Os mitos ocidentais relacionados com a origem humana, por vezes, tratam da perda de uma condição feliz jamais alcançada depois na história. Tanto os assírios, babilônios, judeus e helenos, como os índios Kaingang, do sul do Brasil, concordam que a matéria prima para feitura dos primeiros homens seria o barro. O termo hebraico 'adam' vem de 'adama', terra, e quer dizer aquele que surgiu da terra. Quanto à mulher, entretanto, há divergências. No Antigo Testamento, Eva seria uma parte retirada do próprio homem, por Deus, a fim de lhe fazer companhia. Por outro lado, na 'Teogonia', e em 'Trabalhos e os Dias', de Hesíodo, (séculos 8 ou 7 a.C.), Pandora seria um 'presente' que Zeus mandara fazer para prejudicar aos homens, criaturas de Prometeu, um desafeto do cronida. Em ambos os casos, a desatenção da mulher acaba por acarretar à perda do paraíso para a humanidade, que passa a conviver com os males do mundo, sendo obrigada a sobreviver com o suor do rosto” (na ilustração, pintura de Lucas Cranash, 1531).
Por outro lado, o Centro Apologético Cristão de Pesquisas (www.cacp.org.br) publica texto assinado por Paulo Cristiano da Silva, afirmando que no livro Tranquilamente Católico, editora Paulus, “o senhor José Fernandes de Oliveira, mais conhecido como padre Zezinho, um dos mais destacados representantes da igreja Católica Apostólica Romana, escandaliza católicos e evangélicos com a alegação de que muitos personagens da Bíblia eram apenas ‘conto da carochinha’, inclusive o primeiro casal bíblico, Adão e Eva”. E cita frase atribuída ao escritor e teólogo Joe E. Tarry, que referindo-se aos ataques e críticas contra a palavra de Deus, teria dito: “É fácil entender os ataques fora da igreja, mas é difícil entender os de dentro dela”.





