Desertos - DESERTOS - Clima

Umidade é a quantidade de vapor d’água contido na atmosfera, sendo essa, por sua vez, uma mistura composta por gases como o nitrogênio (com aproximadamente 78%), oxigênio (21%) e pequenas porções de outros elementos (representando menos de 1% da composição), que envolvem a Terra e a protegem dos meteoritos e radiações prejudiciais à saúde humana, sustentando a vida e permitindo dessa forma a existência de oceanos, rios, lagos, plantas e animais.

 

O volume de cada uma dessas substâncias invisíveis é fundamental para a preservação da vida em nosso planeta, como no caso do oxigênio, que se cair em demasia os animais não conseguirão mais respirar, mas se subir além do limite, tudo que for inflamável na superfície terrestre poderá pegar fogo.

 

Mas o vapor d’água em suspensão na atmosfera também é importante. Visível apenas na forma de nuvens, ele participa do ciclo das águas através do processo de evaporação, condensação e precipitação, no qual se inclui o orvalho (freqüente ao fim de noites serenas e límpidas de verão), e também a geada (característica das noites de inverno, quando o orvalho se transforma em cristais de gelo). Além disso, o vapor d’água também funciona como uma espécie de armazenador de energia térmica liberada pelo Sol, mas como o ar do deserto é muito seco, e sua umidade, portanto, muito baixa, esse calor praticamente desaparece assim que anoitece. No clima de deserto, não há umidade a ser condensada, e superfícies que não conseguem absorver o calor, devolvem o calor ao meio ambiente.

 

Para piorar a situação, a areia só consegue absorver o calor solar numa fina camada superficial, e isso faz com que o solo, à noite, acabe se resfriando em curto espaço de tempo. Por essa razão, nas regiões desérticas os seres vivos sobrevivem em condições extremamente difíceis: durante o dia, a média habitual é de 25°C à sombra, mas a temperatura pode ultrapassar com facilidade os 40 graus positivos (o recorde é de 58°C, na Líbia).

 

Porém, assim que o Sol se põe e a noite cai, a ausência de qualquer reserva de calor faz com que o termômetro vá baixando até atingir os 10 graus negativos. Nessas horas, os animais de sangue frio que necessitam do calor ambiente para manter a temperatura do corpo (lagartos, cobras, insetos e escorpiões), param de caçar e se refugiam em seus esconderijos, o que também fazem os mamíferos de sangue quente (raposas e ratos), ao preferirem aguardar a chegada de um novo amanhecer.

 

Quanto aos lagartos, eles, como outros répteis, não possuem a habilidade de regular a temperatura de seu corpo fisiologicamente. O calor metabólico que produzem é mínimo, sendo rapidamente dissipado para o meio ambiente através de sua pele. Em condições normais, a temperatura do corpo de um lagarto rapidamente se aproxima da temperatura do meio ambiente. Por isso, é comum para os lagartos começar o dia se aquecendo por meio da exposição de sua cabeça à alguma fonte de calor. O calor captado pela radiação solar pode ser aumentado pela pigmentação escura da pele. Isto é efetuado hormonalmente pelo controle da dispersão de melanina - que protege contra a irradiação solar - dentro das células da pele do animal. Uma vez que o animal esteja aquecido a um nível ideal, ele sairá em busca de alimento ou de qualquer outra atividade. O tempo que o lagarto fica se aquecendo é controlado pela glândula pineal, que é uma estrutura do cérebro que fica na parte de cima da mandíbula e é conhecida como terceiro olho. Em muitos lagartos, especialmente naqueles que são primariamente diurnos, a glândula pineal não é coberta por um osso mas fica debaixo de uma abertura na mandíbula, coberta por uma escama transparente.

 

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