Mundo Misterioso - CÍRCULOS NAS COLHEITAS

Círculos nas colheitas é o nome dado aos conjuntos de figuras geométricas que em sua quase totalidade (mais de 90%) têm sido misteriosamente desenhadas em campos de cultivo do sudoeste da Inglaterra. O restante vem ocorrendo em propriedades agrícolas da Austrália, Estados Unidos, França, Canadá e alguns outros países. Estima-se que mais de 10 mil dessas figuras já tenham sido descobertas em todo o mundo, sem que até hoje os estudiosos consigam explicar satisfatoriamente como elas foram feitas, ou o que representam.

 

Tais círculos constituem um emaranhado de diferentes formas geométricas dispostas organizadamente em trechos que podem se estender por algumas centenas de metros, chegando, em alguns casos, a mostrar mais de duzentos desses desenhos em cada sítio onde são feitos. Neles, ou em suas proximidades, ainda não foram encontrados vestígios de que tenham sido feitos por humanos, tais como pegadas, sinais de pneus ou qualquer outra pista que possa indicar quem teria sido seu autor, ou autores, nem muito menos indícios de que as plantas destruídas em seu interior tenham sido manipuladas por pessoas.

 

Apesar da imprensa de vários países ter noticiado que os primeiros círculos apareceram nos campos do sul da Inglaterra por volta da década de 1970, e a partir daí aumentado em número e complexidade de desenhos, o primeiro registro conhecido a esse respeito é datado de 22 de agosto de 1678, quando um jornal tablóide inglês publicou matéria com o título Demônio Ceifador, revelando que uma plantação de aveia fora ceifada misteriosamente durante a noite. Enquanto isso acontecia, os vizinhos mais próximos supunham que o fogo a estava consumindo em virtude do clarão que iluminou aquela área durante algum tempo, e visto por eles de suas propriedades.

 

Recentemente o Discovery Chanel publicou matéria tratando desse assunto, onde diz que nos últimos trinta anos os círculos nas colheitas têm aparecido em campos de todo o mundo, mas variando, agora, de formas simples e geométricas a composições complexas e desenhadas cuidadosamente. O site faz alusão às teorias nas quais seus autores seriam tripulantes de discos voadores que aterrissam e achatam as plantações com suas naves, ou então que sejam simplesmente mensagens deixadas por alienígenas visitantes, mas ainda não decifradas. Paralelamente, outros observadores acreditam que os círculos são criados por raios de microondas emitidos de satélites em órbita na Terra, enquanto mais algumas explicações afirmam que eles são feitos por homens na tentativa de convencer o público de que há vida extraterrestre na Terra. Em resposta, os opositores dessa tese argumentam que os viajantes do espaço, quaisquer que sejam, não teriam nenhum motivo para viajar até o nosso planeta com a única missão de achatar alguns campos de trigo e cevada, já que qualquer contato entre eles e nós poderia ser feito de forma mais fácil e compreensiva.

 

Apesar das discussões em torno do assunto, o que se sabe realmente é que desenhos com lindos padrões geométricos continuam surgindo nos campos de algumas partes do mundo, sem que alguém apresente uma explicação que confirme ou negue de forma irrefutável a autenticidade desses fatos, assim como também a do mistério que os cerca.

 

No princípio os círculos nas colheitas eram apenas figuras geométricas feitas com o acamamento das plantas na lavoura sem que os seus caules se quebrassem, apesar dessa dobradura chegar aos noventa graus de inclinação, e quase sempre a uma altura de 20% do vegetal. Às vezes, pés de trigo ou cevada, situados lado a lado na mesma linha da plantação, apareciam dobrados em direções opostas, rente ao chão, e assim continuavam a crescer. E onde isso acontecia não se descobriam vestígios de movimentação humana. Mas aos poucos eles foram se tornando mais complexos, acabando por se transformarem em círculos duplos, triplos, quádruplos e até quíntuplos, com anéis e figuras ovais, triangulares, em espirais e de outros tipos, inclusive recortes assemelhados a degraus entre um círculo e outro.

 

Outro ponto curioso é que os desenhos se alteram a cada ano, mostrando modelos específicos. Os relatos sobre tais enigmas registram que há alguns anos, em 1993, por exemplo, a preferência recaía sobre os padrões geométricos; em 1994, representavam escorpiões, aranhas e outros insetos; e já no ano seguinte a idéia transmitida pelos amassamentos era a de que os padrões adotados pelo autor, ou autores, sugeriam sistemas solares, cinturões de asteróides e outras figuras planetárias. Sobre essa particularidade, nem mesmo os estudiosos que há anos acompanham esses aparecimentos atrevem-se a esboçar alguma explicação para o fenômeno.

 

Das informações sobre os círculos consta a de que 90% deles são genuínos, surgem invariavelmente nas mesmas áreas, quase sempre em sítios arqueológicos, ou próximos a eles, geralmente no verão, época das colheitas, e em lugares amplos, abertos e de fácil acesso. É quando pessoas costumam acampar nos campos e ali permanecem em observação noturna, na expectativa de que possam testemunhar a ocorrência de um desses fenômenos. Que quando acontecem dão origem a várias teorias, como a de 2004, em Stonehenge, Inglaterra, ano em que se descobriu um círculo de grandes proporções (mais de 150 metros de diâmetro), muito bem elaborado, mas bastante complexo. Na opinião de especialistas, as figuras faziam referência ao calendário maia e apontavam para o final desta era e dramáticas mudanças climáticas na Terra.

 

Apesar das dúvidas e interrogações sobre os círculos nas colheitas, é fato comprovado que muitos têm autoria humana. O mais famoso desses casos relaciona-se com os ingleses Doug Bower e Dave Chorley, que apareceram na imprensa inglesa como criadores dos círculos feitos, segundo eles, com cordas e uma taboa. Ambos provaram que os desenhos mais simples poderiam ser feitos dessa maneira, mas quando questionados sobre os mais complexos, não deram resposta. No entanto, investigações cuidadosas comprovaram ser improvável que alguém consiga realizar essa tarefa com tamanha precisão e em tão pouco tempo (parte de uma noite), sem serem descobertos. Com o pormenor de que os dois jamais conseguiram reproduzir, diante de testemunhas, a perfeição dos círculos que alegavam ter feito.

 

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