Ilhas e arquipélagos - ILHAS ALEUTAS

Também chamadas Catarinas, elas integram uma longa cadeia de treze ilhas maiores, dezenas de ilhotas e centenas de protuberâncias rochosas, começando na extremidade sul da península do Alasca e seguindo até as proximidades da península de Kanchatca, na União Soviética, ao longo de uma linha (com mais de 1.800 quilômetros de extensão) que corresponde ao prolongamento da cordilheira do mesmo nome, existente no continente americano.

 

Estão reunidas em treze grupos, dos quais o mais oriental é o das Fox, formado pelas Unimak, Akun, Akutan, Unalaska e Umnak, separadas uma das outras por passagens estreitas. Os outros são os das Quatro Montanhas, composto de numeroso grupo de ilhas e escolhos; o de Andreanof, cujas ilhas principais são as de Amlia, Atka, Kagalaska, Adak, Great Sitkin, Kanaga e Tanaga; o arquipélago do Rato, de cujas ilhas as maiores são as de Amchitka, Segula, Little Sitkin e Kiska; e o das ilhas Próximas, que se compõe de Agattu, das três Semichi e de Attu. São consideradas como fazendo parte do arquipélago das Aleutas as ilhas Pribilof, Shumagin e Semidi. A capital do arquipélago é Dutch Harbor, na ilha de Unalaska.

 

Todo o arquipélago faz parte do Alasca, com suas ilhas praticamente desprovidas de vegetação alta mas com vastos setores recobertos de grama, mata rasteira e pequenas plantas floríferas. O povo nativo é composto por indivíduos de estatura baixa, robustos, constituindo um ramo da família dos esquimós mas com idioma, hábitos, habilidades e capacidade mental muito diferente do apresentado por estes. Há registros indicando que antes do controle exercido pelos russos havia nas ilhas 25 mil habitantes nativos, e que os maus tratos contra estes, praticados por aqueles, quase que os levaram à extinção. Em 1939 o número de aleútes era de apenas 816.

 

Embora em tempos remotos tenham sido bons guerreiros, os naturais das ilhas passaram a viver pacificamente a partir da segunda metade do século 19, alimentando-se de peixes, que os homens pescam, e usufruindo os proventos da venda de cestos típicos, que as mulheres fabricam.

 

Durante a Segunda Grande Guerra Mundial (1938-1945), soldados japoneses e norte-americanos disputaram a posse dessas ilhas aparentemente desprovidas de maior importância estratégica. Do dia 03 de junho de 1942, a 24 de agosto de 1943, as duas nações em guerra se envolveram em ações militares naquela área, e muito embora os analistas militares da época não pudessem explicar com clareza quais teriam sido as intenções do Japão ao invadir as Aleutas, apresentaram, como possibilidade, que isso teria sido feito para obter acesso aos estados do noroeste do Canadá e aos Estados Unidos da América, através do Alasca. Outra probabilidade, segundo avaliações posteriores, estaria em que estas ilhas, além de oferecerem ótimos postos de observação avançados, também serviriam como pontos de defesa para o império japonês, já que os norte-americanos não afastavam a hipótese de atacar seu inimigo utilizando aquela rota. Assim, dominando as ilhas, os japoneses asseguravam melhor proteção ao seu flanco Norte.

 

Uma das versões sobre esse episódio revela que no dia 03 de Junho de 1942 a aviação naval japonesa bombardeou as instalações americanas em Unalaska. No dia imediato, os porta-aviões Ryujo e Junyu se aproximaram de Dutch Harbor e lançaram seis caças e doze bombardeiros de mergulho no primeiro ataque contra as posições adversárias, abrindo caminho para que em 11 do mesmo mês, as ilhas de Kisha e Attu fossem ocupadas, e nelas desembarcadas forças substanciais. Em resposta, a 7ª Divisão americana chegou a Attu no dia 11 de Maio de 1943, envolvendo-se em uma batalha que durou dezoito dias, ao fim dos quais os norte-americanos contaram 2531 inimigos mortos, contra 600 homens que perderam.

 

Diante disso, e convencidos de que encontrariam em Kiska a mesma resistência, bombardearam-na com mil obuses de grande calibre, para descobrir, ao desembarcar, que toda a pólvora fora perdida, uma vez que os japoneses, protegidos pela bruma e pela escuridão noturna, haviam evacuado a ilha em submarinos e navios de guerra.

 

A conquista das ilhas Aleutas pelo Japão representou um rude golpe para a moral do povo americano, pois significava, que pela primeira vez na guerra, o solo americano fora ocupado pelo inimigo.

 

 

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